Categoria: Diário

Um rabo doutro mundo

Tudo é maravilhoso quando se perde peso: mais saúde, mais elegância, mais autoestima, mais roupa para vestir, mais, mais, mais. Tudo é maravilhoso, à exceção do facto de ficar sem rabo. Na verdade, no rabo saí ao Sr. Meu Pai. Parece que levámos um pontapé no fundo das costas e que no sítio onde assentam os bolsos das calças não mora ninguém. E este é um desgosto que me assola há uns anos. Vá, não me tira o sono, mas chateia-me um bocadinho. A culpa é das Beyoncés e das JLos da vida. Elas, que exibem uns rabos que-sim-senhor, arruínam todas as hipóteses de eu gostar verdadeiramente do meu!

Percebi há uns dias que existem páginas nas redes sociais só sobre este assunto. Afinal, não sou a única mulher do mundo sem rabo. Na verdade há milhares, milhões de mulheres com o mesmo sentimento que eu. Em que é que algumas delas me ganham? Pararam de se lamentar e deram o corpo, neste caso o rabo, ao manifesto. Isto lido assim de repente pode parecer estranho, e até duvidoso, mas não tem duplo sentido nenhum. As mulheres que tenho encontrado vêm provar que nenhum rabo está perdido e que, com muito exercício (e eu diria que umas massagenzinhas também devem ajudar), qualquer moça pode ter o rabo dos seus sonhos.

Pois que estou com vontade de me empenhar nisto. Eu estou com fé no crossfit, confesso. De qualquer forma, vou continuar a consultar estas páginas e perceber como é que algumas gaiatas conseguem transformar um rabinho comum, num rabo do outro mundo, (acreditando que todas as fotografias de antes e depois são minimamente verdadeiras). Eu não quero que o meu seja doutro mundo, não. Só quero melhorá-lo um pouco. Só um poucochinho! Enquanto isso não acontece, vou só ali chorar um bocadinho. Ao mesmo tempo vejo, pela enésima vez, o vídeo da Beyoncé dedicado às Single Ladies (e intensifico o choro).

Crossfit: the day after

Aiii, dói-me tudo! Doem-me os ombros, os braços, os abdominais, as axilas, o-pedaço-de-chicha-que-tenho-por-cima-das-costelas, os glúteos, as coxas, as canelas, os gémeos. Dói-me tudo. E o pior é que O Bonito disse que só 48 horas depois é que as dores chegavam a sério! Aiii!

Perna Fina vai ao Crossfit

Cheguei meia hora antes. Eu e esta minha louca mania de chegar com muito tempo de antecedência a todo o sítio para onde vou, não vá o diabo tecê-las e eu atrasar-me. Meia hora que me fez os nervos em fanicos. O coração batia muito. Não sei se era medo, se era ansiedade, se era entusiasmo. Talvez um pouco disso tudo. “Mas estás nervosa porquê?”, pensava eu! “O que é o pior que pode acontecer? Não conseguires fazer tudo o que te mandarem? Ou fazer tudo o que te mandarem mesmo que para isso te tenhas de arrastar pela box?” Dez minutos antes do início da aula, saí do carro com o seguinte pensamento: “Caguei (desculpem a expressão), vou dar o meu melhor. Depois logo se vê”! (mais…)

As cenas do Zé II

Conversa matinal entre os meus pais:
Zé – Tenho tanta pena destas meias… Nunca as calço!
Ana Maria – Tens pena das meias porquê?
Zé – Nunca as calço, porque são muito curtas e caem-me dos pés.
Ana Maria – Olha que tu?! Pena dumas meias?! Ainda se tivesses pena dos seres humanos e dos animais abandonados! Ou de mim, por exemplo, que te aturo há 30 anos!
Zé – ‘ta bem, pronto! Deita as meias para o lixo! Já me passou a pena!

Maldita preguiça

É muito fácil voltar aos hábitos antigos. Quando sou consistente, correr, por exemplo, começa a fazer parte do meu dia-a-dia e quase me esqueço de como era preguiçosa. Se fico uns dias sem “fazer nada”, começo a sentir-me mal comigo própria e, em vez de contrariar logo aquela inércia, ponho-me “mimimi, mimimi” e quando vejo passaram semanas.

