#mudaporti


Nunca passou pela cabeça desta miúda de 16 anos, que um dia veria a sua imagem numa foto assim:

Nunca, nunca na vida. Mas aconteceu. E é uma alegria que vem de dentro para fora, que contagia, que me faz querer ser melhor todos os dias. Aquela miúda de 16 nunca acreditou, mas esta mulher de 30 provou-lhe que estava redonda(mente) enganada.

Vergonha de comer

Eu tinha vergonha de comer em público. Foi uma coisa que fui desenvolvendo à medida que as dietas que ia fazendo iam falhando. Era como se estivesse aos olhos de todos que tinha fracassado mais uma vez. Como se olhassem para mim com olhos de juiz. Era o que eu sentia. Por isso, a certa altura, começou a ser muito desconfortável comer à frente de outras pessoas, que não fossem as da minha família. Acho que foi aí que os episódios de compulsão começaram a acontecer, uma e outra vez. Comia muito. Comia sozinha. Comia sem o mundo ver. Comigo. Era impensável, por exemplo, eu passear-me num centro comercial com um gelado na mão. Impensável. O que é que os outros iam acham de mim? Que era uma gorda a querer ficar mais gorda ainda? Todas estas minhas preocupações ocas caíam por terra quando em casa comia meia caixa de gelado, não é verdade? Afinal, não estava ninguém a julgar-me, que mal tinha? Eu sou uma pessoa observadora. Ultimamente, tenho dado por mim a reparar, discretamente, em pessoas com excesso de peso e já por uma vez ou outra vi comportamentos muito semelhantes aos que eu tinha: esconder no bolso ou na mala o chocolate que se acabou de comprar, sentar-se num sítio isolado a comer um Menu Big Mac, recusar qualquer coisa, enquanto os olhos brilham de vontade de devorar a oferta. Eu já fui assim. Acho até que ainda sou um bocadinho… Agora, o que eu tenho aprendido é que interessa muito menos o que comemos em público, do que o que comemos sozinhos. Não que em público possamos comer meio porco, nada disso, mas então que também não o façamos sozinhos. Ninguém devia ter vergonha de ser visto a comer, mas acontece mais do que se pode imaginar. E dói. E devia preocupar mais gente do que preocupa. A sério.

O amor

Procuro, entre outras coisas, que os meus alunos sejam pessoas gentis, amáveis e que respeitem o outro. Ontem pedi-lhes que escrevessem sobre o amor. Hoje juntámos algumas ideias e chegámos a este texto. Eles iam dizendo e eu ia escrevendo. Isto é o amor, pelos olhos de miúdos de 6 anos.

O amor é uma coisa que se sente, mas não se pode ver. Podemos sentir amor quando estamos ou pensamos em alguém que gostamos. Há várias espécies de amor: o amor da família, o amor dos amigos, o amor dos animais, dos namorados ou entre mulheres e maridos. O amor não tem regras, tem só alguns cuidados. Quem ama respeita, trata bem, ajuda, ouve, compreende e diz a verdade. O amor acontece sempre que os corações se juntam e batem quase ao mesmo tempo.

E não era tão bom que fosse sempre assim?

Bravo!


Ontem vi este anúncio por acaso e fiquei comovida. Às vezes as famílias, mesmo sem terem essa intenção, ajudam muito pouco em processos de perda de peso. Continuam a trazer para casa as bolachas, os refrigerantes, as pizas congeladas e tudo o que sempre se habituaram a comer. E comem, mesmo à frente de quem está a tentar mudar. Eu passei por isto milhares de vezes. Nem sempre as minhas opções foram respeitadas, fui frequentemente tentada ou criticada por não querer comer isto ou aquilo. Cedi muitas vezes, recusei outras tantas. Não tenho dúvidas que isso atrasou este meu processo de mudança. Foi o que foi, o que tinha de ser. Serve isto para dizer que os familiares, e as pessoas mais próximas, são fundamentais na definição de novos hábitos de saúde. O que era mesmo espetacular, era que vissem o esforço daquele membro da família como um esforço de todos, podendo, assim, toda a família ficar mais saudável. É claro que o empenho maior é de quem precisa mesmo de mudar, mas se à sua volta não andarem a pairar tabletes de chocolate, está meio caminho andado para o sucesso. Acreditem em mim.

Bravo, Pingo Doce.

Pois claro!

