Categoria: Diário

Desafio dos 28 dias: 8.º dia

Hoje choveu sem parar durante toda a corrida e aos primeiros 5 minutos eu já estava completamente encharcada. As pessoas por quem passava na rua, que “corriam” para fugir à chuva, olhavam-me, mostrando dois julgamentos diferentes: 1.º “Olha-me esta maluca, toda encharcada, a correr à chuva. Não deve jogar com o baralho todo!” e 2.º “Wow, esta tipa deve ser uma corredora à séria. Nem o mau tempo a impede de treinar!”

Quero acreditar que houve mais olhares do 2.º tipo. Pessoalmente, foi uma enorme conquista! Há anos que arranjo desculpas para não me mexer: Está frio; Está a chover; Está imenso calor; O dia foi duro; Estou cansada.

E hoje, podia ter arranjado mil e uma desculpas: o treino à chuva ia ser difícil, eu sentia-me cansada do dia de trabalho… Em vez disso, escolhi pôr pernas a caminho e, apesar da molha, senti-me lindamente. Não posso negar que houve momentos em que desejei ardentemente que aquilo chegasse ao fim. E chegou, quando teve de chegar, no final do treino e com o dever cumprido.

Ah, hoje foi o segundo dia consecutivo que corri 3/4 da subida. Falta-me pouquíssimo para a conseguir correr completamente. Vale tanto a pena. Vale sempre a pena.

Idas ao médico

Detesto ir ao médico, detesto! Não gosto que me façam certas perguntas, não gosto de medir a tensão, não gosto de me pesar. Quando vou ao médico, seja ele de que especialidade for, fico sempre com as mãos a suar. Tenho sempre um medo miudinho que através de uma simples observação me descubram uma maleita qualquer. Sou uma maricas. Hoje, aconteceram-me estas coisas todas.

O médico era amoroso e fez-me perguntas muito simples de responder: Vê bem? Ouve bem? Sente alguma dor? Pacífico. Mediu-me a tensão, perguntou-me qual a minha altura e depois…? E depois perguntou o meu peso: “Vá, ponha-se aqui em cima da balança!” (O que ele não sabia, e eu também não lhe disse, é que estou num processo de reaproximação entre a minha pessoa e a balança.) Quando dei por mim estava no fim de um dia de trabalho, vestida e calçada em cima de uma balança. Antes que conseguisse olhar para o número que aquele objeto maléfico marcava, o médico disse-o em voz alta!? Aquele número ecoou durante milésimos de segundo na minha cabeça: “É assim tão mau? Pensa, Joana, pensa!” E não, não foi assim tão mau… Não foi o meu melhor, mas também não foi, nem por sombras, o meu pior. Uff.

A consulta terminou com o médico a afirmar que está tudo bem comigo, desejando-me imensas felicidades. Ao contrário de mim, ele não ligou minimamente ao número da balança. Afinal, não passa de um dado médico como outro qualquer… Mesmo que meio mundo nos queira fazer acreditar que é esse dado (in)significante que nos torna mais ou menos competentes, mais ou menos espertos, mais ou menos bonitos, mais ou menos amáveis… Não é.

Desafio dos 28 dias: (pequena) interrupção

Este fim de semana o desafio ficou suspenso. Para além de achar que o meu corpo estava mesmo a precisar de descansar, houve alguns acontecimentos que me impediram de cumprir a corrida (e não, não são desculpas).

Hoje tive uma consulta médica ao final do dia, marcada para as 16:45. Só me despachei deste compromisso quase às 20 horas e, confesso, senti-me sem forças para pôr pernas a caminho. Por isso, estou com 3 treinos em falta: o 7.º, o 8.º e o 9.º Amanhã, espero eu, recomeço em força e no fim de semana vou tentar dobrar os treinos e compensar os dias em atraso (para acertar o melhor possível com o calendário).

