Categoria: Diário

All About That Bass

Passei o dia a cantarolar esta música, sem saber o seu nome, e agora apareceu-me nas sugestões do youtube. Coisas. Quem é Perna Fina, e gosta disto, põe o dedo no ar.

Se a Perna Fina não existisse em mim

A minha voz está por um fio.
Estou irritadiça e tudo me incomoda.
É segunda-feira e eu dormi pouco e mal.
Só parei há meia hora e sinto-me absolutamente exausta.
Por tudo isto, e muito mais, apetece-me comer este mundo e o outro.
Se a Perna Fina não existisse em mim, hoje era daqueles dias em que me desgraçava.

Ser Perna Fina é ser maior

Quando criei a Perna Fina, o meu objetivo era partilhar com quem me lesse os dramas e as conquistas durante um processo de perda de peso. Partilhava umas receitas, uns textos engraçados e andava feliz da vida, porque sabia que a minha família e os meus amigos mais próximos se divertiam muito a ler o que eu escrevia.

A primeira vez que alguém desconhecido entrou em contacto comigo eu estranhei imenso. Logo no início, uma rapariga partilhou comigo a sua história. Disse-me que considerava os meus textos inspiradores e que, em parte por causa do blogue, estava a tentar incluir na sua vida alguns hábitos mais saudáveis. Eu respondi à leitora da melhor forma que soube e senti-me profundamente feliz por poder inspirar alguém.

Ultimamente, tenho recebido outros contactos. Outras histórias de pessoas que, tal como eu, desejam e precisam mudar a sua vida, o seu corpo e a sua saúde. Ao ler estas histórias percebo que a Perna Fina começa, aos poucos, a ultrapassar o seu objetivo inicial. A Perna Fina já não é só um espaço onde eu partilho o meu dia a dia.

Imaginar que o que escrevo pode ajudar alguém de alguma forma, por muito pequenina que a ajuda seja, enche-me de emoção. Por outro lado, como me dizia a minha mãe no outro dia, esta noção traz-me a responsabilidade de ser cada vez melhor, cada vez mais cumpridora e cada vez mais segura destas opções que tomei.

Talvez a Perna Fina seja a minha tábua de salvação. Um compromisso que vai além de mim própria e que, também por isso, já não me deixa voltar atrás. E ainda bem.

As minhas refeições preferidas do mundo inteiro

Já que hoje é o Dia Mundial da Alimentação, decidi partilhar convosco o top 5 das minhas refeições preferidas do mundo inteiro. Ora atentem:

5.º lugar – bitoque. Um bom bitoque alegra-me a alma. E os melhores comem-se sempre naqueles restaurantes que mais-um-bocadinho-e-eram-tascas.

4.º lugar – hambúrguer no pão com batatas fritas e molho d’alho. Há restaurantes de hambúrgueres a abrir em todo lado e, confesso, sinto-me um pouco perdida na hora de escolher O melhor. Na verdade, um bom hambúrguer vale muito p’las batatas. Se calhar, gosto mesmo é das batatas. Com molho d’alho, muito, por favor.

3.º lugar – sushi. D’alta gama. Não acreditava quando me diziam, mas é mesmo verdade: depois de ter comido sushi do bom, o dos centros comerciais já não me causa arrepios. Por isso, só como de vez em quando. Pouco e bom.

2.º lugar – pataniscas de bacalhau com arroz de feijão. Sou capaz de dar o meu braço direito por umas boas pataniscas. Gosto tanto, tanto, que começo a salivar só de as imaginar. O arroz de feijão tem de ser malandrinho. Dêem-me disto com fartura e vão ver-me feliz.

1.º lugar – alheira com batatas fritas e ovo estrelado. Quando me perguntarem (espero que o façam) qual é a última refeição que quero comer antes de morrer, eu vou responder sem hesitar: ALHEIRA! Não consigo explicar o prazer que me dá comer uma alheira com ovo estrelado e batatas fritas. Não sei é há quanto tempo não me passa uma coisinha dessas p’lo estreito. (A babar.)

Não posso terminar este post sem dizer que muitos bons e fiéis pratos foram deixados fora da lista. Eu não sou pessoa para dizer que não a um arroz de marisco, nem a uma bela piza. Muito menos sou capaz de negar uma alta posta de bacalhau à narcisa. Mas achei que um top 10 era exagerado. Ia dar-vos a ideia perfeita de como cheguei aos (quase) 80 quilos e eu não queria isso. Não.

 

Regresso ao passado #1

Acabei de chegar a casa, vinda do supermercado. O dia foi cansativo e eu sinto-me chateada. Das compras do dia trouxe duas merendas mistas, uma coca-cola e um chocolate de passas e avelãs. Porque eu mereço. Porque é o que me apetece. Porque é o que me satisfaz. Tenho tanta fome que nem me consigo descalçar. Pondero, até, se devo lavar as mãos, tal não é a gana. (mais…)

Mulheres

A Jessica Athayde desfilou em biquini na ModaLisboa. Assim que vi as fotografias achei que a Jessica estava com um corpão. Um corpo trabalhado e bonito. Um corpo real, de uma mulher real, que se cuida, mas que não é escrava de leis divinas. (Antes de avançar, convém lembrar que a Jessica, não sendo manequim profissional, desfilou como convidada de uma marca que, se não gostasse da imagem dela, por certo não a teria convidado.)

