
O açúcar deixa-me de ressaca. À seria! Eu evito ao máximo bolos, chocolates e cenas, mas se vou jantar fora, num aniversário, como. Como porque gosto mesmo muito. Porém, nos dias seguintes ando péssima. Como se o corpo me pedisse mais, como se não suportasse passar sem aquelas coisinhas do demónio, que tanto adoro. Acho mesmo que não é psicológico. Não pode ser.
Há alguns estudos que apontam neste sentido. Afirmam que o açúcar cria dependência, que vicia como qualquer outra substância tóxica. Porque é isso que o açúcar é: tóxico. Não pretendo abrir uma guerra ao açúcar. Já assumi que não me pretendo fundamentalista em (quase) nada na vida, mas, a verdade, é que está mais que provado que o açúcar nos dá cabo do corpinho.
E este dar cabo não é só por fora, é por dentro também. Basta pensar que dá uma espécie de ressaca para perceber que mexe com o sistema todo, que nos corrói por dentro, como o álcool, como a droga, sem querer estar a ser dramática. A questão principal é a que diz respeito às todas as dependências relacionadas com comida: não são levadas a sério em praça pública. Porque a comida não nos faz cambalear, não nos faz ter visões… Mas é mais mortal do que se julga e já é tempo de levar estas ressacas doces mais a peito.








Sempre fui muito preocupada. As coisas ainda não estavam para acontecer e eu já antevia, já antecipava, já achava que ia ser assim ou assado. Não é ansiedade. É uma ocupação prévia, uma pré-ocupação. Que às vezes me angustia. Que às vezes me chateia. Que às vezes me faz perder anos de vida. Por isso, tenho tentado ocupar-me só quando os acontecimentos chegam. Não que tenha deixado de planear o “e se”, nada disso. É antes uma tranquilidade meia ingénua de que a vida sabe o que faz. Sabe quem leva e quem traz. Sabe o que tira e o que dá. Por isso, quando a ocupação chegar, eu ocupar-me-ei dela. Antes disso, seja aquilo que for. Será o melhor que puder ser.
Hoje fiz umas colegas pouparem 65 euros cada. Como? Ora, chego à sala de professores e diz uma: