But there’s a hope that’s waiting for you in the dark.
You should know you’re beautiful just the way you are
And you don’t have to change a thing:
The world could change its heart.
Expressões da Perna Fina #3

Esta expressão serve para quando sinto que estou a ser enganada: por alunos, por (des)amores, por alguém que me está a tentar vender alguma coisa ou ideia duvidosa. Nestas situações eu digo sempre (ou penso com muita força): Eu não como gelados com a testa. Porque era preciso ser muito otária para não perceber certos acontecimentos. No entanto, ao longo da minha vida, ter-me-ia dado algum jeito comer gelados com a testa, literalmente. O meu perímetro abdominal teria sido bastante menor. Mas não, eu sempre comi gelados com a boca, com significativa destreza, e odeio, odeio de morte, a sensação de me sentir intrujada, seja por quem for.
Comer Bem. Treinar Mais. Ser Feliz.
Há muito que queria ter uma expressão que definisse o blogue. Queria encontrar uma frase que funcionasse quase como a explicação do que ando para aqui a escrever: uma espécie de lema. Pensava nisso, depois deixava de pensar e a coisa andava assim. Há dias pedi à minha amiga Rita para reformular o logo do blogue. Na verdade, pedi-lhe que fizesse um flyer a anunciar o que aí vem (estou quase, quase a contar tudo) e a reestruturação da imagem acabou por vir por acréscimo. A Rita apresentou-me algumas propostas e numa delas havia espaço para uma frase. Vi as hipóteses no meu telemóvel, às 6:00 da manhã, e quando olhei para aquilo, ainda de olhos meios fechados, senti uma espécie de iluminação divina: Comer Bem. Treinar Mais. Ser Feliz. É isto!, pensei eu, ainda de madrugada. Mandei imediatamente para a minha criativa particular e puff: não se fez o Chocapic, mas criou-se uma imagem que me enche o coração. O meu blogue é como este novo logo: limpo, despretensioso, simples, mas não simplista. É sobre comer com qualidade, sobre treinar com empenho, superando objetivos que achava inatingíveis, é, acima de tudo, o percurso escrito do que vou vivendo, nisto de tentar ser feliz a maior parte do tempo. É sobre inspirar cada pessoa que me lê a ser a melhor versão de si mesma. É força, motivação, vontade de mudar de dentro para fora. Este blogue sou eu. É meu. É também de quem o lê. Por isso, quando falarem aos vossos familiares e amigos sobre este blogue, façam assim: Conheces o blogue da Perna Fina? E depois mostram este novo logo, lindo de morrer, porque as explicações estão todas lá.
Obrigada, minha querida amiga Rita, por toda a paciência e dedicação.
Desisto!

Desisto disto tudo: de ser saudável, de treinar, de me privar de certas coisas. Vou comer até rebentar, porque não quero acreditar que vou viver num mundo onde o Trump é presidente. Desisto.
Parem, caraças, parem!

Parem, por amor de Deus Nosso Senhor! Parem de abrir hamburguerias, pizarias, cachorrarias, pregarias, gelatarias, pastelarias, marisqueiras, petisqueiras e cenas do género. É que eu não aguento tanta oferta. Juro por tudo que não. Olho para um lado, pumba, pizas em forno de lenha e quê. Olho para outro, cachorros com aros de cebola e tal. Viro-me para trás e são pastelarias só de croissants recheados com mil cenas. Volto-me para a frente e esbarro em ovos com farinheira, queijos derretidos com enchidos e tapas de tudo e mais alguma coisa. Assim não dá. Não há quem aguente. Parem, caraças, parem de abrir cenas destas. Vendam saladas, porra! Legumes cozidos e cenas sem graça nenhuma e deixem-me em paz. É que isto começa a roçar o fim da minha sanidade mental. A sério que sim. Eu vou pedir com jeitinho: parem, por favor. Ou vão dar cabo de mim.
Expressões da Perna Fina #2

A vida não é mel. Talvez esta seja a expressão que mais utilizo com os meus alunos, sempre que se queixam da quantidade de trabalho que lhes dou ou da complexidade de alguma atividade. Trabalha, miúdo, que a vida não é mel. Como se mel fosse a melhor cena do mundo e a vida fosse tudo menos fixe. Alguns alunos, que não gostam de mel, já usaram algumas variantes da expressão: A vida não é chocolate; A vida não é gelado ou, a minha favorita, A vida não é Nutella. Uso também esta expressão comigo própria: no Crossfit, perante uma dificuldade, numa pastelaria, perante uma montra de bolos. A vida não é mel dá, basicamente, para todas as situações que nos aborrecem, mas que também não são assim tão más, são apenas pouco doces. E eu, que antigamente nem ligava nada a mel, dou por mim a querer devorá-lo em torradas, em panquecas, em iogurte… Deve ser de falar nele tantas vezes. Tenho consciência que o mel, apesar de ser natural, é açúcar e, por isso, não me posso esticar. Eu e esta minha vida de sacrifício, que já foi tão menos docinha do que é. Não no sentido literal da coisa, mas dá para perceber não é?
[E as minhas panquecas de domingo, fofinhas, a escorrerem mel?]
Edição Limitada

