Salada de quinoa e frango

 Ingredientes (para uma pessoa):
– 3 a 5 col. de sopa de quinoa cozida;
– 1 peito de frango cozido e partido em tiras;
– 1/2 dúzia de tomates cherry cortados ao meio;
– 1/2 dúzia de pequenos talos de brócolos crus;
– 1 fio de azeite generoso;
– 2 dentes de alho picados;
– Sal, Pimenta e paprika a gosto.

Modo de Preparação:
1.° Numa frigideira ao lume, deitar o azeite e o alho e deixar fritar;
2.° Colocar as tiras de frango, envolver com o alho e o azeite e temperar com o sal, a pimenta e a paprika;
3.° Quando o frango estiver tostado, juntar os tomates e os talos de brócolos crus e envolver bem;
4.° Acrescentar a quinoa e deixar apurar durante 2 a 3 minutos;
5.° Retificar temperos, se necessário, e servir de imediato.

Dica 1: Podem juntar-se umas amêndoas tostadas e laminadas. Ficam a matar!

Dica 2: É importante que a quinoa fique de molho bastante tempo, para que perca o gosto amargo que lhe é característico. Eu deixo-a de molho a noite inteira.

Finas, não as minhas pernas: as Oreo!

Eu sei que isto está em desacordo completo com o texto de ontem, mas como não é coisa que trinque todos os dias, nem todas as semanas, tenho de vos falar das Oreos Finas. Não sei se gostam de Oreo, mas eu era capaz de comer daquilo até deitar pelos olhos, portanto, quando no outro dia vi que isto existia, senti-me toda aos pulinhos para provar. Já provei e, deixem-me que vos diga, são uma categoria. São super estaladiças, leves, finas. Tão, mas tão boas. Têm dois recheios: o original e o chocolate, como na imagem. Eu provei as originais e já fiquei em picos para provar as de chocolate, mas recuso-me a comprar um pacote disto. Não havia de ser bonito de se ver, não, não. Mas pronto, para um dia de devaneio, esta é uma opção do caraças. Para mim é, porque podia perfeitamente ser parente do Monstro das Bolachas. Não sendo, e querendo manter como alcunha o nome que dei a este blogue, em comum, entre mim e estas Oreo, só haverá mesmo o apelido. É lamentável, mas o tem de ser tem muita força. Oh lá se tem!

Coisas que me tiram do sério #9


Pais que enchem os filhos de merdum! Por merdum entenda-se tudo o que há de bolos, bolachas, gomas, doces, cereais, iogurtes cheios de cenas, pães de leite, pão de forma, leite com chocolate, refrigerantes e aperitivos de todo o género. Há 10 anos, até mais, não se falava tanto de alimentação como se fala hoje. Beber iced tea era beber um cházinho. Comer cereais era uma cena boa, metia leite e tudo. Hoje sabe-se que todos esses “alimentos” estão carregadinhos de merdas, que dão cabo da nossa saúde, que nos engordam, que nos viciam, que não nos saciam, que confundem as nossas células, que as destroem. Hoje em dia toda a gente sabe isto, mas há quem insista em encharcar os miúdos com porcarias destas. Eu acho que é uma espécie de negligência, que se devia fazer qualquer coisa a respeito. Os pediatras, por exemplo, podiam questionar as famílias sobre a alimentação que proporcionam aos filhos. E não me venham dizer que é uma questão dinheiro: a quantia que gastam em tudo o que compram nos pacotes, dava para comprar montes de ovos, atum, frango, batata doce, alface, brócolos… Há crianças que, pura e simplesmente, não comem certos alimentos por nunca ninguém lhos deu provar. Porque estes hábitos cultivam-se, estimulam-se, tratam-se. Também não é preciso ser extremista e não deixar os miúdos comerem nada, mas tem de haver limites. Devia haver.

Dislike

Dei por mim a dislikar páginas do Facebook e do Instagram, como se não houvesse amanhã. Não estava a aguentar tanta foto, tanto vídeo, tanta cena deliciosa a vir ter ao meu encontro, sem que eu pudesse dizer: anda cá, que já tas canto. Tive de tomar uma atitude, percebem? É que os vídeos, então, eram qualquer coisa: sem eu dar por isso estava sempre a chegar ao meu cérebro a informação de que existem fofos de nutella, red velvet a escorrer leite condensado, trufas de Oreo, pastéis de queijo de todos os géneros, massas com mil cenas e tantas outras coisas, que me fazem querer cagar nisto tudo e ser gorda outra vez. Ora, eu que não quero pensar que aquelas merdas existem, estava a permitir que viessem ter comigo e me desconcertassem por completo. Não estava a aguentar mais, não estava, por isso foi ver-me a fazer dislike em tudo o que era página do demo. Cortar o mal pela raíz, que é como quem diz, dislike, dislike, dislike.