Desafio dos 28 dias: 5.º dia

O que eu estou a fazer p’lo meu corpo é extraordinário! Hoje o desafio correu melhor que nunca. E não posso dizer mais nada antes de referir que hoje corri meia subida. Vou repetir: MEIA subida. O bicho papão que há menos de uma semana me matava, hoje foi praticamente insignificante. Perdoem-me a modéstia, eu fui espetacular.

Para além da conquista da meia subida, hoje descobri o prazer de correr à chuva. Às vezes vemos nos filmes cenas de gente feliz à chuva e achamos: “Tretas, devem estar cheiinhos de frio!” Mas hoje eu senti uma felicidade gigante. Indescritível.

Não sei o que andei a fazer (ou a não fazer) estes anos todos. A desperdiçar tempo, com certeza. A oportunidade de ser saudável e delgada esteve sempre ao meu alcance. Está, na verdade, ao alcance de qualquer um que queira muito.

Amanhã há mais e nos próximos 22 dias também.

Desafio dos 28 dias: 4.º dia

(Antes de apresentar o 4.º dia, devo dizer-vos que no dia do 3.º treino apaguei, sem querer, o texto que escrevi. Ontem estive doente e não consegui reescrevê-lo. De qualquer forma, deixo-vos a descrição do 4.º dia, valendo p’los dois.)

Ontem não consegui cumprir o treino do 4.º dia. Uma virose brutal, ou talvez uma cebola que me caiu mal, deu-me uma volta à tripa e o meu final de dia foi passado a gritar p’lo “Gregório”. Por isso, hoje passei o dia a sentir-me fraquinha, com as pernas bambas. De qualquer forma, cheguei a casa, equipei-me, alonguei e saí para correr.

Nada de novo no percurso. O tempo é que mudou: o caminho que no 3.º dia fiz em 40 minutos, hoje fiz em 35. Falamos só de 5 minutos de diferença, que demonstram, de alguma forma que estou a correr mais rapidamente. Apesar disso, não acho que tenha sido muito mais veloz. Acho, sim, que já apanhei o meu ritmo, que não sendo muito acelerado, é constante e não me puxa para trás.

Neste 4.º dia senti, também, que a minha resistência está a aumentar a olhos vistos: fui capaz de recuperar do esforço muito mais depressa. Acho que estou a começar a gostar disto! Ai, se lhe apanho o gosto.

Amanhã há mais e nos próximo 23 dias também.

Carta às minhas Pernas

Queridas Pernas,

Escrevo-vos esta carta porque sinto que vos devo um enorme pedido de desculpas. Ao longo dos anos tenho-vos maltratado, ofendido e estimado muito pouco. Sendo o mais honesta que consigo, confesso-vos que nunca morri de amor por nenhuma das duas. Sempre vos achei demasiado, vá, gorduchas, meias tortas, com uns joelhos de fugir… Isto já para não falar da chegada da celulite. Quando deixaram que essa hóspede se instalasse, a minha revolta convosco tocou no limite.

Porém, hoje, vejo-vos com outros olhos. Os anos têm-me trazido tranquilidade e capacidade de pensar cada vez melhor. Não, não posso dizer que vos passei a achar perfeitas, lindas de morrer, dignas de se mostrarem ao lado das da Ivete Sangalo, mas posso dizer-vos que sinto por ambas um novo carinho, muito especial. De facto, vocês não cabem no esteriótipo, mas são vocês que, à vossa maneira, me permitem andar por onde quero, correr mais depressa ou mais devagar. São vocês as primeiras a sentir o friozinho da água do mar no verão e a ficarem em escamas no inverno (porque raramente vos unto com creme, sorry). Para além disso, são vocês que vivem constantemente apertadas nas calças que comprava na esperança de emagrecer, mesmo sabendo que não fazia nada por isso.

