Categoria: Diário

#dica 3: apostem em super-alimentos II

A quinoa é uma semente cujo valor proteico é duas vezes superior ao do trigo, por exemplo. Para além disso, a quinoa possui aminoácidos que apenas se encontram em produtos de origem animal, como a carne e o peixe. É, por isso, muito apreciada por adeptos de dietas vegetarinas e celíacos (intolerantes ao glúten). A quinoa pode ser utilizada em pratos doces ou salgados e é muito fácil de preparar: basta cozê-la no dobro da quantidade de água. Leiam mais sobre este superalimentohttp://visao.sapo.pt/quinoa-a-semente-com-super-poderes=f744093

Espelho meu, espelho meu…

7 de janeiro: dia de voltar ao ginásio (e não me peçam para vos dizer desde quando não punha lá os pés). Sabia que ia ser duro, mas fui confiante.

Tenho sempre um misto de sentimentos no ginásio, onde se passeiam aqueles homens e mulheres com corpos esculturais. Eles com camisolas de alças e calções curtos. Elas com tops, que mais parecem sutiãs, e calças, com as quais mal devem respirar, de tão justas que são.

Invejo-as, confesso, mas não no mau sentido do termo (se é que há bom sentido na inveja). Invejo-as porque são disciplinadas. Estão lá todos os dias e vão a mais do que uma aula. Antes (ou depois) passam pela sala de musculação e pelas máquinas. Também devem comer bem!? Não se tem um corpo daqueles se se comer mal. É impossível. Ou então, são daquele tipo de pessoa, enervante, que come tudo o que quer e mesmo assim continua a ter um rabo igual (ou parecido) ao da Jennifer Lopez.

Nas minhas idas ao ginásio tento sempre passar despercebida. Estou ali, faço o que tenho a fazer e vou-me embora com a mesma ligeireza com que entrei. Hoje não foi exceção.

Entrei na sala das máquinas, dirigi-me às passadeiras e comecei a caminhar, pensando: ” ‘bora lá, Joana! És perfeitamente capaz de te aguentar à grande!” Caminhei/corri durante 50 minutos. Durante esse tempo não pude deixar de reparar nas tais moçoilas: correm a uma velocidade assustadora. É, não há milagres. Saí da passadeira e fui para uma das minhas aulas favoritas: Sh’Bam!

Sh’Bam é uma aula de dança, orientada por uma professora muito simpática e entusiasmada. Entreguei a senha sabendo que não era nova ali. Já fiz aquela aula dezenas de vezes. Eis senão quando vi uma imagem refletida no espelho (diga-se que a sala tem as luzes apagadas, quase como uma discoteca) e pensei: “Vês, Joana, neste ginásio há mais gente com a anca larga como tu.” Olhei de novo e percebi que a imagem que vi ERA A MINHA! Sabem aqueles segundos em que o cérebro pára?

Levei a aula bastante a sério (dentro das possibilidades de quem lá não vai há algum tempo). Havia em mim toda uma largura de ancas para estreitar. Às tantas, a professora, que é fabulosa, diz: “Vamos, mexam esse esqueleto!” E eu pensei: mas há aqui algum esqueleto para eu mexer!? Aqui só há chicha, chicha da boa. Ai, o que o Natal faz às pessoas. Ri-me de mim e do meu pensamento: “Boa, Joana. Noutra altura terias ficado… Deprimida?!”

Voltei para casa ainda de cara encarnada, tal foi esforço. Fiz uma nutritiva salada, jantei e acentuei a vontade de não voltar a confundir a minha imagem no espelho. Nem por um segundo.

Escolhas

Hoje escolhi não comer uma bela fatia de bolo de aniversário.

Hoje decidi ir ao supermercado à hora do almoço e ter o fim de dia livre dessa obrigação.

Hoje enchi o cesto de compras com abóbora, curgete, beringela, abacaxi, espinafres, manga, pêra abacate, batata doce, aveia, grão, feijão…

Hoje cumpri a minha primeira Meatless Monday: almocei hambúrgueres de grão e caril, com salada de rúcula e jantei uma bela salada de manga e feijão preto.

Hoje procurei ser saudável.

Hoje senti-me absolutamente feliz.

