Categoria: Diário

Parabéns, é uma menina! Como se chama? Perna Fina!

Hoje a Perna Fina está de parabéns porque faz 9 meses. Comparo estes 9 meses a uma gravidez (mesmo que nunca tenho estado grávida). Estes foram os meses da descoberta da Perna Fina: as primeiras refeições equilibradas, as primeiras corridas, os primeiros quilos perdidos.

Como se a Perna Fina tivesse crescido em mim, dentro de mim, e agora estivesse pronta para nascer, para se apresentar ao mundo. Agora que já come saudavelmente, já se exercita, já tem novos hábitos de vida.

Obrigada a todos os queridos Pernas Finas fiéis, e também aos menos fiéis, por continuarem a estar presentes. Obrigada! Que venham mais 9 meses, muitos, muitos seguidos, e que eu continue a ter inspiração para escrever cada vez mais e melhor.

O melhor sentimento

O melhor sentimento deste processo de perder peso é sem dúvida ver as mudanças no meu corpo. Sentir as pernas mais tonificadas, a cintura mais estreita, os abdominais mais definidos, os braços mais esguios, as maçãs do rosto mais salientes. Poder tocar-me e gostar do que sinto ao toque. É maravilhoso.

Depois, estas mudanças físicas dão-me a possibilidade de vestir tudo o que me apetece: saias, vestidos, leggins justas. Tudo o que eu quiser. Não que antes não pudesse, nunca ninguém me impediu de fazê-lo. Eu é que não me sentia bem e tive sempre muita noção do ridículo (acho eu).

Hoje aconteceu-me algo inédito: estava a experimentar roupa numa loja e pela primeira vez na minha vida as luzes do provador não foram más comigo (têm sido terríveis). Hoje vi um corpo mais bonito, verdadeiro, não perfeito, mas trabalhado. Um corpo que só há muito pouco tempo começou a ser amado por quem mais importa – porque vive nele – eu. O que estou a fazer por mim e pelo meu corpo não tem preço.

Poema a São Pedro

Então, São Pedro,
Como é a nossa vida?
No calendário já começou o verão,
Mas eu não dei por nada, ainda.

Estás doido, ou quê?
Perdeste o juízo?
Eu a querer ir para a praia
E tu a atirar granizo!

Manda lá vir o sol,
O bom tempo, o calor.
Estás a deprimir-me à séria.
Vá lá, faz-me esse (pequeno) favor.

As seguranças dos 27 (quase 30)

Se aos 17 anos me dissessem que ia correr 4 km num paredão, com uns calções curtos e uma t-shirt de alças, eu diria: ESTÁ TUDO LOUCO? A verdade, é que estou cada vez mais perto dos 30 anos e sinto-me milhões de vezes melhor do que me sentia aos 20. Há quem diga que a idade nos trás segurança(s) e eu começo a sentir essa(s) mudança(s) em mim. Estou cada vez menos complexada (apesar de continuar a ter bastante noção do ridículo) e cada vez mais orgulhosa do meu corpo e da minha imagem.

Comunicado de ÚLTIMA HORA

Queridos Pernas Finas,

É com muito gosto que vos comunico que hoje de manhã experimentei as minhas calças de ganga preta, as minhas calças favoritas do mundo inteiro, e consegui abotoá-las. Iuuupi!

Ainda não saí com elas à rua porque me senti com a cintura demasiado apertada, mas o botão cumpriu a sua função. “Esta tipa é doida. Alguém servir numas calças é uma notícia de última hora relevante?”, dirão vocês.

Estas calças não me serviam há 3 anos! Há lá notícia melhor que esta?! Por isso, se virem umas pernas jeitosas numas calças de ganga preta, provavelmente serão as minhas.

Há dias e dias

Há dias que começam com um presente dado com o coração.
Há dias em que somos levados a chorar de tristeza, compulsivamente.
Há dias em que descobrimos que perdemos (mais) 2 quilos.
Há dias e dias. Nenhum completamente bom. Nenhum completamente mau.

