Categoria: Diário

Ser do Benfica

Ser do Benfica é saber ganhar.
Ser do Benfica é aguentar.
Ser do Benfica é também saber perder.
Ser do Benfica é acreditar.
Ser do Benfica é gostar do Luisão.
Ser do Benfica é ser vermelho sangue, vermelho paixão.
Ser do Benfica é estar preparado para tudo.
Ser do Benfica é lembrar Eusébio.
Ser do Benfica é ser Jesus.
Ser do Benfica é sonhar.
Ser do Benficar é ser para sempre.
Ser do Benfica é ser MAIOR!

OBRIGADA, BENFICA!

Vestidos

Escolher um vestido não é fácil. Achamos sempre que temos uma ideia do que queremos, mas, na verdade, a nossa cabeça é só um turbilhão de ideias: a cor, o modelo, o padrão.

Hoje entrei numa loja, que não acho nada de especial, e lá estava Ele à minha espera. Lindo, muito mais entusiasmante do que o tinha sonhado. Melhor: o modelito era perfeito para os sapatos, mala e brincos que já tinha para combinar.

E é isto: já tenho vestido para o primeiro casamento deste ano.

Ainda às voltas com o livro de Deepak Chopra

Dar tempo à vida. Tempo de qualidade, tempo bem vivido. Nunca tinha pensado nisto. Nunca tinha pensado na importância que viver à pressa tinha na minha alimentação. Pelos vistos tem importância, muita.

Vivemos (eu vivo!?) sempre com pressa: pressa para chegar ao trabalho, pressa para ir ao supermercado, pressa para ir correr, pressa para visitar a família. Quantos de nós se queixam de falta de tempo?!

O tempo disponível é igual para todos, mas a verdade é que nem todos usufruímos do tempo da mesma forma. Coisas simples que fazem a diferença:

– antes de dormir deixar tudo pronto para o dia seguinte;
– levantar meia hora mais cedo para preparar e comer sentada um saciante e bonito pequeno-almoço;
– chegar a casa e parar alguns minutos: desligar do dia de trabalho e entrar no resto do dia, aproveitando-o;
– guardar alguns minutos do dia para conversar com as pessoas que mais gostamos;
– fazer planos de refeição, escolher um dia da semana para ir ao supermercado e comprar o máximo de ingredientes possível;
– …

Dar tempo à vida exige menos esforço do que eu imaginei e é muito mais recompensador do que um dia sonhei.

Tem fome de quê?

Silêncio. Durante um semana inteira partilhei convosco o silêncio. (Desculpem!) Um silêncio vivido, consciente e reflexivo. Um silêncio, creio eu, de muito crescimento.

Tem fome de quê?, de Deepak Chopra. A minha última semana tem sido dedicada à leitura deste livro que, ou muito me engano, ou está a mudar a minha vida alimentar significativamente. E por que é que demorei uma semana a escrever sobre o livro? Porque é denso, inspirador, estratégico, avassalador, cruel e generoso.

O livro aborda a consciência das pessoas com excesso de peso, seja esse excesso de 3 ou 30 quilos. Leva-nos a pensar na postura perante a vida, o trabalho, as relações que mantemos e como essas vivências influenciam positiva ou negativamente o que comemos. Todas estas informações sustentadas por factos científicos, nomeadamente no que se refere a algumas hormonas (Deepak Chopra é médico endocrinologista).

O livro está cheio de questionários que me têm levado a avaliar o meu comportamento alimentar e, estranhamente, me têm levado a reformular alguns hábitos diários. (Sim, porque isto de ser uma Perna Fina não dá garantia de bons hábitos a ninguém.)

Gostava de conseguir passar-vos a grandiosidade do livro, mas não sou capaz. Tenciono mostrar-vos alguns apontamentos, resultantes das páginas que tenho selecionado e relido vezes sem conta.

Gostava que lessem o livro e que o pudessemos discutir. Adorava! Bem, eu ainda não terminei de o ler… Dou por mim, vezes sem conta, a voltar atrás. Estou doida com isto. Doida.

Haverá um sem número de nós cheios de fome. Mas teremos fome de quê?

A minha mãe

A minha mãe é obcecada com as limpezas.
A minha mãe preocupa-se demais.
A minha mãe, às vezes, é um pouco ingénua.
A minha mãe faz tudo para agradar os outros (e às vezes esquece-se dela).
A minha mãe perde facilmente a calma (sobretudo com o meu pai. É compreensível!).
A minha mãe demora anos a sair de casa.
A minha mãe adora camisolas às riscas e camisas brancas.
A minha mãe gosta de arrumar as camisolas por cores.
A minha mãe adora animais e trata-os como ninguém.
A minha mãe desconfia de pessoas que não tratam bem animais.
A minha mãe come tabletes de chocolate inteiras (e gaba-se disso).
A minha mãe é bonita.
A minha mãe dá bons conselhos.
A minha mãe consegue perceber rapidamente o caráter de um pessoa.
A minha mãe é muito generosa.
A minha mãe comove-se facilmente (então se ouvir crianças a cantar…).
A minha mãe gosta de produtos de boa qualidade.
A minha mãe tem bom gosto.
A minha mãe é amiga do seu amigo.
A minha mãe é súbtil.
A minha mãe é uma empolgada benfiquista.
A minha mãe faz o melhor bacalhau à narcisa do mundo (tenho saudades!).
A minha mãe coleciona peças da Pandora.
A minha mãe diz que um dia vai ganhar o Euromilhões.
A minha mãe adora ser mãe.

