Categoria: Diário

Consegues sempre um pouco mais!

Seja no que for, consegues sempre um pouco mais, se te esforçares para isso. Estou, claro está, a falar de tudo o que depende exclusivamente da tua vontade, do teu empenho, da tua coragem. Esta coisa de acreditar que consegues sempre um pouco mais, é fundamental para combater a acomodação: de corpo e de espírito. Uso esta máxima nos treinos. Dá sempre para fazeres mais flexão, mais um agachamento, mais uma elevação. Dá sempre! Aplica-se também à alimentação de todos os dias. Dá sempre para compensares ao almoço a porcaria que comeste no jantar de ontem. E por aí fora. O mais importante é mesmo não ficares confortável, por muito aliciante que isso seja. Por isso, é fundamental começares por algum lado. Se já estás lançado, é continuar a querer. E querer mais! Se queres começar, é fazer isso mesmo. Começar. Tentar. Fazer todos os dias um pouco mais. Na mesma é que não. Pior muito menos. Consegues tudo o que quiseres muito. A questão é sempre esta: queres? Mesmo?

Mulheres com Mamas, se faz favor!

Eu não gosto de extremismos em nada. Não adoro o cinzento, prefiro o preto ou o branco, mas há posições com as quais não me identifico em absoluto. Por isso, não ergo a bandeira do feminismo. Porque há coisas que me parecem exageradas. Ou algumas vozes, talvez seja mais isso. Algumas vozes.

Mas se há coisa que eu odeio, é haver mulheres que atiram abaixo outras mulheres. Que acham que as outras são todas umas cabras, umas invejosas, umas ressabiadas. Algumas são, nem todas, e este discurso a favor dos homens, vindo de mulheres transtorna-me. Vindo dos homens também, como é óbvio. Não suporto machistas.

Serve esta conversa toda para quê? Para chegar a uma expressão que eu odeio de morte: uma mulher com tomates ou aquela mulher tem uns grandes tomates ou que mulher de tomates. Esta merda desassossega-me a alma. Dá cabo de mim. Causa-me uma coceira sem precedentes.

Como se uma caraterística puramente masculina engrandecesse alguém. Como se fosse o surgimento de tomates, a razão para uma mulher enfrentar o que quer que seja. Como se as mulheres pudessem ser, ou deixar de ser, o que quisessem, por terem, ou não, aqueles dois saquinhos ali pendurados.

E eu não sei se mais alguém se encanita com isto, talvez seja só uma parvoíce minha, mas eu acho que não. Acho que está na altura, de uma vez por todas, de usarmos, também, carateríticas femininas como forma de engrandecimento. Assim de repente, surgem-me mamas. Sim, mamas! Essa peculiaridade tão feminina, tão apreciada por toda a gente.

Sim, porque toda a gente gosta de mamas: seja porque as deseja ter ou ver de perto, homens e mulheres. Mamas são mamas, minha gente. Não há quem não as aprecie. Ora, desta feita, por que não passarmos a dizer: uma mulher com mamas ou aquela mulher tem umas grandes mamas ou que mulher de mamas?

Não no sentido bardajão da coisa. Antes com o intuito de engrandecer aquela mulher por ser mulher, dentro daquilo que é expectável ter no seu corpo (que não é certamente um par de tomates). Porque acho que o machismo continua a existir em pequenas coisas, como nesta expressão tonta.

Porque já não faz sentido haver estas diferenças entre homens e mulheres. Faz cada vez menos sentido. Um homem com tomates e uma mulher com mamas, ambos capazes de feitos heróicos. Ambos capazes de serem aquilo que quiserem, independentemente do género ou das miudezas que trazem penduradas no corpo.

Molho de vinagre balsâmico e mel

Este é o meu molho preferido para saladas. Tem o toque ácido do vinagre e o gosto doce do mel. Fica um molho espesso e delicioso! Vai lindamente com saladas, frias ou quentes, de atum, frango, figos e nozes… Basta usar a imaginação.

Ingredientes (para uma saladeira):
– 4 a 5 colheres de sopa de azeite;
– 2 a 3 colheres de sopa de vinagre balsâmico;
– 1 colher de chá de mel;
– sal e pimenta a gosto;
– óregãos (opcional).

Modo de Preparação:
1.º Misturar todos os ingredientes num copo com tampa e agitar bem;
2.º Deitar sobre a salada na hora de servir.

