Consistência

Se me perguntassem: Perna Fina, na tua opinião, o que é se deve fazer para se perder peso e nunca mais ganhar? Eu diria: ser consistente. Nada resulta melhor do que a consistência.

Porque o grande problema de uma dieta, por exemplo, é ser finita. Ou seja, está-se ali um tempo, a trabalhar-se para um fim e depois puff! As coisas esvoaçam como por magia e, na maioria dos casos, o peso volta todo (ou mais ainda).

Ser-se consistente num plano alimentar que se pretende para vida é, portanto, fundamental. Não digo que se coma todos os dias a mesma coisa até aos 90 anos, mas depois de sabermos o que nos faz bem e mal, acho que não há que inventar muito.

O mesmo se aplica ao treino. Enquanto tivermos disponibilidade física e nos sentirmos aptos a fazê-lo, é investir nisso. Não se pode treinar só de vez em quando, quando não dói a cabeça, quando o dia foi menos cansativo.

Há que ser regrado, criando rotinas. Todos os dias a comer um pouco melhor, todos os dias a treinar um pouco mais, sendo que tudo isto depende dos objetivos de cada um. Por isso sim, consistência. É a chave para atingir quase tudo na vida. Na perda de peso não é diferente.

Por isso, se queres perder peso começa hoje, continua amanhã, depois de amanhã, passa para a semana seguinte, para o próximo mês, anos e não pares mais. Se isso for o que realmente queres. Se for, a sério, vai com tudo e que ninguém tenha pena de ti.

#treinaporti – Queres vir treinar comigo?

Há dias lancei o movimento #mudaporti, incentivando todos os que querem mudar, a mudar por sua própria vontade e não para agradar a nada nem a ninguém.

Um dos aspetos que mais me falaram, foi da falta de vontade de treinar. Por isso, eu decidi dar um empurrãozinho e criar um novo hastag: #treinaporti. Como?

Convidando-vos a vir treinar comigo e com o melhor treinador do mundo, o meu, dia 23 de julho, das 10:30 às 12:00, nos Jardins de Belém. Vamos?

O treino estará assente nos princípios do Crossfit, para que possam perceber como me esfalfo todos os dias. No entanto, será um treino adaptado às capacidades de cada um, por isso nada temam.

No final do treino, vão poder recuperar energias com a Activia, que estará presente no evento, e desfrutar de uma das suas maravilhosas opções (com ou sem lactose).

Para se inscreverem carreguem AQUI. Serão contemplados os 20 primeiros participantes. O treino terá um custo 10€, sendo que metade reverterá a favor da Cruz Vermelha Portuguesa. Os selecionados serão contactados dia 19 de julho.

No dia do treino, devem trazer roupa desportiva, ténis confortáveis, uma garrafa de água e um espírito alegre e cheio de vontade de suar.

Até lá!

#treinaporti
#mudaporti

Aceitação

Há muitos movimentos que nos inspiram, ou tentam inspirar, a aceitar o nosso corpo. A aceitar os nossos “defeitos”, aquilo que não gostamos tanto. E eu percebo: se vivermos em guerra permanente com o que somos, a vida é um pequeno inferno. Sofri-o na pele (e na alma). Porém, acho que esta aceitação, nalguns casos, dá jeito para justificar algum desmazelo. Ah, e tal, eu aceito-me completamente como sou. Por isso, vou ficar aqui deitadinha à espera que as coisas aconteçam. Eu passei por essa fase também. Porque há um pormenor forte e importante: eu, por exemplo, tenho de me resignar à altura de pernas que tenho. Não há nada que possa fazer em relação a isso. De que me vale lamentar o facto de não ter umas pernas até aos ombros?! Tal como a forma das minhas mãos, os meus dedos dos pés, a minha estrutura física, eu nunca serei escanzelada. Não vale a pena querer atingir isso, mais vale aceitar. Agora, eu sempre tive desgosto de ter pouco rabo. E é ver-me a agachar como se não houvesse amanhã e, a verdade, é que o meu dito cujo está maior. Ou os braços, ou os abdominais, ou as pernas… Eu pude melhorar isso tudo, com esforço, e não limitar-me ao facto de aceitar que seria gorda para sempre. Isto para vos levar a pensar se essa coisa da aceitação, nalguns casos, não é mais uma das milhentas desculpas confortáveis, fofinhas e enganadoras que usamos para adiar a decisão de mudar a nossa vida, à séria e para melhor.

Não é falsa modéstia!

