Categoria: Diário

Assuntos verdadeiramente interessantes #3


Pois que Lady Gaga se apresentou no Super Bowl com um pneuzinho. Pois que lhe caiu tudo em cima. Tudo não, que houve quem achasse que ela só fez foi bem em assumir o corpo que tem. Assumir o corpo que tem? Comecemos pelo princípio.

Lady Gaga, artista que já vi ao vivo e que canta como poucas, fez um bruto de um espetáculo no intervalo do jogo de futebol americano mais importante do ano. Todos os anos é convidado um artista e são sempre ali 12 ou 13 minutos de puro entretenimento. Este ano foi Gaga.

Pode haver quem não goste do género: a Gaga é muito teatral, eu não desgosto, mas não foi sobre a atuação em si que mais se falou. Falou-se, sim, da barriga da rapariga, por não estar tão firme como se espera, sendo ela uma estrela planetária, com a impossibilidade de ter um pêlo fora do sítio.

Ok, tratou-se de um espetáculo transmitido pelo mundo inteiro. Gaga podia ter usado uma cueca mais subidinha e evitado as centenas, senão milhares, de comentários a arrasá-la por causa da sua pequeníssima bóia. Podia, mas não usou e, sinceramente, acho que se deviam todos ir encher de moscas.

A própria Lady Gaga já falou várias vezes das suas oscilações de peso e em como é comilona, sobretudo no que toca a comida italiana, da sua ascendência. Por isso, duvido que não soubesse que aquele pneuzinho estava ali. Sim, alguém a podia ter aconselhado, mas pronto.

Ela foi assim e deu um show do caraças. Com mais ou menos abs definidos, porque, no fim de contas, a barriga dela é o que menos interessa. Não vou estar p’raqui a dizer que ela fez lindamente em assumir o seu corpo. O que é que há para assumir ali, naquele corpo? Naquele ou noutro qualquer.

Assumir e aceitar são coisas completamente diferentes. O assumir de alguma coisa pressupõe a aceitação de outros e, na minha cabeça, a Gaga deve estar muito pouco importada com o que acham ou deixam de achar da sua belly. Ela é diferente e decidiu apresentar-se assim. Por mim está tudo bem. Para o resto do mundo também devia estar.

Mas ninguém lhe deu uma chapadona?

Esta miúda diz que durante três anos não comeu mais nada a não ser frango frito do KFC. Diz que desenvolveu um distúrbio que não a deixava comer mais nada, só os fritos daquela conhecida cadeia de fast food. Como é que se curou? Com uma sessão de hipnose. Teve muita ajuda do namorado, que queria ir viajar pelo mundo com a sua miúda, mas sentia que não podia, porque nem em todo o lado havia KFC. Daí a necessidade da cura. Senão, olha, que comesse frango frito até ir desta para melhor ou até ganhar penas. Isto parece-me tudo uma enorme fraude de notícia, mas, a ser verdade, só tenho uma questão: não houve nenhuma alminha que lhe desse uma chapadona, que a trouxesse à realidade? Oh filha, acabou-se o frango frito. Come um peixinho grelhado, que só te faz é bem. Está tudo louco.

Que maquilhagem uso?

Por causa desta fotografia, recebi inúmeras mensagens a perguntar que maquilhagem uso. Posso dizer que fazer isto à minha cara não me leva mais do que 5 minutos todas as manhãs. Tenho a certeza porque demoro uma música e alguns segundos de outra a terminar tudo. Talvez um dia destes faça um vídeo a exemplificar do que falo, mas hoje deixo apenas a lista de procedimentos, que já pode ajudar de alguma forma. Ora atentem:
1.º A cara tem de estar limpa, tonificada e hidratada;
2.º Aplico a base em toda a cara com um pincel adequado, puxando levemente o produto para a zona do pescoço e peito;
3.º Passo um pó de tom bronze nas bochechas, na testa e na zona lateral do maxilar inferior, para não me deprimir com o facto de estar branca que nem uma galinha;
4.º Ponho o blush, em tons rosa, apenas nas maçãs do rosto. Dá um ar de quem acabou de correr uns quilómetros, mas em bom;
5.º Passo o corretor/iluminador na zona das olheiras, por baixo das sobrancelhas, no centro da testa e no meio do queixo. No fundo, estou a criar pontos de luz na cara. O que o youtube me ensina, valha-me Deus!;
6.º Termino com uma máscara que amplia o comprimento das pestanas e com um hidratante de lábios, normalmente sem cor. Neste fotografia usei um tom de pêssego;
7.º Se quiser que a maquilhagem dure o dia todo, aplico um spray que fixa a pintura, que funciona mesmo. É ver-me no Crossfit ainda com o blush da manhã.