Isto aconteceu a semana passada e na altura eu pensei: olha que estuporzinho machista, ãh, mas depois recalquei. Hoje voltei a pensar nisso e percebi porquê. Eis o que se passou. Estava eu e uma amiga a jantar numa cervejaria, quando aparece o empregado a quem dizemos: não queremos as entradas, a francesinha é suficiente obrigada. Ele, a rir-se, disse: meninas, meninas, olhem que nós homens gostamos de vocês assim rechonchudinhas. Lembro-me de ter respondido qualquer coisa como: eu estou a borrifar-me para os homens, eu quero é ver-me ao espelho e estar impecável. O empregado riu-se de novo, como quem disse: deve ser deve, o que vos preocupa mesmo é saber se aprovamos ou não. Pois eu calculo que o rapaz não leia a Perna Fina, mas é uma pena, porque gostava que lesse isto que passo a escrever: fofinho, nem tudo o que fazemos é para vos agradar, provocar, entusiasmar. Nem tudo, ok? Algumas de nós, no que dependesse de mim seríamos todas assim, estamos verdadeiramente importadas connosco e com o nosso bem-estar. Só depois interessam as opiniões alheias. O que acham ou deixam de achar, pode ser um feliz bónus ou não. Simples assim. Apesar de acharem que o nosso mundo só gira porque a vossa espécie o permite, não é bem assim. Não é mesmo. Por isso, pequerrucho, nós não comemos as entradas porque não queremos. Tal como as comeríamos se quiséssemos. É tudo uma questão de apetite, aliada ao bom senso e à auto-estima. Só isso, entendes? Talvez não, mas ficamos assim.

Assuntos verdadeiramente interessantes #3


Pois que Lady Gaga se apresentou no Super Bowl com um pneuzinho. Pois que lhe caiu tudo em cima. Tudo não, que houve quem achasse que ela só fez foi bem em assumir o corpo que tem. Assumir o corpo que tem? Comecemos pelo princípio.

Lady Gaga, artista que já vi ao vivo e que canta como poucas, fez um bruto de um espetáculo no intervalo do jogo de futebol americano mais importante do ano. Todos os anos é convidado um artista e são sempre ali 12 ou 13 minutos de puro entretenimento. Este ano foi Gaga.

Pode haver quem não goste do género: a Gaga é muito teatral, eu não desgosto, mas não foi sobre a atuação em si que mais se falou. Falou-se, sim, da barriga da rapariga, por não estar tão firme como se espera, sendo ela uma estrela planetária, com a impossibilidade de ter um pêlo fora do sítio.

Ok, tratou-se de um espetáculo transmitido pelo mundo inteiro. Gaga podia ter usado uma cueca mais subidinha e evitado as centenas, senão milhares, de comentários a arrasá-la por causa da sua pequeníssima bóia. Podia, mas não usou e, sinceramente, acho que se deviam todos ir encher de moscas.

A própria Lady Gaga já falou várias vezes das suas oscilações de peso e em como é comilona, sobretudo no que toca a comida italiana, da sua ascendência. Por isso, duvido que não soubesse que aquele pneuzinho estava ali. Sim, alguém a podia ter aconselhado, mas pronto.

Ela foi assim e deu um show do caraças. Com mais ou menos abs definidos, porque, no fim de contas, a barriga dela é o que menos interessa. Não vou estar p’raqui a dizer que ela fez lindamente em assumir o seu corpo. O que é que há para assumir ali, naquele corpo? Naquele ou noutro qualquer.

Assumir e aceitar são coisas completamente diferentes. O assumir de alguma coisa pressupõe a aceitação de outros e, na minha cabeça, a Gaga deve estar muito pouco importada com o que acham ou deixam de achar da sua belly. Ela é diferente e decidiu apresentar-se assim. Por mim está tudo bem. Para o resto do mundo também devia estar.

Mas ninguém lhe deu uma chapadona?

Esta miúda diz que durante três anos não comeu mais nada a não ser frango frito do KFC. Diz que desenvolveu um distúrbio que não a deixava comer mais nada, só os fritos daquela conhecida cadeia de fast food. Como é que se curou? Com uma sessão de hipnose. Teve muita ajuda do namorado, que queria ir viajar pelo mundo com a sua miúda, mas sentia que não podia, porque nem em todo o lado havia KFC. Daí a necessidade da cura. Senão, olha, que comesse frango frito até ir desta para melhor ou até ganhar penas. Isto parece-me tudo uma enorme fraude de notícia, mas, a ser verdade, só tenho uma questão: não houve nenhuma alminha que lhe desse uma chapadona, que a trouxesse à realidade? Oh filha, acabou-se o frango frito. Come um peixinho grelhado, que só te faz é bem. Está tudo louco.

Que maquilhagem uso?

