Categoria: Diário

A minha amiga Marta

A minha amiga Marta podia ter permanecido na minha vida apenas durante um curto período de tempo. Em vez disso, decidiu ficar. O meu coração pediu-lhe para ficar e o dela aceitou. Talvez sejamos amigas desde que nos conhecemos, embora não o soubéssemos claramente. As circunstâncias difíceis da vida podiam ter-nos afastado. Mas, ao contrário do que seria de esperar, juntaram-nos ainda mais.

Quando estamos juntas somos capazes de conversar durante horas: 2, 3, 4 horas. E temos sempre assunto! Falamos da vida em geral, falamos do tesouro que nos une, falamos sobre receitas, sobre educação, sobre escolhas. Falamos. E o tempo passa e nós não damos por ele. Os assuntos vão e vêm e a nossa cumplicidade aumenta e fortifica-se.

A minha amiga Marta, que é gira e inteligente que se farta, é daquelas pessoas que mais parecem uma bênção. Queremos tê-las connosco todos os dias, se possível… Mas, nos dias em que não as temos fisicamente por perto, sabemos, porque sentimos, que estão sempre ali. Quando nos voltamos a encontrar a conversa começa exatamente onde ficou. É uma amizade sem cobranças, que se constrói todos os dias, mesmos naqueles em que não nos vemos, nem nos falamos.

A nossa amizade renasce todos os dias e, porque assim o queremos, cresce mais um bocadinho a cada dia que passa.

Desafio dos 28 dias: 2.º dia

Hoje aumentei o meu tempo de corrida. “A coisa” estava a correr bem e passei de 30 para 40 minutos (LOUCURAAAAAA?!). Mas voltemos um pouco atrás.

Como ontem, alonguei, saí de casa e comecei logo a correr. Hoje já não me senti um elefante. Senti-me, talvez, um hipopótamozinho elegante. Os primeiros minutos foram tranquilos, até à chegada do inferno: a maldita subida. Num milésimo de segundo, eu olhei para a subida, a subida olhou para mim. E eu ganhei-lhe (ou p’lo menos ganhei a parte dela)! Corri, p’rái, 1/6 da subida e senti-me vitoriosa. A rua dos pesadelos ficou para trás e voltei a correr, nalguns metros mais depressa do que noutros. A dada altura torci o pé esquerdo, mas foi como se nada tivesse acontecido. Corri praticamente até chegar à porta de casa.

Hoje já não me atirei para o chão. Voltei a alongar e olhei-me ao espelho. Senti-me profundamente feliz: corri durante mais tempo, enfrentei parte da subida. A evolução é encantadora.

Amanhã há mais e nos próximos 25 dias também.

dica #5: Bepanthene, és espetacular!

No workshop de maquilhagem a que fui há 15 dias, a Sofia falou nos benefícios do Bepanthene. Pode ser usado como hidratante ou como pré-base. A verdade, é que o creme do rabinho dos bebés tem feito maravilhas à minha cara. A pele está muito mais hidratada, brilhante e com menos marcas de borbulhas. Está mais clara, também. Às vezes gastamos pequenas fortunas em cremes, sem necessidade.

Desafio dos 28 dias: 1.º dia

Hoje tive os melhores e piores 30 minutos da minha vida. Cumpri o primeiro dia do desafio das 28 corridas. Antes de sair de casa alonguei bem as pernas, como quem aquece os motores. Os minutos que se seguiram foram aterradores e entusiasmantes. É correr até cair, Perna Fina.

Comecei convicta, mas com algum medo. Confesso que à partida assumi que durante uma parte do percurso andaria. O sítio onde moro tem uma longa subida, que ainda não seria capaz de fazer a correr. Tirando essa rua, correr, correr, correr.

Saí de casa e comecei logo a corrida. Senti-me ridícula. Aos meus olhos parecia um elefante numa loja de louça, mas continuei. O ritmo era constante. Os meus pés pareciam fazer música. Começava a achar graça àquilo. Sempre de olho no relógio, percebi que de minha casa à tal subida levei apenas 8 minutos. Na subida, como antevi, o chão começou a andar para trás e o coração estava prestes a rebentar. A boca sabia-me a sangue e na cara sentia tanto calor como em pleno mês de agosto. A subida quase me matou. A arrastar-me, comecei a correr de novo. Agora, o elefante na loja de louça estava descabelado e com os bofes de fora. Pior não podia ser.