Esclarecidas ou mais confusas ainda, ãh? Se forem a qualquer loja de maquilhagem conseguem encontrar estes produtos a bons preços. Peçam dicas às assistentes da loja e, não menos importante, vejam tutoriais de maquilhagem no youtube. Há muito, muito a aprender! Eu adoro maquilhagem desde sempre, por isso dedico algum tempo a estudar o tema. Ajuda imenso, acreditem. Querem ver-me feliz? Ofereçam-me maquilhagem ou levem-me a sítios onde possa comprar maquilhagem ou deixem-me gastar todo o meu dinheiro em maquilhagem. Ai, fazia disto vida.

#relaxa

O dia tinha tudo para ser um dia péssimo:
– ir pôr o carro à oficina;
– conduzir para trás e para a frente;
– ter todo o trabalho habitual para fazer;
– mandar e responder a e-mails;
– ir buscar o carro à oficina;
– arranjar forças para treinar;
– entre outros.

Tudo nisto numa semana incrível de mau humor e péssimo feitio, porque nós, mulheres, temos semanas assim. If you know what I mean!

O dia tinha tudo para ser um dia péssimo. Tudo. Mas foi ótimo. Foi para lá de bom, mesmo. Fiz tudo o que tinha para fazer e até um pouco mais.

A calma com que fiz as coisas é que foi para mim surpreendente, mesmo que nalguns minutos tenha roçado a crise de nervos.

O dia tinha tudo para ser um dia péssimo. Mas eu saí de casa a dizer: relaxa, tudo se faz. E fez mesmo. E mais houvesse para fazer. Foi um dia do caraças.

Ryan, Ryan!

Ryan, meu amor, desde ontem que não páro de pensar em ti. Quem me mandou ir ver o teu novo filme, quem foi? La La Land, que filme do caraças, deixa-me que te diga. E tu vais, que é uma categoria. Mesmo, mesmo. Eu sou doida por ti desde que te vi a fazer de Noah, no Diário da Nossa Paixão. Aquele teu ar de abandonando, de barba e cabelo enormes, ai Jesus, deram cabo de mim. Ontem estavas um pouco diferente. Estavas assim mais crescido, sei lá, apesar do tal ar ser parecido. Eu e esta minha mania de gostar dos desgraçadinhos, que precisam de ser salvos por uma miúda mesmo à seria, como eu!? Eu e esta minha mania…! Voltando a ti: que papelão incrível o teu, cantas, danças, tocas, arrebatas o meu coração e fazes-me acreditar, ou reforçar a ideia, de que a vida é o que é e está exatamente onde tem de estar. Ryan, meu querido, não sei se conheces Lisboa, mas deixa-me que te diga que é uma cidade encantadora. Está nos topos das listas de cidades a visitar em todo o mundo. Há o rio, há os pastéis de Belém e existo eu, pronta para curar todas as mágoas e negas que tens acumulado, em todos os filmes de (des)amor que tens feito. Vem, Ryan, vais ver que não te arrependes. Para já, eu vou ouvir em modo repeat a banda sonora apaixonante deste incrível filme que é o La La Land. E pensar em ti com carinho, ao piano, como alguém que realiza sonhos, deixando outros pelo caminho. Porque é assim com toda a gente, não é Ryan? É. Um enorme beijinho, desta tua La La Fã, Joana.

Odeio ir ao médico!

Eu odeio ir ao médico. Odeio. Só vou mesmo na última. Porém, há médicos que tenho de visitar de vez em quando. Os otorrinos tornaram-se meus amigos há uns anos, quando perdi a voz. Drama do caraças, nódulos e derrames nas cordas vocais, o que dá imenso jeito a quem usa a voz para trabalhar. Tenho de me calar? Como assim? Tenho de me calar? Aquele diagnóstico deu cabo de mim. Fui à terapia da fala, como me mandaram, mas a terapeuta dava-me frases com erros ortográficos para ler em diferentes tons e eu vim-me embora. Isto foi há uns 5 anos. Este setembro, assim que começaram as aulas, comecei a ficar muito rouca. Perdi a voz várias vezes. Estes meus novos alunos só me conhecem como sendo uma espécie de Olavo Bilac da educação, enfim. Estou, portanto, a adiar a ida a um otorrino há meses. Uma querida mãe de um ex-querido aluno, preocupada comigo, encontrou-me um médico perto do trabalho e até me enviou o número de telefone, foi só marcar. Hoje lá fui. Fui, mas mais valia não ter ido. Assim que olhou para mim disse que tinha o nariz torto. “Também é um gosto conhecê-lo, doutor”, pensei eu. Depois abri a boca e pimba: uma laringite crónica. Crónica, tipo, para sempre? Acabei de tomar duas embalagens de antibiótico, mas vou ter de tomar mais. Pronto, isso e fazer uma tomografia axial computorizada, vulga TAC, para ver o interior do meu nariz torto. Deus me livre! E comida? Esquecer tudo o que é café, chocolate, mentol, tomate, citrinos… Deve ser!? E não comer à noite, e elevar a cabeceira da cama, olha que jeitão que isso dá. É por isto tudo que odeio ir aos médicos, porque sempre que lá vou me arranjam uma maleita qualquer ou descobrem qualquer coisa torta ou fora do lugar. Isto depois dos 25 foi sempre a piorar, foi o que foi. Mas bom, deixei-me lá ir elevar a porcaria da cabeceira da cama. Dormir nas alturas deve ser mesmo o melhor disto tudo. Ou não! Bah!