#dica 2: apostem em superalimentos I

Alguns blogues e sites sobre nutrição têm-se referido a alguns alimentos como superalimentos. Falam sobre alimentos cujos benefícios aparentam ser fabulosos para o nosso bem-estar.

Comam aveia! A aveia é um cereal que pode apresentar-se em flocos, farelo ou farinha. É rica em fibras e tem um alto valor proteico. Um dos benefícios da aveia assenta na regulação dos níveis de açúcar no sangue, o que pode ajudar a controlar os ataques de fome. Use a aveia em saladas, pão, bolos, omeletas. Quem nunca ouviu falar das famosas papas de aveia?

“Meatless Mondays”

Nestes últimos dias tenho dedicado a minha atenção, entre outras coisas, a uma nova comida. (Nova comida para mim.) Tenho constatado que há imensas páginas de boa comida, inovadora, apetecível e, aparentemente, mais equilibrada. Tenho ficado cheia de vontade de experimentar novas receitas.

Houve uma altura da minha vida em que aboli completamente a carne da minha alimentação, bem como todos os seus derivados. Gosto de animais e fico horrorizada por saber a forma como são tratados nos matadouros e, pior, durante toda a sua vida. Nascem e morrem sem nunca experimentarem a liberdade. Nem consigo pensar muito a sério nisso! (Em pequena a minha mãe dizia-me sempre: “Não, este bife que estás a comer não vem de uma vaca… Este nasceu das árvores.” E eu acreditava e ficava toda feliz.)

A verdade é que tomei essa decisão, mas não me impliquei nela a valer. (Shame on you, Perna Fina!) Não comia carne, é certo, mas nunca me dediquei ao estudo de  novas receitas.

Por circunstâncias da vida voltei a comer carne até hoje…

E hoje, numa das minhas inúmeras pesquisas, encontrei um movimento global muito interessante: Meatless Mondays. Como o próprio indica, esta organização promove o não consumo de carne, às segundas-feiras. Comecei a ler mais sobre o assunto e percebi que o movimento está espalhado por inúmeros países e que atua junto de restaurantes, empresas e escolas, como exemplos. Dizem eles que basta apenas um dia por semana sem consumir carne para que o seu consumo reduza significativamente, bem como o gasto de água, a poluição no planeta… And so on, and so. (Isto do movimento global internacionalizou-me a escrita.)

Achei uma ideia tão interessante que se acentuou ainda mais a minha vontade de mudar a minha alimentação de forma mais séria e regular: experimentar novas texturas, sabores, condimentos. E ajudar o planeta a ser mais sustentável ao mesmo tempo. Todo um novo mundo que ultrapassa em larga escala o bife frito com ovo a cavalo, que eu adoro, admito! (Busted!)

Partilho convosco esta ideia, com a intenção de mudar as minhas segundas-feiras, esperando que pensem também em mudar as vossas. Acrescento a promessa de ir partilhando convosco as receitas que for experimentando.

(Amanhã volto às corridas. Os meus ténis não me vêem desde antes do Natal! Aiiii.)

Dedico este  texto a uma das melhores pessoas que conheço: a minha amiga Catarina. Uma defensora convicta dos direitos dos animais em particular e dos seres vivos no geral. Desculpa se algum dia te desiludi por causa destas questões alimentares. Adoro-te para sempre, Cata.

#dica 1: evitem a balança

Se como eu passam a vida a pesar-se, deixem-se disso! A balança deve ser encarada como um instrumento de auxílio a corpos felizes e não um bicho papão destruidor de autoestima e motivação, sobretudo durante um processo de perda ou aumento de peso.

Escolham um dia por semana para se pesarem, de preferência de manhã e depois de se ter ido à casa de banho (não há uma maneira limpinha de se dizer isto!). Vão registando o vosso peso semanalmente e não caiam na tentação de o fazer durante os outros dias da semana.

Por vezes, o nosso corpo não corresponde de imediato à mudança e se constatarmos isso matematicamente, corremos o risco de achar que os dois míseros dias de sacrifício foram em vão.

Como diz o sr. Sérgio Godinho numa das suas canções: “A vida é feita de pequenos nadas.”

“Professorando”

Hoje voltei ao trabalho. Custou-me um pouco acordar cedo, confesso, mas a alegria que sinto por esta profissão que escolhi é tão genuína, que levantar cedo passa a ser um pormenor.

Conta a minha mãe que das primeiras coisas que disse foi que queria ser “polefôsa”, com pouco mais de 2 anos. Lembro-me de muito cedo pôr todos os bonecos a olhar para mim, no quarto, para eu os ensinar.

Fui crescendo sempre com diferentes crianças por perto, das quais “tomei conta” inúmeras vezes. Eu não sabia bem como, mas era absolutamente capaz de as “controlar”, de as entusiasmar com as brincadeiras. E o meu maior fascínio era perceber como pensavam. Gostava de perceber se entendiam palavras novas, se sabiam contar em diferentes situações, se eram capazes de expressar a sua opinião. Ah, eu adorava ver as crianças mais novas que eu a pensar.

“É a vocação dela!”, dizia e diz convictamente a minha mãe (E eu também acho que é!).

Hoje tenho o maior gosto em ser professora e poucas são as alegrias comparadas às conquistas de um aluno. Ajudar a aprender a escrever e a ler, por exemplo, é das sensações mais maravilhosas que já vivi. Cada aluno é para mim uma “riqueza” e não no sentido piroso do termo. Uma riqueza porque me enriquece, me torna melhor e me faz reinventar todos os dias para que o/a possa ajudar a aprender cada vez mais e melhor. Exerço a profissão que escolhi e sou a professora que desejo ser (ainda que inacabada, claro).

Por tudo isto e muito mais, hoje regressei ao trabalho com vontade.

De manhã, quando ainda se trocavam desejos de Bom Ano, uma colega foi até à minha sala e perguntou: “Então, este ano vamos ficar todos com as Pernas Finas?” Eu disse que sim, sorri por dentro e o meu entusiasmo de Perna Fina cresceu mais um pouco (ainda?!).

Ah, dia feliz. Um bom pronúncio para 2014.

2014

Querido 2014,

Como acabas de nascer vou contar-te algo que talvez não saibas: há milhões de pessoas a contar contigo. É, a contar contigo! Por muito que tenha evitado pensar nisso, 2013 não foi um ano fácil. Para mim, foi um ano marcado por ganhos e perdas (uma delas irreparável). Foi um ano trabalhoso, com algumas conquistas, mas não menos desilusões, e esta, que te fala, é apenas uma entre milhões. Estou mesmo a contar contigo.

Agora, 2014, perguntas-me tu: como esperas que te ajude, espécie mortal?

2014, não te peço nada de extraordinário. Cada vez mais conto comigo e com as pessoas de confiança, mas não posso deixar que te apresentes sem pedir dias felizes, dias de sol, noites longas, cheias de calor (e de amor?!). Almoços com tempo, em família… Tempo, tempo, tempo para passear e para ajudar os miúdos a aprender mais e melhor. Peço-te também capacidade para comer bem e exercitar-me mais, vá.

No entanto, apesar destes humildes pedidos que te apresento, não vá o diabo tecê-las, deixo-te também aquelas resoluções que faço todos os anos:
– Ajuda-me a desviar o carro de todos os focos de perdição por que passo diariamente (saliento algumas pastelarias da zona, restaurantes, quiosques, centros comerciais, lojas de gomas…);
– Levanta-me do sofá sempre que o rabo me pesar, faz-me calçar os ténis e suar como se não houvesse amanhã;
– Obriga-me a criar listas de compras, para que compre só o que preciso e o que me faz bem (e já agora, cria uma barreira invisível, mas talvez sonora para eu me envergonhar, em todos os corredores de bolachas, bolos, gomas, chocolates e batatas fritas…);
– (Por último, mas não menos importante) Traz-me rasgos de inspiração, de humor, de “escrita da boa”, como diz a minha amiga Marta e, sobretudo, vontade de ser sempre melhor, sem desistir.

E é isto, 2014. Esforça-te um bocadinho mais do que o teu antecessor, que, aqui entre nós, me deu cabo da cabeça.

Ano Velho

Por onde quer que se ande, ouve-se dizer: “Bom Ano Novo! Que 2014 seja melhor que 2013!” Nesta altura do ano, há a tendência para se refletir sobre o ano que passou: o que correu bem? O que correu mal? O que se deixou por fazer? E, normalmente, formulam-se desejos para o novo ano. Eu costumo ter estes pensamentos todos os anos.