Corri, corri, corri e só parei de fazê-lo quase à porta de casa. “Céus, não fui feita para isto! Agora fui prometer, com testemunhas, que ia fazer isto durante um mês! Aiiiiiii!” Rebolei p’las escadas do prédio, entrei em casa e atirei-me, literalmente, para o chão do quarto. A janela estava aberta e o sol iluminava o espaço. Deitada de barriga para cima, de olhos fechados, senti-me sair de mim e sorri com tanta felicidade como aquela que encontro sempre que como chocolate.

Somos capazes de tudo o que queremos muito. O meu objetivo, para além de cumprir a promessa, claro, é conseguir correr aquela subida. Ah, maldita subida. Hei-de correr por ela acima.

Amanhã há mais e nos próximos 26 dias também.

Desafio dos 28 dias: É correr até cair!

Lembro-me da noite em que a Vanessa Fernandes ganhou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008. Vanessa, uma superatleta de triatlo! Andava de bicla, nadava e corria (não tenho a certeza se era por esta ordem). Lembro-me de a ver correr, já na parte final da prova, e de pensar: que mulher impressionante! Que capacidade de suportar a pressão, as emoções, a dor física.

Eu, o meu irmão e os meus pais estávamos doidos com a Vanessa. Portugal inteiro estava. Com a Vanessa e com o seu pai, um antigo ciclista vencedor. Durante toda a prova, sobretudo na parte da corrida, correu com a filha quase lado a lado. Gritou por ela, sofreu com ela, venceu com ela. Foi emocionante! “Corre, Vanessa! Estás bem! Acelera! Mantém, mantém! Vanessa, é correr até cair!”

Admirei a Vanessa Fernandes naquele dia e lamentei as notícias que surgiram, uns anos mais tarde, sobre o seu distúrbio alimentar. Admirei-a como admiro de forma inesgotável todas as pessoas que têm a rotina de correr. Faça sol, faça frio, chuva ou calor, lá vão elas correr todos os dias. Admiro-as tanto.

Nunca assumi para mim mesma que seria capaz de correr a sério. Andar rápido sim. Correr não. Sempre que tinha de o fazer o meu corpo e a minha alma faleciam aos bocadinhos. Há uns dias, em conversa com uma amiga, disse-lhe: não gostavas de ter a capacidade de correr todos os dias? Ela disse que sim, mas que nunca seria capaz de fazê-lo, que é demasiado .preguiçosa. Nesse momento pus na minha cabeça que ia começar a correr à séria a partir do dia 1 de fevereiro e que o faria, p’lo menos, durante os 28 dias do mês. “Sério?”, perguntou ela. Eu disse que sim. Hoje corri quase até cair e tenciono levar o compromisso até ao fim.

Com certeza, nunca serei uma atleta como a Vanessa Fernandes (apesar de ter a certeza que o meu paizinho iria gritar por mim com a mesma convicção que a do pai da Vanessa), mas serei a atleta que fizer por ser. Vou testar-me, desafiar-me e surpreender-me. Talvez me torne numa daquelas pessoas que admiro. Talvez até possa vir a ser admirada por alguém e que essa pessoa também comece a correr, em parte, por minha causa.

28 dias = 28 corridas? Desafio aceite.

Parabéns (atrasados), Pernas Finas!

Foi na quarta-feira, dia 29 de janeiro, que a minha Perna Fina concluiu o seu primeiro mês. Não, não me esqueci da data, mas estive pouco tempo em casa e acabei por não escrever tanto quanto gostaria. Apesar disso, julgo não ser tarde para dizer que não podia estar mais feliz com a minha Perna Fina.

Este foi um mês com mais tempo passado na cozinha, inventando e interpretando sabores. Um mês com mais idas às compras, sem impulsos. O primeiro mês da minha vida, desde há muito tempo, em que não estive de dieta. Um mês de pura liberdade, sem restrições. Um mês de pesquisas, de leituras, de escolhas e de aprendizagem. Um mês que trouxe para junto de mim velhos amigos e outros novos… Boas reações, bons sentimentos! Por isso, este foi também um mês de imensa gratidão e felicidade.

A todos os que me lêem, obrigada! Tal como previ, a mudança faz-se melhor quando partilhada.

Mãe, tu tens sempre razão

“Enquanto estiveres debaixo do meu teto não há cá mais brincos, tatuagens… Nem pinturas de cabelo!”, dizias-me tu, mãe, quando eu era pequena. A culpa destes meus desejos não era minha, era das Spice Girls. Elas eram brutais: tinham madeixas com cores, tatuagens e piercings. Eram lindas e tu sabias que eu as adorava. Porém, tive de respeitar a tua vontade, porque te respeito sempre. Para além disso, não me davas dinheiro para loucuras e eu não tinha como ser igual a uma Spice Girl.

Quando cresci continuei com vontade de pintar o cabelo. Tu continuavas sem me dar dinheiro para “estragar a minha cor de cabelo natural”, que “é tão bonita”, dizias e ainda dizes tu. “O teu cabelo cresce tão devagar… Depois vais fartar-te. Não te metas nisso, Joana!”

Nunca te escondi que quando começasse a trabalhar ia fazer o “gosto ao dedo” e fiz: com um dos primeiros ordenados pintei o cabelo. Fiz umas madeixas pouco mais claras que a cor original e tu nem desgostaste. Depois ganhei-lhe o gosto e fui loura, ruiva, morena… E a seguir, tal como me avisaste, fartei-me! Há quase 3 anos que espero ter o meu cabelo como era antes. Há anos que espero voltar a ver-me limpa, sem cores. Ver-me quase como me via em criança: natural, simples, sem tintas.

E hoje, querida mãe, consegui(mos): já tenho o meu cabelo de volta. Todinho igual, sem outras cores. Sabes o que eu acho que vai acontecer quando me vires amanhã? Vais sentir que aquela tua menina de 10 anos, doida pelas Spice Girls, está de volta. Ou talvez percebas, com maior convicção, que a tua menina nunca deixou de ser a mesma, apesar do cabelo manchado.

Mãe, tu tens sempre razão e eu adoro-te por seres assim.

Da tua Perna Fina.

Silêncio

Há dias em que nada tenho para dizer. Estou deste jeito. Não me apetece falar. Quero estar calada, quieta e em silêncio. Há dias destes, há horas, momentos. Não estou mal disposta, nem chateada com ninguém. Não estou triste, nem me aconteceu nenhuma desgraça. Não. Só quero estar assim: comigo, sem pensar em mim.

Vão-se os anéis ficam os dedos

Esta vida de Perna Fina começou há cerca de 15 dias. Esta vida nova, que está cheia de outros sabores, tem sido fabulosa. Sinto-me bem em todos os sentidos. Sinto-me otimista e capaz. (Obrigada, 2014, por teres ouvido os meus pedidos. Até agora, estás a portar-te bem!) Têm sido bons dias.

Durante este tempo, tenho evitado pesar-me. Na verdade, ainda não me pesei este ano… Nem quero fazê-lo. Não estou com medo da balança, nada disso, só não me quero prender a um número. Não para já.Tenho, por isso, dado mais atenção ao meu corpo. Tenho-me observado com olhos críticos, mas conscientes. Tem sido um processo muito tranquilo, bem vivido.

Dizem que quando emagrecemos, tudo emagrece e a verdade é que começo a sentir as calças a alargar, os casacos a servirem-me melhor nos braços e até a roupa interior a ficar folgada. Ontem pus um anel, que comprei antes do Natal, e o maldito caiu-me dos dedos. Só consegui usá-lo no dedo indicador. Fiquei triste porque gosto do anel, mas muito feliz por perceber que até os meus dedos já aderiram à mudança.

As palavras de ordem? Ambição. Serenidade. Consistência.

#dica 4: snacks

Sempre que preparo snacks saudáveis para fazer pequenos lanches ao longo do dia, sinto-me capaz de controlar o que como. Sempre que não o faço, acabo por ceder à fome e comer a primeira “coisa” que me aparece à frente (ou tudo o que me aparece à frente): pão, bolos, cereais…

Eis a minha dica: preparem cuidadosamente o vosso dia e tenham sempre convosco alimentos que vos saciem entre as refeições principais: ovo cozido, frutos secos; iogurte (magro ou vegetal); cenoura; fruta; gelatina…

O meu dia de hoje:
– meio da manhã: um pacote de leite de soja, amêndoas, pevides de abóbora tostadas e algumas passas (não comi tudo!);
– meio da tarde: uma bolacha de aveia e banana e uma maçã;
– já em casa, antes de ir para o ginásio: um batido de leite de soja, aveia e meia banana (para ter energia durante o treino).

Organizem-se! Vai valer a pena.