Trata-te como se fosses de edição limitada. Porque o és, na verdade. Não há ninguém igual a ti. Não há ninguém que sinta as coisas da mesma forma que tu, porque isso é impossível. Tu és tu, única, insubstituível. Por isso, trata-te assim desse jeito, como uma edição de luxo, às vezes frágil, mas sempre valiosa. Cuida-te. Estima-te. Arranja-te. Mima-te. Todos os dias. E deita-te, à noite, com a certeza de que foste verdadeiramente tua amiga. De que fizeste o bem: bem a ti, bem aos outros. E acorda, no dia seguinte, com a mesma vontade. Com a mesma garra. Com a mesma segurança. Se, por acaso, num dia ou noutro te levantares menos crente, nunca, mas nunca, te esqueças que o mundo precisa de ti. Que disparate? Achas que é um disparate? É, sem ti a terra vai continuar a rodar, mas não será a mesma coisa. Porque tu, tu és uma edição limitada, a melhor versão de ti mesma, e o mundo, esse, é um lugar melhor só por existires e seres assim. Valoriza-te!
Sonhos

Passei a noite a sonhar com bolos, que via e comia bolos deliciosos. No sonho apareciam, sobretudo, croissants de ovo, de amêndoa, de chocolate. E eu comia, comia. Acordei a lamber os beiços e fui ao Google ver o significado de sonhar com bolos cheios de bom aspeto. Pelo que li, significa tudo o que há de bom, a todos os níveis. Eu vou esperar que sim, que seja presságio de tudo aquilo que a internet diz, mas, cá no fundo, eu acho que é só o enorme desejo que eu tenho de enfiar a cara num croissant quentinho, a escorrer doce de ovo. Tenho cá para mim que é só isso. Mesmo.
Monstra das Bolachas

Sabem o Monstro das Bolachas da Rua Sésamo? Sou eu, mas em versão menina e sem pêlos (sim, gasto uma fortuna em depilação a laser). É que eu não consigo explicar os apetites de bolachas que me têm dado, só penso em devorar pacotes inteiros. E perguntem-me vocês, Pernas Finas queridos, se me apetecem umas bolachas quaisquer? Perguntem! Não, não apetecem. Eu só produzo saliva por aquelas bolachas tipo americanas, com pepitas de chocolate, que se desfazem na boca. Freud explica, ou devia explicar, porque eu não consigo perceber esta minha recente perdição. Mas bom, bolachas são manteiga, açúcar e mais um monte, ou dois, de cenas más. São tão más e ao mesmo tempo tão boas. Uma tragédia. Um dia destes vou ter de malhar uma ou duas, que eu estou com uma vontade que não vos passa na ideia. Isto é tudo sinal que os enjoos de ontem passaram e eu voltei a mim e aos meus apetites loucos. Vou ter de resolver isto, não sei bem como. Acho que vou ao Google pesquisar imagens, vou fechar os olhos e imaginar o sabor das bolachas que estiver a ver. Há uma dieta qualquer assim, de imaginar que se comem coisas. Antes ser peluda e azul, para poder devorar bolachas à minha vontade.
Expressões da Perna Fina #1
Sou pessoa de usar muitas expressões, assim mais popularuchas. Sou, assumo, pessoa que gosta de se referir a situações do dia a dia com ditos que não lembram ao diabo. Vêem, lá estou eu. Por isso, e como tenho medo que esta vida alucinante me tire parte da memória, decidi começar a escrever algumas expressões que uso regularmente, imortalizando-as aqui no blogue. Normalmente, são frases que oiço alguém dizer, que acho graça por alguma razão, das quais me aproprio com muita facilidade. Não fui eu que as inventei, algumas já nem sei como me vieram parar à minha mente, mas gosto delas e pronto, uso-as até mais não. A expressão de hoje? Passei o dia a cagar fininho. É, não há nada de poético nisto. Só houve mesmo um dia cheio de cólicas, enjoos e fluídos a saírem de mim, num estado de decomposição que ninguém diria que estou de boa saúde. Mau, minha gente, muito mau. Mas, apesar da minha desgraça, sempre que alguém me perguntou se estava bem e eu disse que estava mais ou menos, porque estava a cagar fininho, houve risada. O saldo podia ser pior, portanto. Ando a tentar saber tirar proveito e aprendizagens de todas as situações. Nem sempre é fácil, mas é um caminho. Fininho.