Apetites #1

Isto de se mudar de alimentação de raiz, tem muito que se lhe diga. Já escrevi inúmeras vezes que estou profundamente feliz com as mudanças que trouxe para a minha vida, que as sinto consistentes diariamente e que não quero voltar ao que já fui. Isto é tudo verdade. Porém, às vezes, sinto dentro de mim uma pequena fera a clamar para que volte aos tempos áureos da gordura e do açúcar. Os apetites não são sempre os mesmos. Já me apeteceu matar por um hambúrguer com tudo, tanto como já desejei uma fatia de tarte de lima com chocolate. Ultimamente, a minha cabeça tem pensado imenso em massa. A massa comum, por ser à base de trigo, saiu da minha alimentação de todos os dias. O que é uma chatice, porque eu sou (era!) doida por pratões de massa com os mais variados molhos. Só para me massacrar, pesquisei imagens do meu mais recente apetite. Macarrão, queijo e montes de molho. Estou em crer que, um dia destes, um pratinho do género não me escapa. Para já, tenho o cerco apertado. Nos últimos fins de semana estiquei-me e isso refletiu-se nos valores que apareceram na balança, na última consulta. (Não comecem já a fazer a festa, suas bruxas invejosas. Para vosso desgosto, isto está tudo controlado!) Por isso, o macarrão vai ter de ficar para depois. Entre um jantar de aniversário e outro, o meu empenho não há-de vacilar.

Stouffers-Macaroni-Cheese-Recipe2Fica a imagem do meu apetite, que eu (também) como com os olhos.

Dias assim

Todos os dias me esforço um bocadinho mais. Tenho-me obrigado a isto porque ninguém pode ser tão exigente comigo, como eu devo sê-lo. Os frutos que tenho colhido são sumarentos, mas ultimamente tenho acusado algum cansaço e hoje talvez me tenha sentido no limite. A cabeça doeu-me o dia todo. O corpo arrastou-se a cada movimento. A alma só acompanhou a carne e os ossos. Entre um dever e outro, sentei-me numa esplanada e usufruí de uma bola de gelado de morango. Por alguns minutos, permiti-me lamentar o desgaste físico e emocional dos últimos tempos. Depois levantei-me, direta para o compromisso das 18:30, e segui mais tranquila. No final do dia fui para o CrossFit, onde tive de saltar milhentas vezes para cima duma caixa. O resto da neura foi passando, sempre que subi a pés juntos. Há dias assim.

Assuntos verdadeiramente interessantes #2

Barbas. Há muito tempo que falo com as minhas amigas sobre o fascínio que nutro por homens com barba. É uma fraqueza que eu tenho. Acho que ficam, sei lá, mais homens. A barba torna os homens mais bonitos, mais adultos e mais respeitáveis, mesmo que sejam uns autênticos asnos (que o são, na maioria das vezes, com ou sem barba). Tenho amigas que concordam com esta minha teoria. Tenho outras, uma em especial, que dizem não ser bem assim. Parece que a tendência veio para ficar e toda a gente ganha com isso: quem aprecia lava a vista, quem usa tem menos trabalho com as aparadelas. No entanto, apraz-me esclarecer alguns aspetos importantes: 1.º As pêras não entram nesta categoria de homem-absolutamente-sexy. Sempre que vejo um homem com pêra vem-me à ideia uma imagem tenebrosa. 2.º Barba sim, mas com alguma contenção. A dita não precisa de chegar a meio do peito, ok? Mais, convém que esteja sempre limpa e minimamente penteada. Se assim não for, mais vale andar de cara limpa, tipo bebé chorão. Posto isto, e porque sou uma querida, perdi algum do meu tempo a procurar imagens duns senhores que me agradam e que, por sinal, usam barba. Qualquer um deles, se um dia precisar, tem o meu sofá à disposição. Vai que se dá o caso de virem para as minhas bandas? Onde eu moro os hóteis escasseiam que é uma coisa doida. (O Brad, o homem mais tudo do mundo, pode trazer a Angelina e os 56 filhos. Cabem cá todos!)
Mandatory Credit: Photo by Broadimage/REX (4270848d) Adam Levine 'The Voice' Top 10 Artist of Season 7 , Los Angeles, America - 24 Nov 2014

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robertptTão fofinhos, pá!

