Ano Velho

Por onde quer que se ande, ouve-se dizer: “Bom Ano Novo! Que 2014 seja melhor que 2013!” Nesta altura do ano, há a tendência para se refletir sobre o ano que passou: o que correu bem? O que correu mal? O que se deixou por fazer? E, normalmente, formulam-se desejos para o novo ano. Eu costumo ter estes pensamentos todos os anos.

Porém, hoje foi um dia diferente de outros 30 de dezembro da minha vida. Hoje pensei muito pouco no ano que está a acabar. Hoje procurei embelezar-me e usufruir de um belíssimo almoço, em ótima companhia. Passei a maior parte do dia acompanhada, é verdade, mas em todos os minutos que estive sozinha comigo, não fui capaz de parar de sorrir. Depressa percebi porquê.

Passei o dia entusiasmada com a minha Perna Fina e com as críticas que recebi, ao longo da tarde de ontem. Nos momentos de silêncio não parei de sentir as ideias a fervilhar na minha cabeça: novos conteúdos, dicas dos mais variados tipos e ainda umas 4 ou 5 receitas que tenciono partilhar com todos os que me lêem.

Não estive, por isso, parada a pensar no Ano Velho (o que para mim é uma grande conquista. Costumo ser demasiado saudosista). Estive antes a pensar no ano que aí vem, no que quero fazer e em como me quero tornar melhor (a imensos níveis).

Sinto que já estabeleci um compromisso com cada um que me leu e sinto-me bem por isso. Vai-te embora Ano Velho, que o Novo está mesmo a chegar.

“Amanhã faço dieta”

ADORO COMER, ADORO. Comer dá-me imenso prazer, faz-me feliz. Porém, esta felicidade tem-se revelado uma felicidade envenenada, qual maçã da Branca de Neve. Mas nem sempre fui assim.

Lembro-me de ser miúda e de ser para mim um verdadeiro sacrifício comer. Lembro-me de erradamente despejar o leite do pequeno-almoço lava-loiça abaixo, sempre que a minha mãe virava costas. Lembro-me de ter um pedaço de pão na mão, quase a apodrecer, tal era o tempo que levava a comê-lo. E vomitava, involuntariamente, vomitava imenso. Hoje sei que tenho uma hérnia no estômago e que sempre que “asneiro” ou que como certos alimentos, me sinto indisposta. Eu tinha (e ainda tenho) uma má relação com a comida.

Quando entrei na puberdade, as loucas das minhas hormonas mudaram radicalmente. Passei a sentir os sabores e aromas de maneira diferente. Comecei a apreciá-los e a dar-lhes mais valor. E como se a puberdade não fosse por si só complicada, comecei a mudar o corpo e a engordar.

Devia ter cerca de 16 anos quando pela primeira vez disse para mim mesma que tinha de fazer dieta. Fazer dieta? Ah, claro, deixar de comer, pensei eu. E de repente, o meu almoço passava a ser sopa e fruta e o peso baixava como por magia… Passava um mês, eu fartava-me de me privar de tudo o que gostava, voltava a comer desmedidamente e, está-se mesmo a ver, voltava a engordar.

Sem eu dar por isso, a minha vida alimentar passou a sustentar-se de promessas: é nesta segunda que recomeço… Vá, no dia 1 do próximo mês! Se calhar deixo passar o Natal e o fim de ano e recomeço a sério a 2 de Janeiro. Promessas, promessas, promessas! Promessas que duram há cerca de 10 anos. Promessas que cumpro durante 1 semana, às vezes 2 dias. Ou por 3 horas?!

Ao longo deste tempo já fiz várias dietas, umas mais restritas que outras e em todas elas perdi (bastante) peso. Em todas elas voltei a ganhá-lo. Nalgumas, ganhei mais do que perdi?!

