Continua!

Se as pessoas que não são assim tão tuas amigas te disserem que estás demasiado magra ou muito musculada ou que andas a treinar demais e a comer de menos, não lhes ligues. É só o medo delas a falar. O medo de que fiques mais forte, mais rápida e mais capaz do que alguma vez sonharam. É nessa altura que vais ter de te agarrar a tudo o que construíste, fechar olhos e dizer a ti mesma: continua!

Deitei a balança fora!

Durante anos, pesei-me todos os dias. Todos, sem exceção. Eu passei muita fome por opção. Queria ser magra, a qualquer custo. Todos os dias me pesava na esperança de ter menos uns gramas. Às vezes tinha, outras não. O peso pode variar por muitas razões: se fomos ou não à casa de banho, se comemos mais ou menos na noite anterior, se estamos prestes a menstruar… Por isso, pesar-me todas as manhãs nada mais me dava de que a obsessão de qualquer coisa muito difícil de gerir, emocionalmente falando. Eu queria pesar 55 quilos. Esse sempre foi o meu objetivo. Já tinha pesado mais de 80, portanto a meta era ambiciosa. 55 era o número que eu queria. Porque gosto de números. Porque gosto de planear partes da minha vida com base nos números. Quando comecei as consultas de reeducação alimentar, a balança foi um tema. Não me podia pesar todos os dias, para bem da minha saúde mental. Não podia, mas nem sempre cumpria. Eu queria os 55, bolas! Um dia, em desespero, cheguei a casa e pus a balança no lixo. Achei que não havia outra solução e foi remédio santo. No último ano pesei-me duas vezes, no gabinete de estética onde faço as massagens. Pesei 59 kg. Aquele número pouco me disse: primeiro, porque tirei os números do peso da cabeça. Depois, porque estou muito satisfeita com o estado do meu corpo ao dia de hoje, independentemente do peso que carrego. Eu deitei fora a balança e aconselho todos os que querem perder peso a fazer o mesmo. Pesem-se nas consultas, se as fizerem, na farmácia, de quando em vez e está bom. Há números relativos à nossa saúde muito mais importantes do que o número do peso. Sobretudo quando esses dígitos são responsáveis por nos destruir a cabeça, chegando mesmo a poder constituir um atraso na perda de peso (em vez de promover o contrário).

Um mau ímpar, nunca pode ser um bom par.

Contra mim falo. Andei anos à procura de alguém que me fizesse sentir bem, sentir melhor comigo, com os meus pensamentos e com o meu aspeto. Estava sempre à espera da aprovação do outro, quando por dentro tudo, ou quase tudo, era muito negro. Eu não era um bom ímpar. Assumo isso com a certeza de que a culpa do fim das minhas relações também foi minha. Não só, mas também. Porque um mau ímpar, nunca pode ser um bom par! Acho que é também por isso que tanta gente mantém relações infelizes. Procura no outro aquilo que lhe falta, numa espécie de complemento. Eu fiz isso muitas vezes [quase sempre]. O resultado? Frustração. Muita. Como é que eu podia estar à espera que a minha felicidade dependesse, exclusivamente, de outra pessoa? Nesse sentido, este caminho que tenho feito tem-me ajudado muito a pensar sobre as razões que nos levam ou não a dividir a vida com alguém. Que direito temos de exigir a outra pessoa que nos complete? Que nos dê o que nos falta? E se ao outro também faltar qualquer coisa? E se nós também não formos capazes de corresponder? Não digo que tenhamos de ser todos perfeitos e sãos. Há gente assim? Mas digo que cada um tem de conseguir estar sozinho, sentido-se inteiro e percebendo que faz tudo o que está ao seu alcance para ser feliz, independentemente de quem chega ou parte da sua vida. Porque aos meus olhos, ter alguém na vida não pode significar menos do que um aumento de felicidade, àquela que já trazemos dentro do peito. Um acréscimo, não um depósito em saldo negativo. Ao dia de hoje, não tenho nenhum medo da solidão amorosa. Mantenho-a com a certeza de que nestes últimos anos me tornei um ímpar muito mais completo, cheio de avanços e recuos, mas com a convicção plena de que há assuntos que não se podem deixar em mãos alheias. Para o meu [nosso] próprio bem.

Eu nunca fui!

Eu nunca fui a mais gira.
Eu nunca fui a mais esperta.
Eu nunca fui a mais elegante.
Eu nunca fui a mais bem vestida.
Eu nunca fui a mais festiva.
Eu nunca fui a mais desejada.
Eu nunca fui uma série de coisas.
Algumas continuo a não ser.
Outras nunca serei.
E está tudo bem!