Foi o que aconteceu no último mês. Tive o acidente, que me trouxe muitas dores de costas e de pescoço. As dores foram passando e eu continuei confortavelmente sem me mexer. Todas as semanas a minha (querida) doutora me perguntou: “Joana, as corridas? Já voltou às corridas?” Eu, com a cara no chão, disse sempre: “Ainda não, doutora!”

Hoje levantei-me cedo e pus pernas a caminho. Não corri. Andei em passo acelerado, durante 45 minutos. Deu para suar e para fazer bater o coração. Porquê hoje? Porque na sexta me fui inscrever numa box de Crossfit. E eu tenho cá para mim que se fosse fazer uma aula daquelas assim a seco, depois de semanas parada, era bem capaz de falecer.

Maldita preguiça, que à vezes (ainda) se apodera de mim! Xô, xô daqui!

O príncipe e a macaca dos seus sonhos

(Como hoje esteve tempo de praia, lembrei-me deste texto que escrevi há algum tempo. Ainda não o tinha publicado aqui.)

Sabem quando os pêlos começam a crescer, e ainda não estão capazes para serem arrancados, mas já dão o ar de sua graça? Eu digo para mim própria: que se lixe, quem é que me vai olhar para as pernas? Agora vou à praia. Logo trato disso. Chego à praia e percebo que com a luz do sol a coisa se vê mais do que devia e cada viagem ao mar é feita com o seguinte pensamento: espero que ninguém note que pertenço à família dos macacos. (mais…)

Tive uma dor de cabeça tão grande

Que precisei de dormir uns minutos. Quando acordei, temi estar atrasada, e sem tempo suficiente de me arranjar em condições, para conhecer A Pipoca Mais Doce. Que dor de cabeça a minha: o nosso encontro é só amanhã. (Em ânsias!)

Eu quero um hater.

Há uns dias aprendi que os blogues de sucesso são lidos e comentados por haters.
Eu quero que este blogue seja um sucesso como nunca se viu.
Eu quero um hater.
Tenho dito.

As cenas do Zé I

O meu pai é uma personagem. Muitas vezes trato-o apenas por Zé. Uma alcunha carinhosa que uso sempre que preciso de lhe pedir um favor ou de lhe dar na cabeça por ter metido a pata na poça. Ontem, no hipermercado, o meu pai apresentou dois cupões de desconto de 1,5€ numa marca de congelados.

Zé – Olhe, tenho aqui estes cupões e até trouxe o talão, como aqui diz. – disse o Zé todo fanfarrão para o rapaz da caixa.
Caixa – Mas o senhor comprou alguma coisa desta marca hoje, para poder descontar?
Zé – Não! Eu queria que me tirasse os 3€ à conta final. – respondeu o Zé como quem manda nas regras da Sonae.
Caixa – Pois… Quer parecer-me que só pode descontar os vales se comprar um produto desta marca.
Zé – Pode chamar o seu responsável?

Veio A responsável com cara de poucos amigos. Olhou para os vales e disse:

Responsável – O senhor só pode descontar os vales se comprar um produto da marca.
Zé – Mas aí diz que…
Responsável – Vou repetir: só pode usar isto se tiver comprado produtos da marca que está a ser promovida nos vales. Comprou?
Zé – Pois, realmente não comprei…
Responsável – Pronto. Podes finalizar o pagamento. – disse a responsável para o caixa.

O Zé voltou a guardar o talão e os vales, mas, no caminho até casa, continuou a insistir que achava que se tinha levado o talão… BAH!

Parabéns, é uma menina! Como se chama? Perna Fina!

Hoje a Perna Fina está de parabéns porque faz 9 meses. Comparo estes 9 meses a uma gravidez (mesmo que nunca tenho estado grávida). Estes foram os meses da descoberta da Perna Fina: as primeiras refeições equilibradas, as primeiras corridas, os primeiros quilos perdidos.

Como se a Perna Fina tivesse crescido em mim, dentro de mim, e agora estivesse pronta para nascer, para se apresentar ao mundo. Agora que já come saudavelmente, já se exercita, já tem novos hábitos de vida.

Obrigada a todos os queridos Pernas Finas fiéis, e também aos menos fiéis, por continuarem a estar presentes. Obrigada! Que venham mais 9 meses, muitos, muitos seguidos, e que eu continue a ter inspiração para escrever cada vez mais e melhor.