Hoje percebo que perder peso não é difícil. Isso é o mais fácil. Basta restringir uma série de alimentos, ou até reduzir a quantidade que ingerimos dos mesmos e está feito. Difícil é manter o peso que atingimos e desejamos ter. Difícil é manter o equilíbrio. Difícil é ser coerente, consistente. No peso, no amor, no trabalho, NA VIDA.

É difícil, bolas. É mesmo difícil.

Começo 2014 com o objetivo de encontrar o que muitos, como eu, procuram: equilíbrio. Uma solução a longo prazo. Vou concentrar-me nisso. Vou mesmo. Estou farta de promessas e de falhar comigo e com a minha saúde. Prometo!?

*Deixo-vos uma música do Herman José sobre promessas.

(Mais) Um blogue de moda?

Blogues há muitos, seu palerma, e há para todos os gostos e interesses: blogues sobre culinária, sobre relacionamentos, astrologia, nailart, decoração, literatura… Para homens (gosto particularmente do blogue do Pedro Teixeira. Que bom rapaz!) e para mulheres! Há também os blogues que se dedicam às modas: o que vestir? De que cor pintar as unhas? O que comer ao pequeno-almoço? Blogues, blogues, blogues! Costumo ler alguns.

Por defeito profissional, gosto de blogues bem escritos, com uma linguagem clara, inteligente, daquela que roça a corrosão da alma e nos diverte ao mesmo tempo. Dou importância à forma como as frases estão escritas e se são ou não capazes de me prender ao monitor. Os temas interessam-me mais ou menos, mas a linguagem, a capacidade de comunicar (seja sobre o que for), isso sim me entusiasma.

Quando me surgiu a ideia de criar o blogue da Perna Fina pensei nisso mesmo: tenho de ser capaz de prender os leitores. Tenho de apresentar uma escrita fluída, descomprometida, mas séria e cuidada. Tenho de ter graça e ser autêntica. Pensei também, claro, no conteúdo.

No Perna Fina vou escrever sobre as minhas escolhas diárias. E o que é que isso tem de interessante? A AUTENTICIDADE! A autenticidade com que todos os dias prometo, por exemplo, que não vou comer a fatia de bolo de aniversário de um dos alunos ou que vou assumidamente deixar de lamentar a minha coxa grossa e começar a exercitá-la à séria.

Será um blogue de comprometimento comigo mesma, acerca das peripécias diárias por que passo, sempre com o intuito de saber cuidar melhor de mim e dos seres que amo. Será um blogue sobre bem-estar, com espaço para dicas de alimentação, exercício físico, algumas receitas e tudo o resto que me parecer oportuno.

Este blogue é para todas as pessoas que, tal como eu, a certa altura da vida desejam mudar algo em si e, por uma ou outra razão, não têm conseguido essa mudança. É um blogue de sentimentos reais, com pouca edição, para pessoas reais que querem mudar ou melhorar e não sabem como (como eu também ainda não sei).

Este não é, por isso, mais um blogue de moda, mas também não deixa de o ser. Afinal, está na moda quem se sente bem consigo, com as suas escolhas e com os outros.

A Perna Fina

Desde miúda que oiço dizer: “Ai menina, és da família dos Perna Fina!” E eu ouvia e não percebia por que me diziam tal coisa! Eu, que desde que me conheço luto para afinar as pernas (e todas as outras partes do meu corpo), achava que estavam verdadeiramente loucos.

Sou duma família que nasceu na Lousã, perto de Coimbra, cujos membros são conhecidos por ter um caráter muito peculiar. São também conhecidos por ter uns corpos estranhíssimos, com pernas muito finas. Daí o nome. Sou efetivamente uma Perna Fina de feitio. Apenas e só. Quanto às minhas pernas… Hum! Já viram melhores e piores dias!

O blogue da Perna Fina é a materialização do meu dia a dia na luta por umas pernas menos grossas, pensamentos largos, desejos gordos, aspirações cheias e uma ou outra tristeza mais magrela.

Perna Fina