O mais importante foi ter aprendido que, mesmo não sendo a mais num sem número de coisas, eu sou mais eu, que é o que mais me interessa.

Perdida por 100, não é perdida por 1000!

Alerta, alerta, segue o presente texto para vos ajudar a pensar sobre um princípio fundamental se pretendem perder peso. Este princípio não assenta nem nenhuma dieta, em num regime alimentar. Está antes diretamente relacionado com o comportamento alimentar que mantemos ao longo do tempo, durante a vida.

Deixem-me falar-vos de mim, para variar! Eu sou uma pessoa sofrêga. Sou assim. Gosto muito. Faço muito. Quero muito. Intensamente. Para mim, quando é, é. Em quase tudo na vida. Com a comida não era exceção. Por isso, se comia uma bolacha, pronto, comia o resto do pacote. Se comia batatas fritas à refeição, não negava a musse de chocolate no final. E por aí fora.

Perdida por 100, perdida por 1000! Dizia eu, tantas, tantas vezes. Este foi um dos aspetos que mais trabalhei nas consultas de reeducação alimentar, com a Dr.ª Catarina. Não tem mal comer uma goma, se quiser muito, muito. Agora, comer um saco delas… Mas isto levou muito tempo a entrar-me na cabeça. Nesta minha forma de viver, quente ou fria, branca ou preta.

Ultimamente, há uns bons meses já, tenho notado muitas diferenças neste pormenor do meu comportamento alimentar. Se quiser muito uma piza, não vou comer sobremesa, se quiser muito a sobremesa, como o hambúrguer sem pão e sem as batatas, por exemplo. O que tenho sentido, é que este autocontrolo me tem ajudado muito.

Essa ajuda tem-se refletido na minha cabeça e de forma muito significativa. Não falo de peso porque deixei de me pesar há bastante tempo. Deitei a balança fora, inclusivamente (mas isso dá outro texto!) Falo de cabeça e de coração. Falo na capacidade que tenho de equilibrar o que como, sem sofrer com isso. Falo de viver feliz com a alimentação que levo, sem sacrifício.

Perdida por 100, não é perdida por 1000: na mesma refeição, no mesmo dia, na mesma semana, no mesmo mês, no mesmo ano. Perdida por 100, é perdida por 100. Não por 101, não por 102. Por 100! Por isso, a próxima vez que acharem que se estão a perder, percam-se de forma contida. Nada vale mais a pena do que nos encontrarmos todos os dias [um bocadinho mais].

Sem tretas!

No outro dia, uma leitora mandou-me uma mensagem para o instagram a agradecer o facto de eu contar a minha história sem tretas. Eu percebi o que ela quis dizer. Efetivamente, aquilo que mostro ser no blogue, é o que sou. Ok, pelo que escrevo talvez não consigam saber tudo sobre mim (nem é o suposto!), mas o que posso garantir é que tudo o que publico é uma parte de mim. Sem tretas. Quando ganho, quando perco, quando assumo as minhas fragilidades e conquistas. Esta sou eu. Diz, quem me conhece, que quando lê os meus textos me ouve a falar. Porque eu gosto desta escrita, perto da fala. Autêntica. Crua. Sem tretas. Um dia assumi que cada vez menos sabia onde terminava a Joana e começava a Perna Fina e vice-versa. É muito verdade. Isto para dizer que nada mais devem esperar de mim que não isso de escrever sem tretas!

#treinaporti – The Day After

Ontem o movimento #treinaporti foi incrível. Incrível é uma palavra que tenho usado muito, ultimamente, mas é a que melhor espelha o que se passou. As participantes estavam entusiasmadas, empenhadas e dispostas a largar todo o seu sangue, suor e lágrimas naquele relvado em Belém. Ninguém chorou, não foi preciso! O Luís, meu treinador de Crossfit há 3 anos, foi super atencioso com todas as meninas. Explicou e exemplificou todos os exercícios (comigo a ajudar) e, muito, muito importante, respeitou o ritmo de trabalho de cada uma, sem deixar de as incentivar a fazer mais e melhor. Aquecimento, treino e alongamentos. No final, toda a gente se deliciou com um Activia fresquinho, que soube p’la vida. Não posso deixar de agradecer à Activia por esta espetacular parceria: obrigada, obrigada, obrigada. Tal como não posso deixar de agradecer às meninas que foram mesmo, a salientar que nem um menino se inscreveu!, a algumas das minhas amigas, que não quiseram deixar de estar presentes e ao Luís, por ser um treinador paciente e exigente, que me tem ajudado a acreditar em mim, atleticamente falando. Obrigada, de coração, a todos. Ah, não esquecer que 50% do dinheiro recolhido será doado à Cruz Vermelha Portuguesa, que bem merece. Portanto, foi tudo espetacular e eu não podia estar mais satisfeita por perceber cada vez melhor, e de forma mais concreta, que esta minha Perna Fina já está muito além da minha mudança. Saber que a minha história pode ajudar outros a mudarem a sua, dá-me uma satisfação sem medidas. Mesmo.