Porém, hoje foi um dia diferente de outros 30 de dezembro da minha vida. Hoje pensei muito pouco no ano que está a acabar. Hoje procurei embelezar-me e usufruir de um belíssimo almoço, em ótima companhia. Passei a maior parte do dia acompanhada, é verdade, mas em todos os minutos que estive sozinha comigo, não fui capaz de parar de sorrir. Depressa percebi porquê.

Passei o dia entusiasmada com a minha Perna Fina e com as críticas que recebi, ao longo da tarde de ontem. Nos momentos de silêncio não parei de sentir as ideias a fervilhar na minha cabeça: novos conteúdos, dicas dos mais variados tipos e ainda umas 4 ou 5 receitas que tenciono partilhar com todos os que me lêem.

Não estive, por isso, parada a pensar no Ano Velho (o que para mim é uma grande conquista. Costumo ser demasiado saudosista). Estive antes a pensar no ano que aí vem, no que quero fazer e em como me quero tornar melhor (a imensos níveis).

Sinto que já estabeleci um compromisso com cada um que me leu e sinto-me bem por isso. Vai-te embora Ano Velho, que o Novo está mesmo a chegar.

“Amanhã faço dieta”

ADORO COMER, ADORO. Comer dá-me imenso prazer, faz-me feliz. Porém, esta felicidade tem-se revelado uma felicidade envenenada, qual maçã da Branca de Neve. Mas nem sempre fui assim.

Lembro-me de ser miúda e de ser para mim um verdadeiro sacrifício comer. Lembro-me de erradamente despejar o leite do pequeno-almoço lava-loiça abaixo, sempre que a minha mãe virava costas. Lembro-me de ter um pedaço de pão na mão, quase a apodrecer, tal era o tempo que levava a comê-lo. E vomitava, involuntariamente, vomitava imenso. Hoje sei que tenho uma hérnia no estômago e que sempre que “asneiro” ou que como certos alimentos, me sinto indisposta. Eu tinha (e ainda tenho) uma má relação com a comida.

Quando entrei na puberdade, as loucas das minhas hormonas mudaram radicalmente. Passei a sentir os sabores e aromas de maneira diferente. Comecei a apreciá-los e a dar-lhes mais valor. E como se a puberdade não fosse por si só complicada, comecei a mudar o corpo e a engordar.

Devia ter cerca de 16 anos quando pela primeira vez disse para mim mesma que tinha de fazer dieta. Fazer dieta? Ah, claro, deixar de comer, pensei eu. E de repente, o meu almoço passava a ser sopa e fruta e o peso baixava como por magia… Passava um mês, eu fartava-me de me privar de tudo o que gostava, voltava a comer desmedidamente e, está-se mesmo a ver, voltava a engordar. Sem eu dar por isso, a minha vida alimentar passou a sustentar-se de promessas: é nesta segunda que recomeço… Vá, no dia 1 do próximo mês! Se calhar deixo passar o Natal e o fim de ano e recomeço a sério a 2 de Janeiro. Promessas, promessas, promessas! Promessas que duram há cerca de 10 anos. Promessas que cumpro durante 1 semana, às vezes 2 dias. Ou por 3 horas?!

Ao longo deste tempo já fiz várias dietas, umas mais restritas que outras e em todas elas perdi (bastante) peso. Em todas elas voltei a ganhá-lo. Nalgumas, ganhei mais do que perdi?!

Hoje percebo que perder peso não é difícil. Isso é o mais fácil. Basta restringir uma série de alimentos, ou até reduzir a quantidade que ingerimos dos mesmos e está feito. Difícil é manter o peso que atingimos e desejamos ter. Difícil é manter o equilíbrio. Difícil é ser coerente, consistente. No peso, no amor, no trabalho, NA VIDA.

É difícil, bolas. É mesmo difícil.

Começo 2014 com o objetivo de encontrar o que muitos, como eu, procuram: equilíbrio. Uma solução a longo prazo. Vou concentrar-me nisso. Vou mesmo. Estou farta de promessas e de falhar comigo e com a minha saúde. Prometo!?

*Deixo-vos uma música do Herman José sobre promessas.