Logo, logo, começaram a correr p’las redes sociais as críticas que lhe foram feitas. Houve quem dissesse que estava gorda, que precisava de trabalhar os abdominais e um outro sem número de carinhos. Agora, surpresa das surpresas: as críticas feitas à atriz vieram sobretudo de mulheres. Somos mesmo amigas umas das outras, não somos? Somos. E gostamos mesmo de ver as outras a brilhar, não gostamos? Argh!

A Jessica reagiu às críticas e escreveu um texto que gostei de ler. O texto abordou a necessidade de nos apoiarmos umas às outras, estando essa união muito pr’além da imagem que temos e do corpo que ostentamos. Hum, pensei eu, estas ideias são todas muito bonitas no papel, sim senhora! No entanto, quantas de nós passa a vida em busca de uma melhor imagem? Quando é que ultrapassamos os limites do que é razoável? Sobretudo eu, mea culpa, que no último ano me tenho dedicado ao meu corpo e à minha imagem.

Segundos passados destas minhas interrogações, chegaram-me as respostas. Ultrapassamos os limites, aos meus olhos, quando queremos a perfeição em vez da segurança e dos benefícios que um corpo saudável nos dá. Porque às vezes, um corpo “perfeito” não é sinónimo de um corpo saudável. Chegou-me também à ideia o facto de às vezes sermos umas grandes cabr*s umas para as outras, só porque sim. Quantas vezes dou por mim a deitar o olho às botas que a outra traz nos pés…?!

Mulheres!

O texto mais lido de sempre

Agora, quando chove, e eu tenho de me enfiar num carro e conduzir, o meu coração quase salta do peito. Tenho de respirar fundo três vezes e perceber que muito dificilmente o universo conjugará de novo todas aquelas infelizes circunstâncias. E ainda bem. A madrugada de 7 de setembro ficará para sempre gravada na minha memória. Este foi o texto mais lido de sempre. (mais…)

Para a Ana (e para todas as Anas que possam ler este texto e identificar-se com ele)

Querida Ana,
Eu sei exatamente como te sentes. É muito duro não estarmos contentes com o nosso corpo e com a nossa imagem. É mesmo uma grande treta! Para mim, o pior era o meu dilema diário: como ou não como? Todos os dias prometia a mim mesma que não ia comer nada que me fizesse mal, mas acabava sempre por me trair. Uma tristeza, uma desilusão, uma chatice e lá estava eu a refugiar-me num bolinho ou dois. Já alguma vez te aconteceu? A mim aconteceu dias a fio. Anos. (mais…)

Perna Fina vai ao Crossfit: Parte II

Como gostei muito de arrasar comigo própria da primeira vez, ontem voltei ao Crossfit. Primeira felicidade: O Bonito estava lá, lindo como só ele, e prontinho para arrasar comigo. Primeira infelicidade: era a única mulher do treino. A única no meio de, p’raí, dez marmanjos em tronco nu, que rapidamente começaram a suar em bica. Segunda felicidade: O Bonito olhou para mim e disse: “Voltaste, Joana?” Eu devo ter corado até aos calcanhares e, por isso, apenas sorri.

A aula começou e com ela vieram os nomes estranhos que, mais uma vez, não consegui memorizar. O aquecimento, que durou três minutos, consistiu em fazer repetições de quinze agachamentos e de quinze elevações. Depois, começou o treino: um wod “especial” que prometeu mostrar aos praticantes de Crossfit a sua evolução. Este wod consistiu numa sequência alternada entre agachamentos com barra e peso (eu levantei uns vergonhosos cinco quilos) e elevações. Houve três rondas: na primeira tinham de ser feitas vinte e uma repetições, na segunda quinze e na última nove. Após todas as explicações começou o treino.

Ao fim dos primeiros vinte e um agachamentos eu comecei a arfar. Terminar, então, as vinte e uma elevações foi uma missão quase impossível. Valeu-me a motivação extra! Como disse no início, eu era a única mulher do treino (e novata, ainda por cima), o que fez com que durante todo o tempo só se ouvisse:
– ‘bora, Joana!
– Atenção a esses cotovelos!
– Baixa mais esse agachamento! (Eu baixava e ele gritava: MAIS!)
– É isso, Joana!
– É para bater com o peito nas argolas! (LOL!)

Quando terminei o wod, atirei-me para o chão. Depois, como toda a gente, escrevi no quadro o meu tempo: onze minutos e vinte e seis segundos. O treino acabou com os alongamentos. Num deles, teve de se dobrar uma perna por baixo do rabo e deitar as costas no chão. Para mim, a maior facilidade de todas. Para os gigantões, uma aflição. De repente ouviu-se: Esta é que é a tua praia, ãh, Joana!?

Olha o desgraçado, pensei eu! Viu-me duas vezes e já percebeu que gosto mesmo é de estar deitadinha de papo para o ar! Argh! Bem, no final de tudo, agradeci e disse que estava convencida, que me queria inscrever. O Bonito explicou-me tudo direitinho.

Desta vez, já não me custou tanto a voltar para casa. Querem ver que isto já está a fazer efeito? Também vos digo, se não é isto que vai fazer de mim uma Perna Fina…