Tenho brincado no stories do Instagram com fotografias minhas antigas. Aviso que podem apanhar um susto, peço para descobrirem as diferenças… Por aí. Há dias recebi uma mensagem a dizer que era feio eu gozar com a minha figura antiga, como se isso fosse uma ofensa para as pessoas que ainda não conseguiram perder peso. Bom, não sei que cabeça pensa isto, mas, como estava à espera que se percebesse, essa não é a intenção. O que acontece é que vivi anos a querer ter uma imagem que não tinha (podem chamar-me fútil à vontade) e, por isso, quando hoje olho para algumas fotografias que tiro, fico quase tão surpreendida como quem as vê pela primeira vez. Ainda ontem dizia a uma amiga: eu ainda me vejo, um pouco, como antigamente. Foi a imagem que guardei de mim desde sempre, que parece que ainda não apaguei completamente. Até porque não quero fazê-lo. Não, isto não é falsa modéstia, nem uma tentativa forçada de um churrilho de elogios da parte de quem me lê. É apenas a honestidade de alguém que, com muito custo, tenta, a cada dia, encontrar a melhor versão de si. [Seja lá isso o que for!]

Activa Sem Lactose

Sempre gostei de iogurtes. Qual é a criança que não gosta? À medida que fui crescendo, fui percebendo que sempre que comia lacticínios ficava mal disposta. Ninguém falava de intolerâncias há 30 anos! Portanto, lá continuei eu a sentir-me mal, sem saber porquê.

Aos 28 anos, com acompanhamento médico, descobri que sou intolerante à lactose. De repente, a minha vida alimentar mudou drasticamente. O que é eu ia comer a meio da manhã? Como viveria sem o meu iogurte? Aos poucos, dei por mim a procurar alternativas que me soubessem bem e não me causassem indisposição.

Desde que descobri esta minha condição, comecei a comprar alguns iogurtes lactose free. Uns eram muito gordos ou demasiado açucarados, o que não me ajudava nada na perda de peso. Outros eram grossos, tipo papa. Nada o meu género. Fui desistindo. Iogurtes nunca mais, achava eu!

A pensar em mim e em todas as pessoas que sofrem com este tipo de intolerância, Activia criou uma nova opção sem lactose, em três novos incríveis sabores: natural edulcorado, kiwi e pêssego. Eu já pude experimentar os novos Activia e posso garantir: estamos a falar de um produto cremoso, leve, de uma belíssima opção de pequeno-almoço ou lanche.

Afinal, há vida para além das intolerâncias! Felizmente, posso voltar a dizer que uma vida sem lactose, não é uma vida sem sabor.

[Texto escrito em parceria com a Activia]

Sobre (novos) hábitos

Eu sempre comi bolas de berlim na praia. Sempre, convenhamos, nos verões em que fui à praia. A vergonha do meu corpo desaparecia, momentaneamente, no segundo em que ouvia os vendedores a anunciar a chegada das ditas. Foi um hábito que criei, sobretudo nos últimos anos, já mais velha, em que me comecei a cagar (mais ou menos) para o aspeto do meu corpo. Comia uma bola por dia. Havia dias em que comia duas. Este fim de semana estive em Tróia, onde as bolas de berlim costumam ser uma pequena categoria. Lá veio o senhor, amoroso, a apregoar as filhas da mãe. Eu respirei fundo uma meia dúzia de vezes, concentrei-me, sem grande esforço, confesso, e passei por cima da possibilidade de comer uma granda bola de berlim com creme. Eu constatei que, afinal, tenho vindo a conseguir prescindir de coisas que antes achava absolutamente indispensáveis. Afinal não são. Afinal, que vale o que vale, para mim vale tudo, sabe-me melhor sentir-me confiante, do que comer o que quer que seja. Não digo que não volte a comer, já comi uma esta estação e talvez volte a isso se me apetecer. Porém, uma coisa é certa: há em mim a certeza de que há sensações que me trazem mais felicidade do que a comida. Levei anos, mais de uma década, a aprender isto.

#mudaporti

Eu quis mudar por muitas e diferentes razões, ao longo da minha vida. Durante as diferentes dietas que fiz, o meu pensamento assentava quase sempre na forma como os outros me passariam a ver se eu ficasse magra. Será que os colegas da escola deixariam de me chamar nomes? Será que aquele rapaz ia olhar para mim? Será? Descobri, há um tempo, que neste processo só há uma pessoa que importa: eu mesma. Por isso, de nada valeram as vezes que quis perder peso para provar a alguém o que quer que fosse. Não nego que me dá um certo gozo mostrar que consegui, mas, entretanto, outros valores se impuseram. Hoje percebo que mudei por mim: para ser saudável, para vestir a roupa que quero, para me sentir confiante, para ser feliz. Eu mudei e continuo a mudar por mim, pelo meu bem estar, pela minha sanidade. Assim sendo, gostava de lançar um movimento sob o mote: muda por ti. Gostava de partilhassem comigo as vossas histórias e as razões que vos levaram a mudar a vossa vida de alguma forma, desde que tenha sido pelo vosso próprio bem. Vou estender o desafio ao Instagram. Usem e abusem do hashtag #mudaporti ou #mudeipormim. Vamos fazer uma corrente do bem, que nos leve a mudanças que valem mesmo a pena. Vamos?