A pergunta que se impõe é: como estão essas perninhas, minhas lindas?

#treinaporti – os resultados!


Saem hoje os nomes dos felizes contemplados para o treino de domingo, dia 23, das 10:30 às 12:00, nos Jardins de Belém (naquele relvado central enorme, sabem?). Por isso, se participaram, vão a correr ao vosso email. Se tiverem uma mensagem minha, pumbas!, é sinal que nos vemos no domingo (confirmem a vossa presença, respondendo ao email, ok?). Levem água, roupa confortável, espírito de equipa e vontade de suar das entranhas. Eu não podia estar mais entusiasmada e o Luís, o meu treinador, também não. Por isso, venham de peito aberto, confiantes. Como diria o outro: vai ser ispétacular!

Até domingo!

ORO VIVO

A minha mãe ia sempre ver a montra da loja ORO VIVO, em cada ida ao centro comercial. Era uma constante. Eu, confesso, achava que a loja tinha um conceito um pouco antiquado e nunca fixei os meus olhos nas suas peças. Era quase um preconceito. Acho que, como eu, muita gente pensa(va!) o mesmo.

As boas notícias são que a ORO VIVO está a mudar. Em Portugal desde 1990, a ORO VIVO apresenta agora uma imagem renovada, que tem como propósito a modernização da identidade da marca, tornando-a mais elegante e feminina. Esta mudança faz-se acompanhar de um novo logotipo, com um novo lettering, que assenta na elegância e sobriedade.

As lojas ORO VIVO irão também sofrer alterações, com o novo conceito e design. Deixará de existir a “barreira” entre o consultor e os clientes, que sempre me afastou um pouco, admito, passando do foco no produto para o foco no cliente. Este novo conceito tem como objetivo servir melhor o cliente, dar maior visibilidade aos produtos e, acima de tudo, facilitar e simplificar o momento de experimentação das peças.

As primeiras lojas a conhecerem este novo conceito são as do CascaiShopping e do Centro Comercial Vasco da Gama. Eu pude estar presente na inauguração da loja de Cascais e a minha opinião relativamente à marca mudou. Para muito melhor! As peças de aço, de linhas simples, arrebataram-me o coração e acabei por trazer um presente para mim e outro para a minha mãe. Passem por lá e dêem uma vista de olhos. Levem a carteira. Vão precisar dela, com certeza!

[Texto Escrito em Parceria com a ORO VIVO]

Sacrifício

Durante muitos anos vivi em sacrifício. Passei muita fome com dietas. Houve uma vez que desmaiei de fraqueza, no duche. Um dia pensei: a minha vida vai ser isto. Eu vou ter de fazer dieta para sempre. Aquela ideia deixou-me tão infeliz, tão infeliz, que achei que nada daquilo valia a pena. Tanto sacrifício, tanta fome, tanta tristeza. Hoje eu não vivo em sacrifício, ou seja, eu não vejo esta minha nova vida como uma imposição, como algo que eu tenho de fazer só porque sim. Eu gosto verdadeiramente das mudanças que trouxe para os meus dias. Eu gosto de comer bem, sinto prazer nisso. Eu gosto de treinar e de me sentir leve e forte. Eu gosto de cuidar do meu corpo e da minha cabeça. É um prazer sem limites. Acredito, com todas as minhas forças, que por ter deixado de ser um sacrifício é que tem resultado tão bem. Eu não quero ter outra vida. Adoro esta. E enquanto tiver voz, contarei a minha história a toda gente, dizendo: podes ser tudo o que quiseres na vida, faz por isso. Não te sacrifiques, mas empenha-te das entranhas!

[Acho que nunca tive uma fotografia com um ar tão feliz. Talvez em criança. Há quem diga que a minha alegria contagia. Espero que sim. Gostava muito que sim.]