É tudo uma questão de perspectiva!

Ao longo destes anos estive de dieta vários dias da minha vida. Esses dias eram um suplício. Eu vivia a pensar, frustrada, no que não podia comer e tinha muitos apetites. Apeteciam-me bolos, folhados, gelados, chocolate, batatas fritas… E olhava para o peixe cozido com bróculos e tinha vontade de chorar. Como é que eu não percebi antes que nenhum ser humano que goste de comer aguenta uma restrição alimentar excessiva? Como? Nunca daria certo.

Hoje passo os dias a pensar no que posso comer e entusiasmo-me com os sabores, com as texturas. Se o meu pensamento vai parar a um donut de leite condensado, lembro-me que está a chegar a hora de comer o meu pão do lanche da tarde, recheado com queijo de alho e ervas, fiambre de frango e rúcula e sinto-me feliz! Penso que ao jantar vou comer um maravilhoso salmão, bem temperado, acompanhado por puré de couve-flor e a vida melhora num instante.

Tornar a comida entusiasmante num processo de perda de peso pode ser um desafio… Nada que algumas pesquisas não resolvam. Pesquisas e gosto por cozinhar, que eu tenho para dar e vender.

Perguntem-me se estou a fazer dieta?! Perguntem!!! Não, eu não estou a fazer dieta. Eu estou a comer bem, tudo o que o meu corpo precisa. Ah, estou também a perder peso. Sem comprimidos mágicos. Sem pressões.

Estou mesmo feliz! (Espero que as invejosas que pairam minha vida não leiam este post!)

É dia de VOTAR!

votofeminino2Hoje temos todos essa OBRIGAÇÃO!

No entanto, devemos todAs relembrar-nos que nem sempre nos foi concedido esse DIREITO!

Eu já lá fui e garanto: não doeu nada.

Oh Vaquinha, queres ir correr comigo?

Uma das principais responsáveis por ter desenvolvido um pequeno ódio por todo e qualquer desporto foi a minha professora de educação física do 11.º ano. Verdade seja dita, eu nunca fui brilhante nessa disciplina e tenho plena noção de que os professores me davam 3 ou 10 apenas porque tinham pena de mim. Mas a professora de educação física do 11.º ano, fez nascer em mim um ódio tão grande por praticar desporto, que sempre que penso nela corro um pouco mais rápido.

Voltemos um bocadinho atrás. Quando fiz 16 anos os meus pais decidiram trocar de casa e essa mudança implicou trocar de escola. Lembro-me bem que a escola para onde fui me tinha sido recomendada por ser “das melhores da zona” e, num belo dia, eu e a minha rica mãe, pusemos pernas a caminho e fomos tratar da matrícula. A escola ficava onde Judas perdeu as botas, mas lá a encontrámos. Depois de esperarmos nas filas habituais, fomos chamadas. Uma professora, que nunca tinha visto na vida, começou a preencher os papéis e às tantas disse:

“- …e educação física!”
“- Essa disciplina bem podia não estar aí…! – respondi eu.
“- Ai sim? Porquê, não gostas de educação física?”
“- Detesto… Não tenho jeito nenhum!”
“- Que engraçado…! Eu sou professora de educação física e muito provavelmente serei tua professora!”

E foi, aquela desgraçada! E tomou-me de ponta o ano inteiro. E humilhou-me e gozou comigo! E eu aguentei, mas zangada, cheia de raiva dela! A desgraçada era tratada pelos alunos como Vaquinha. Imaginem só o calibre do bicho. A maldita foi minha professora apenas um ano, mas para mal dos meus pecados vive perto dos meus pais e, por isso, hoje tive o prazer de a rever. Se os meus olhos disparassem… (Felizmente ando a trabalhar a minha calma!) Mas em vez de a matar, eu gostava mesmo era de lhe dizer:

Oh Vaquinha, queres ir correr comigo? Olha que vais ficar surpreendida.