Mas tem direito a mais!

Não me aconteceu nem uma, nem duas vezes: ir a um restaurante e ficarem ofendidos por querer pouco acompanhamento ou por não querer acompanhamento de todo. A conversa é quase sempre deste género:

– Quais são os acompanhamentos?
– Queria os legumes assados, por favor!
– Mas tem direito a dois acompanhamentos. Posso juntar arroz ou batata frita?
– Não obrigada, queria só mesmo os legumes.

Dez pás de legumes começam a marchar para o meu prato e eu digo, quase a medo:
– Não é preciso pôr muito, por favor!
– Então, mas só quer isto?
– Sim, sim. Está bom assim!
– Mas tem direito a mais.
– Eu sei, mas não é necessário pôr mais.

Eu sei que as pessoas não sabem que eu já estive próxima de ser membro de uma família de orcas, eu sei. Mas estamos numa época que quanto mais melhor. Não interessa se se vai desperdiçar, se não apetece assim tanto, se é um exagero pegado. Só interessa encher o prato. Eu acho que esta é uma característica muito portuguesa: se tenho direito, levo até nos bolsos. Para quase tudo, o que tem coisas boas e outras mais ou menos. No caso da comida, julgo que devíamos repensar uma série de coisas. Sem extremismos, mas com mais cabeça. Acreditem, eu sei do que falo.

Trio de Ataque

Sinto-me na minha melhor forma física de sempre. É assim mesmo que quero começar este texto. Nunca, mas nunca, nem nos sonhos bons, eu imaginei que seria capaz de me sentir tão bem na minha pele. A verdade é que sinto. Melhor que nunca (quero que percebam que este é um sentimento sério, daí o reforço na mensagem). No inverno desleixei-me um pouco, como é comum, mas nos primeiros raios de sol comecei a investir verdadeiramente em mim.

Alimentarmente falando, atingi um objetivo gigante: os extras acabaram de vez. Há meses que não vou sozinha a uma pastelaria, comer um bolinho só porque sim. Garanto, isto dos extras fez toda a diferença. No corpo, mas sobretudo na cabeça.

Depois, intensifiquei o treino. Para além do Crossfit, comecei a aprender a lutar Muay Thai. Chiça, que eu gosto daquilo até às entranhas. Já sei dar diretos, ganchos, frontais, circulares… Eu sei lá! Só sei que me sinto ainda mais confiante como atleta e isso não tem preço.

A cereja no topo do bolo, foram as massagens que comecei no fim de abril. Eu sou sempre muito cética, mas neste momento estou mais do que convencida de que há massagens e massagens. Estas que tenho feito, chamam-se massagens fitness. Mais do que o nome, importa perceber que funcionam como modeladoras, ao mesmo tempo que ajudam na retenção de líquidos.

Chego à conclusão que este trio de ataque é imbatível: alimentação, treino e massagens. Todos se complementam lindamente. Melhor: não funcionam uns sem os outros. As massagens não dão resultado se só comer lixo. Só a alimentação não me dá um rabo que sim senhora. E por aí fora.

A fotografia, que acompanha este texto, é muito especial para mim. Não tem mais de duas semanas. Foi tirada num dia de praia com amigas em que me senti muito, mas mesmo muito feliz na minha pele. Mais do que um corpo magro, o que me traz felicidade é a tranquilidade de não me sentir incomodada comigo, com o meu corpo e com o meu aspeto. É qualquer coisa que vem de dentro para fora, que eu gostava de saber explicar, mas não consigo (nem sei, ao certo, se quero).

Fit Day

É já no próximo dia 24, que terá lugar no Alegro Setúbal o Fit Day. Um dia que, como o próprio nome indica, será dedicado ao fitness. Eu lá estarei para dois momentos diferentes: um para crescidos e outro para os mais pequenos. No primeiro, falarei da minha mudança de vida, de viva voz, através de fotografias que Deus Nosso Senhor me livre. Uns tesourinhos que muito apreciarão, creio eu. No segundo, e usando todas as técnicas de encantamento infantil que a minha profissão me traz, contarei uma história sobre uns heróis muito peculiares. A criançada há-de adorar! Por mim e por todos os outros convidados e iniciativas, apareçam. Dias de praia há muitos, dias Fit nem por isso. Tragam os miúdos, almocem, façam umas compras. Olhem que programa tão catita, ãh? Lá vos espero, para abraços apertados. Só se quiserem, claro.