Queridas pernas, por tudo isto, peço-vos desculpa. Se são como são, em parte, é culpa minha. Se eu tivesse começado a mexer-vos há mais tempo… De qualquer forma, não posso terminar esta carta sem vos prometer que a vossa vida está, por esta altura, com sérias hipóteses de melhorar. Eu tenho-me esforçado e as duas têm-se portado bem. Agora, não sei se vamos a tempo de fazer milagres (eu cá não acredito muito em milagres), mas vamos a tempo de sermos felizes juntas, de nos aceitarmos assim como somos, ainda  que aceitemos de boa vontade alguns melhoramentos. Ah, mais uma coisa, não se sintam afrontadas com toda esta cena da Perna Fina. A Perna Fina vive dentro de mim e está muito além da vossa grossura ou finura.

Espero, sinceramente, que percebam os meus motivos e que me aceitem. Eu já vos aceitei e sinto-me melhor pessoa por isso.

Um grande beijinho,
Perna Fina.

A minha amiga Marta

A minha amiga Marta podia ter permanecido na minha vida apenas durante um curto período de tempo. Em vez disso, decidiu ficar. O meu coração pediu-lhe para ficar e o dela aceitou. Talvez sejamos amigas desde que nos conhecemos, embora não o soubéssemos claramente. As circunstâncias difíceis da vida podiam ter-nos afastado. Mas, ao contrário do que seria de esperar, juntaram-nos ainda mais.

Quando estamos juntas somos capazes de conversar durante horas: 2, 3, 4 horas. E temos sempre assunto! Falamos da vida em geral, falamos do tesouro que nos une, falamos sobre receitas, sobre educação, sobre escolhas. Falamos. E o tempo passa e nós não damos por ele. Os assuntos vão e vêm e a nossa cumplicidade aumenta e fortifica-se.

A minha amiga Marta, que é gira e inteligente que se farta, é daquelas pessoas que mais parecem uma bênção. Queremos tê-las connosco todos os dias, se possível… Mas, nos dias em que não as temos fisicamente por perto, sabemos, porque sentimos, que estão sempre ali. Quando nos voltamos a encontrar a conversa começa exatamente onde ficou. É uma amizade sem cobranças, que se constrói todos os dias, mesmos naqueles em que não nos vemos, nem nos falamos.

A nossa amizade renasce todos os dias e, porque assim o queremos, cresce mais um bocadinho a cada dia que passa.

Desafio dos 28 dias: 2.º dia

Hoje aumentei o meu tempo de corrida. “A coisa” estava a correr bem e passei de 30 para 40 minutos (LOUCURAAAAAA?!). Mas voltemos um pouco atrás.

Como ontem, alonguei, saí de casa e comecei logo a correr. Hoje já não me senti um elefante. Senti-me, talvez, um hipopótamozinho elegante. Os primeiros minutos foram tranquilos, até à chegada do inferno: a maldita subida. Num milésimo de segundo, eu olhei para a subida, a subida olhou para mim. E eu ganhei-lhe (ou p’lo menos ganhei a parte dela)! Corri, p’rái, 1/6 da subida e senti-me vitoriosa. A rua dos pesadelos ficou para trás e voltei a correr, nalguns metros mais depressa do que noutros. A dada altura torci o pé esquerdo, mas foi como se nada tivesse acontecido. Corri praticamente até chegar à porta de casa.

Hoje já não me atirei para o chão. Voltei a alongar e olhei-me ao espelho. Senti-me profundamente feliz: corri durante mais tempo, enfrentei parte da subida. A evolução é encantadora.

Amanhã há mais e nos próximos 25 dias também.

dica #5: Bepanthene, és espetacular!

No workshop de maquilhagem a que fui há 15 dias, a Sofia falou nos benefícios do Bepanthene. Pode ser usado como hidratante ou como pré-base. A verdade, é que o creme do rabinho dos bebés tem feito maravilhas à minha cara. A pele está muito mais hidratada, brilhante e com menos marcas de borbulhas. Está mais clara, também. Às vezes gastamos pequenas fortunas em cremes, sem necessidade.