… e o problema que é ter amigas magras, que nunca foram gordas?

Ter amigas magras, que não sabem o que é andar com o botão das calças desapertado é muito, muito difícil. São amigas que estão habituadas a ser giras, podendo comer este mundo e o outro, sem grandes preocupações. E, por isso, roçam na ideia de que eu posso viver a minha vida alimentar com a mesma leveza que elas.

Este domingo foi a loucura: churros com nutella, uma bolinha de gelado do Santini e, ao jantar, um prego em bolo do caco de bradar aos céus. Quando acabámos o prego, prometemos que junho e julho iam ser meses mais controlados, que íamos abusar, no máximo, em duas refeições por semana, ao fim de semana, e que nos esforçaríamos por evitar as sobremesas. Depois lembrámo-nos que faltam poucos dias para os Santos Populares e… Bolas!

O melhor de mim

fotografia

Hoje já não vivo em guerra, estou em paz. Já não odeio o meu corpo, tenho orgulho nele. Já não devoro comida para compensar, como para ser saudável e aguentar os treinos loucos que faço todos os dias. Sou livre. De preconceitos. De vontades alheias. De amizades com cobrança. De desamores. Sou dona de mim. E esta minha condição faz-me ter a certeza que a decisão de mudar de vida foi a escolha certa. Mais: faz-me entender melhor alguns percalços no caminho. Talvez eu estivesse apenas a preparar-me para tudo isto. Para me completar comigo. Para ser, em absoluto, o melhor de mim.

O verão deixa-me cheia de calor (e não só!)

O verão é uma tragédia alimentar. Todas as minhas hormonas palpitam por uma esplanada e alguns raios de sol. Este meu apetite não seria problemático se me ficasse pela Vitamina D. Há aquelas pessoas estranhas que dizem que perdem o apetite com o calor e que comem só uma saladinha e um suminho de fruta. Eu só penso em caracóis, amêijoas, pregos no pão, choco frito, gambas com alho e mais uma porradona de coisas, que, assim de repente, nem vale a pena enumerar (ou vou começar a babar-me para cima do teclado). Estes petiscos também me apetecem no inverno. Eu sou lá pessoa para dizer que não a um camarão frito em pleno mês de dezembro?! Mas no verão, com o sol, com os dias grandes, com as roupas leves, há pouca coisa que me apeteça mais. E a minha luta começou no fim de semana passado, em Sesimbra, com uma sapateira, a melhor musse de chocolate de sempre e uma bola de berlim.

Os meus alunos são os melhores do mundo #4

respect

“Devemos respeitar os mais velhos: os professores, as professoras, os idosos, os nossos irmãos mais velhos, os nossos pais e as nossas mães. Também devemos respeitar pessoas importantes como o Presidente Cavaco Silva, o Primeiro Ministro Passos Coelho, o Luís de Camões, o Cristiano Ronaldo e a Joana Duarte.”

Antigamente

Sempre odiei o percurso entre a areia e o mar. Era o que mais detestava nas idas à praia. Tinha a convicta sensação de que toda a gente estava a olhar para mim e a reparar em todas as imperfeições do meu corpo (não as vou enumerar, ok?). Ontem foi o meu primeiro dia de praia do ano e, pela primeira vez na vida, não precisei de encolher a barriga no caminho até ao mar. Caminhei, simplesmente, sem me preocupar muito. Afinal, que preocupações devo ter numa ida à praia, para além de aplicar regularmente o protetor? Eu tinha tantas. Isso era antigamente.