Por causa desta fotografia, recebi inúmeras mensagens a perguntar que maquilhagem uso. Posso dizer que fazer isto à minha cara não me leva mais do que 5 minutos todas as manhãs. Tenho a certeza porque demoro uma música e alguns segundos de outra a terminar tudo. Talvez um dia destes faça um vídeo a exemplificar do que falo, mas hoje deixo apenas a lista de procedimentos, que já pode ajudar de alguma forma. Ora atentem:
1.º A cara tem de estar limpa, tonificada e hidratada;
2.º Aplico a base em toda a cara com um pincel adequado, puxando levemente o produto para a zona do pescoço e peito;
3.º Passo um pó de tom bronze nas bochechas, na testa e na zona lateral do maxilar inferior, para não me deprimir com o facto de estar branca que nem uma galinha;
4.º Ponho o blush, em tons rosa, apenas nas maçãs do rosto. Dá um ar de quem acabou de correr uns quilómetros, mas em bom;
5.º Passo o corretor/iluminador na zona das olheiras, por baixo das sobrancelhas, no centro da testa e no meio do queixo. No fundo, estou a criar pontos de luz na cara. O que o youtube me ensina, valha-me Deus!;
6.º Termino com uma máscara que amplia o comprimento das pestanas e com um hidratante de lábios, normalmente sem cor. Neste fotografia usei um tom de pêssego;
7.º Se quiser que a maquilhagem dure o dia todo, aplico um spray que fixa a pintura, que funciona mesmo. É ver-me no Crossfit ainda com o blush da manhã.

Esclarecidas ou mais confusas ainda, ãh? Se forem a qualquer loja de maquilhagem conseguem encontrar estes produtos a bons preços. Peçam dicas às assistentes da loja e, não menos importante, vejam tutoriais de maquilhagem no youtube. Há muito, muito a aprender! Eu adoro maquilhagem desde sempre, por isso dedico algum tempo a estudar o tema. Ajuda imenso, acreditem. Querem ver-me feliz? Ofereçam-me maquilhagem ou levem-me a sítios onde possa comprar maquilhagem ou deixem-me gastar todo o meu dinheiro em maquilhagem. Ai, fazia disto vida.

#relaxa

O dia tinha tudo para ser um dia péssimo:
– ir pôr o carro à oficina;
– conduzir para trás e para a frente;
– ter todo o trabalho habitual para fazer;
– mandar e responder a e-mails;
– ir buscar o carro à oficina;
– arranjar forças para treinar;
– entre outros.

Tudo nisto numa semana incrível de mau humor e péssimo feitio, porque nós, mulheres, temos semanas assim. If you know what I mean!

O dia tinha tudo para ser um dia péssimo. Tudo. Mas foi ótimo. Foi para lá de bom, mesmo. Fiz tudo o que tinha para fazer e até um pouco mais.

A calma com que fiz as coisas é que foi para mim surpreendente, mesmo que nalguns minutos tenha roçado a crise de nervos.

O dia tinha tudo para ser um dia péssimo. Mas eu saí de casa a dizer: relaxa, tudo se faz. E fez mesmo. E mais houvesse para fazer. Foi um dia do caraças.

Ryan, Ryan!

Ryan, meu amor, desde ontem que não páro de pensar em ti. Quem me mandou ir ver o teu novo filme, quem foi? La La Land, que filme do caraças, deixa-me que te diga. E tu vais, que é uma categoria. Mesmo, mesmo. Eu sou doida por ti desde que te vi a fazer de Noah, no Diário da Nossa Paixão. Aquele teu ar de abandonando, de barba e cabelo enormes, ai Jesus, deram cabo de mim. Ontem estavas um pouco diferente. Estavas assim mais crescido, sei lá, apesar do tal ar ser parecido. Eu e esta minha mania de gostar dos desgraçadinhos, que precisam de ser salvos por uma miúda mesmo à seria, como eu!? Eu e esta minha mania…! Voltando a ti: que papelão incrível o teu, cantas, danças, tocas, arrebatas o meu coração e fazes-me acreditar, ou reforçar a ideia, de que a vida é o que é e está exatamente onde tem de estar. Ryan, meu querido, não sei se conheces Lisboa, mas deixa-me que te diga que é uma cidade encantadora. Está nos topos das listas de cidades a visitar em todo o mundo. Há o rio, há os pastéis de Belém e existo eu, pronta para curar todas as mágoas e negas que tens acumulado, em todos os filmes de (des)amor que tens feito. Vem, Ryan, vais ver que não te arrependes. Para já, eu vou ouvir em modo repeat a banda sonora apaixonante deste incrível filme que é o La La Land. E pensar em ti com carinho, ao piano, como alguém que realiza sonhos, deixando outros pelo caminho. Porque é assim com toda a gente, não é Ryan? É. Um enorme beijinho, desta tua La La Fã, Joana.