Abs d’aço

Há uns dias fiz uma sequência de trabalho abdominal que me matou. Foi criada pelo meu treinador Luís, o ser responsável por quase todos os burpees, agachamentos e flexões que já fiz na vida. Muitas vezes grito contra ele, durante os treinos. Chamo-lhe nazi, mas com carinho. Eu sei que no fundo, bem lá no fundo, o objetivo dele é treinar os seus atletas para serem pessoas ágeis, fortes e flexíveis. Voltando aos abs, fiz esta sequência, que hoje vos apresento, e andei cheia de dores nos dias seguintes. Dores, significam resultados. Vamos lá, então: são 5 rondas, com um minuto de descanso entre cada uma. Em cada ronda devem ser feitas 10 repetições de cada exercício. Assim:

10 hollow rocks

10 v-ups (ou 10 segundos na posição hollow, da primeira imagem)

10 tuck ups

Depois de ser feita esta sequência, conta-se um minuto de descanso e começa-se a segunda ronda. São 5 rondas, repito, 5 rondas. E vai doer, vai doer muito, garanto! O Luís, que é o modelo das fotografias, diz que esta sequência deve ser feita duas a três vezes por semana, intercalada com outros treinos, sempre com dois dias de intervalo, para não massacrar demasiado estes músculos, que também não há necessidade disso. E então, quem quer um abs d’aço, quem é?

Obrigada, coach Luís Morgado, responsável pela criação dos WOD’s da Crossfit Restelo.

Alma leve

Há anos que tentas perder peso. Perder peso no corpo que carregas todos os dias. Que às vezes arrastas, que às vezes maldizes.

Tentas perder rabo, mamas, barriga e anca. Tentas estreitar-te, endireitar-te, tornar-te diferente. Mais magra. Tentas ser como sonhas.

Mas esqueces-te que o tens de emagrecer primeiro é a alma. A alma que trazes contigo é, quase sempre, tão ou mais pesada que o teu corpo.

É essa alma gorda que não te deixa ter um corpo delgado. É essa alma pesada que não te faz ser a melhor versão de ti. É essa alma que te impede de ser mais.

Por isso, se queres perder peso, começa por alimentar bem a tua alma. Alimenta-a lendo bons livros, falando com pessoas cheias, tratando de ti.

Exercita a tua alma. Faz o bem. Deseja o bem. Dedica tempo a ti e aos outros. Estimula pensamentos positivos, de esperança. Inspira-te e tenta inspirar.

Torna a tua alma leve. O corpo mudará como consequência. Esta é uma viagem que começa de dentro para fora, apesar de andar meio mundo a dizer e a fazer o contrário.

Não passes uma segunda sem treinar!

Não passes uma segunda sem treinar. Isto pode parecer tonto, mas faz todo o sentido. A segunda é dura. É o início de mais uma semana de trabalho, de mais compromissos, de mais irritações. É o dia em que se volta a acordar cedo, depois de dois dias de maior descanso. Ninguém adora as segundas, ninguém que eu conheça, pelo menos. A neura pode ser de tal forma agressiva, que a vontade é sair do trabalho a correr, entrar em casa, fechar tudo, esquecer o mundo e voltar à ronha dos dias anteriores. Neste sentido, há muita gente que não treina à segunda. Já eu acho fundamental. Porque gosto de (re)inícios, porque ando a aprender a adiar menos, porque todos os treinos contam, mesmo que sejam com mais ou menos vontade. Não passes uma segunda sem treinar, como quem protela a decisão de ser saudável. Treina à segunda e nos dias seguintes. Treina em todos os dias que possas e que te sintas bem. As segundas merecem uma primeira chance e tu também.

Pudim de chia

Ingredientes:
– 500 ml de bebida vegetal;
– 6 colheres de sopa de sementes de chia;
– adoçante a gosto q.b. (agave, stevia, açúcar de côco);
– topping à escolha (frutas frescas, granola, frutos secos…).

Modo de Preparação:
1.° Deitar todos os ingredientes num frasco de vidro hermético (se estiver bem acondicionado, dura uma semana);
2.° Abanar bem, para que os ingredientes se misturem;
3.° Colocar o frasco no frigorífico e voltar a abanar umas quantas vezes, para que as sementes não fiquem todas no mesmo sítio;
4.° Deixar no frio durante 8 horas e servir com o topping preferido.

A chia é uma semente que solta uma gelatina, quando posta em contacto com líquido. Prolonga a sensação de saciedade, regula o trânsito intestinal e previne o envelhecimento. Só coisas boas, portanto.

Primavera?!

Na escola aprendi que a primavera começa no dia 21 de março, mas parece que nos últimos anos tem começado a 20. Também não é caso para me inquietar, mas sempre que acontece fico do género: mas não era amanhã? O que interessa aqui perceber é se este vento se vai manter. Não sei como está nos sítios onde moram, mas nesta zona de Lisboa está um vento e um frio que não há explicação. Por isso, se era para vir nestes preparos, mais valia termos continuado com o inverno e com aqueles dias de 25 graus, em que uma pessoa já andava mais à fresca. Apesar deste início a roçar tudo o que há de mau, climatericamente falando, eu tenho fé que o tempo do calor, do amor, dos passarinhos e das roupas leves está mesmo a chegar. Vou agarrar-me a essa esperança com unhas e dentes, porque os dias bons nos dão outro fôlego, outro entusiasmo. Eu não sei quanto aos que me lêem, mas eu estou desesperada por uma insuflação como deve ser. Oh lá se estou!