E todos os que acham que a sua mãe é a melhor do mundo, desenganem-se: a minha mãe é que é a melhor do MUNDO.

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25 e o meu vestido azul

No dia em que fiz 25 anos estreei um vestido azul e depois desse dia guardei-o no roupeiro até hoje. Guardei-o sem voltar a vesti-lo porque deixou de me servir. Tentei enfiá-lo uma ou duas vezes, em diferentes ocasiões, mas nunca mais lhe consegui apertar o fecho. Ao longo destes quase 3 anos, quando me sentia mais desanimada com a minha imagem, revia as fotografias desse dia e desejava voltar a ter aquele aspeto e vestir o meu vestido azul.

Hoje, dia 25 de abril, olhei para o vestido pendurado no armário e num ataque doido de esperança e liberdade de espírito, peguei-lhe e vesti-o. E ele serviu-me na perfeição. Na perfeição. Ser livre é ter a oportunidade de fazer escolhas. E a escolha de perder peso dá-me a possibilidade de fazer outras inúmeras escolhas. Hoje fui livre, senti-me livre, e o dia não podia ser o mais indicado. Não que o facto de me sentir livre por vestir um vestido que não me servia há muito tempo seja comparável à liberdade de uma nação. Mas eu acredito que, por vezes, a liberdade mais difícil de conquistar mora dentro de nós.

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Os verdadeiros Pernas Finas

Páscoa é sinónimo de visita à família dos Pernas Finas, os verdadeiros. Avós, tios e primos, há de tudo.

Há também comida da boa: broa com nozes, bolos de castanha e mel, cabrito e batatas de comer e chorar por mais.

Dias não são dias e os verdadeiros Pernas Finas, ao contrário de mim, nunca dizem que não a um belo banquete.

Venham eles, todos eles.

Asneiras

Há cerca de 5 anos fiz uma dieta muito restritiva. Durante semanas pouco mais comi do que carne e derivados, peixe, legumes e gelatina. Aos poucos, fui introduzindo a fruta. Semanas mais tarde, já com muito peso perdido, pude voltar aos hidratos (que eu tanto adoro.). Foi aí que comecei a perder o pé.

Ao longo destas semanas, tinha sempre ordem de soltura durante 1 dia por semana – o dia da asneira. Nesse dia, absolutamente faminta, comia mais do que durante toda a semana. Muitas vezes sentia-me mal disposta. O meu corpo estranhava o meu comportamento.”Eu mereço comer isto! Eu portei-me bem a semana toda.” Era o meu pensamento.

Hoje vejo as coisas de maneira diferente. Não acho necessário fazer uma dieta restritiva para perder peso. Muito menos acho preciso existir na minha vida um dia da asneira. Quantos dias de asneira seguidos já existiram na minha vida? Se usar o meu saldo uma vez por semana, julgo que os dias me chegam até à morte.

Por outro lado penso: o que é que eu mereço realmente? Uma recompensa alimentar por passar a semana inteira cheia de fome? Ãh??? As dietas restritivas não funcionam comigo (nem sei se a longo prazo funcionarão com alguém). Eu não aguento sentir fome, não aguento. E depois, recompensar-me com algo que me faz mal? Com algo que eu comia quando a minha educação alimentar estava pelas horas da morte? Isto não está tudo ao contrário do que é razoável?

Quero saber comer e recompensar o meu corpo todos os dias. Quero recompensá-lo por anos de alheiras, batatas fritas, gelados, gomas e aperitivos de queijo. Quero livrá-lo dos cachorros, da comida chinesa, do Mc Donald’s. Quero não ter azia. Quero não me sentir enfartada. Quero não me sentir apertada nas calças que trago vestidas. Quero dar-lhe proteína da boa, a maior variedade de legumes e frutas possível.

Comer asneiras como recompensa? A maior recompensa é sentir-me saudável (pode soar a cliché, mas no meu caso é bem verdade!)

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“Comer porcaria não é uma recompensa. É um castigo.”

“Foi em vão, tudo foi em vão…”?

Escrevi nos posts mais recentes que o último mês de Perna Fina foi um desastre! No meio de outros assuntos, comi mal e praticamente não me exercitei. Confesso que não me pus em cima da balança, mas sinto na roupa que o meu corpo está diferente. E não é para melhor.

Por isso, achei que estava na hora de voltar a levar os meus desejos/planos a sério porque, analisando o calendário, falta muito pouco para pôr as “carnes” ao léu e eu tenciono estar o mais enxuta possível! (Adoro esta expressão. Aprendi-a com a minha querida amiga Ivete Sangalo.)

Portanto, está na hora de voltar a planear corretamente os exercícios que me permitem aumentar a resistência e a força do meu corpo, bem como as minhas refeições e os meus snacks diários.

O meu pai vai continuar a treinar-me nas corridas. O Sr. Perna Fina PROMETEU que me vai treinar nos exercícios de força. Foram ambos atletas, hão-de saber mais disto que eu! Vou andar com os dois homens da minha vida às costas, literalmente. A parte dos exercícios está assegurada.

A outra parte, a mais difícil, depende de mim. Tenho de ser capaz de resistir às tentações que abundam à minha volta… Tenho de comer bem, equilibradamente. Posso treinar o dia inteiro, se não comer o que devo “tudo foi em vão, tudo foi em vão…” (como diria o Anselmo Ralph).

Ninguém disse que ia ser fácil.