Sentimento

Miúdo de 10 anos – A Joana está triste?
Eu – Não, estou só a pensar.
Miúdo de 10 anos – Em quem?
Eu – Em ninguém. Acho que estou cansada e ainda me custa um bocado a respirar.
Miúdo de 10 anos – Hum… Não me parece. Só quero que a Joana saiba que se tem algum sentimento no peito pode falar comigo.
Eu – Ah, obrigada! Mas não, não é nada de especial.
Miúdo de 10 anos – Eu acho que é. Cá para mim tem esse coração aos pulos.

Está tudo bem.

Quando é que eu fico verdadeiramente preocupada comigo? Quando perco o apetite. Quando não me apetecem cenas, é mesmo sério. Nos últimos dias não me apeteceu nada. A doença bateu forte cá dentro e vontade de comer nem vê-la. As drogas que o médico me deu já estão a fazer efeito e a prova disso é que hoje passei o dia a pensar em brigadeiros. Comi um gelado. Não é parecido, mas matou-me o desejo de um doce. O que está aqui em causa é que voltei à Joana de sempre. Ou melhor, voltei à Joana de há uns anos para cá. Porque a de sempre enfim, teria comido este mundo e o outro. Está tudo bem, então. Ufa, desta já me safei.

Ai, que vou desta para melhor!

Ando constipada há quinze dias. Normalmente, este tipo de coisa costuma passar-me com uns Brufens e afins, mas, desta vez, não passou com nada. Pois que, farta de estar entupida, com dores de cabeça e com um nariz em chaga, que mais parecia um rabo de bebé assado, decidi ir ao médico. O médico, quando percebeu que andava assim há meio mês, passou-me um sermão histórico e avisou-me: minha menina, mais dois ou três dias sem tratar disto e era vê-la deitadinha num qualquer quarto deste hospital a levar medicamento diretamente na veia. E eu pensei: ai, caraças, que vou desta para melhor! Mas não. Trouxe uma carradona de medicamentos para casa, com a esperança de ficar bem nos próximos dias. Fui a tempo, portanto. Até porque, não me dava jeito nenhum ficar internada, muito menos ficar perto de falecer. Ainda tenho muito like para conquistar, muito texto para escrever, muito sítio para conhecer, muita pessoa para (des)amar… Pois, não me dava mesmo jeito nenhum. Moral da história: eu odeio ir ao médico, mas talvez não deva ser tão irresponsável. Isso ou vou ter de assumir que bater a bota é uma hipótese. E não é. Não para já.

Manteiga de amendoim e flatulência

Há assuntos estruturantes que devem sem falados com maior regularidade. A flatulência é uma deles. Confesso que às vezes me custa a acreditar que a Nicole Kidman tem gases e dá puns. Ou a Kate Middleton. Ou a Angelina Jolie. Mas bom, são pessoas humanas, como diria o outro, portanto não estão imunes a esta mal fadada falha corporal. Isto para dizer que toda a gente dá puns. É universal e, por isso, é urgente que se fale disto. Pronto: eu tenho muitos gases e uma grande necessidade de os expelir. Ultimamente tenho reparado que a manteiga de amendoim, que eu tanto adoro, me aumenta esta necessidade. Pois que me tenho sentido incomodada com isto. Até porque estou sempre rodeada de gente [pequena] e com uma enorme impossibilidade de resolver o problema como a maioria dos mortais. E a indecisão é esta: continuar a comer a manteiga de amendoim, esse meu grande amor, e andar os dias a conter-me ou viver sem esta aflição na minha vida. Esta dualidade tem sido muito difícil de resolver. A pergunta impõe-se: alguém sofre do mesmo mal? Mais: agora os amendoins são inimigos? O que é que eu faço à minha vida perante este cenário cheio de gás?