Jogo mental

Descobri, há relativamente pouco tempo, que já não treino para me manter magra. Quer dizer, treino porque me faz bem ao corpo, isso é uma verdade absoluta, mas já passei essa fase.

Hoje treino, sobretudo, para me manter sã de cabeça, para me manter equilibrada, dentro dum género muito meu, para me manter calma.

E isto pode parecer roçar a demagogia, mas não. Isto é mais real do que muitas coisas físicas que já me aconteceram na vida, é qualquer coisa que me ultrapassa.

Este jogo mental que mantenho comigo, todos os dias, dá-me um poder inexplicável. Eu sinto-me forte, rápida, segura, pronta para enfrentar (quase) tudo.

Hoje, noite escura e com um frio de morte, estive a lutar à séria num jardim. Passou uma senhora que disse nunca ter visto uma mulher a lutar assim.

Que assim ninguém se chegava a mim. Que não era nada graciosa. Foi o meu treinador que respondeu: sabe defender-se, já viu? É, eu sei defender-me.

Mas é mais do que isso: é um corpo firme, é uma alma tranquila, é um coração calmo e um peito cheio de orgulho. É uma cabeça arrumada. É um saber ser sem preço.

Carta aberta aos meus professores de Educação Física

Queridos professores de Educação Física,

Meus fofinhos do coração! Ou devia antes escrever: meus desencorajadores de potenciais/bestiais atletas, ãh? Porque foi isso que foram, toda a minha escolaridade. Gente que não me fez ver todo o meu potencial atlético, todo o meu porte de pessoa que treina, que sua, que gosta de sofrer em posições que machucam um pouco.

Eu sei, eu sei, que não dava para ver grande coisa em mim, porque toda eu era chicha. Eu sei disso perfeitamente e é por aí que vos desculpo um bocadinho. Olhavam para mim e viam apenas uma miúda gorda, preguiçosa, com pouco jeito para a coisa, alguém que tinha o período 37 vezes por mês. Não era a vossa aluna de sonho, compreendo perfeitamente!

Mas, a bem da verdade, qual de vós se esforçou em perceber por que não me mexia mais? Qual? Nenhum, meus grandessíssimos filhos da mãe. Limitavam-se a pôr-me um 2 na pauta e, a muito custo, no final do ano, lá me davam um 3. Visto que eu até era boa aluna… Podiam ter feito a diferença, mas não fizeram.

Foi preciso eu chegar quase aos 30 para descobrir pessoas e treinos que me fizeram perceber que, afinal, eu até gosto de me mexer, que até posso ter algum jeito nisso, que até posso ser toda fitzinha. Agora, se estão à espera de ganhar alguns louros nisto, tirem o cavalinho da chuva. Eu devia era processar-vos por desleixo pedagógico. Olhem que sei do que falo!

E as ofensas que uma de vós me fez? Quantas bolas estão em campo?, perguntava a rir-se. É, alguns conseguem ser muito cruéis. É, alguns nem de tijolos deviam ser professores. É, alguns deviam falecer aos bocadinhos e arder no inferno. Se os meus desejos se cumprirem, um ou dois de vós vão sucumbir. #beijinhonoombro

Eu agora treino todos os dias. Puxo ferro, corro, faço ginástica, dou socos e pontapés. Eu agora sei que o exercício físico pode fazer parte da minha vida sem ser um sacrifício. Eu agora, que treino até nos dias do período, sinto-me uma badass do caraças e gosto. Gosto, sobretudo, de perceber que o problema não era meu. Ou não era só meu, também era vosso.

Expludam longe, seus cocós!

Um agachamento jeitoso,
Joana.

Mudança

Eu tenho um sentimento pouco claro no que à mudança diz respeito. O que é um pouco tonto, dada a revolução que fiz na minha vida, mas refiro-me a mudanças mais internas, quase de caráter. Por muito que gostássemos, por diversas razões, que alguém mudasse, ansiar isso é só uma perda de tempo. Para não dizer estúpido.

E perdoem-me se perdi a fé num sem número de pessoas, mas a minha vida ainda não me permitiu o contrário. Uma pessoa desligada, será sempre uma pessoa desligada. Um traidor, será sempre um traidor. Um forreta, será sempre um forreta. Um mau intencionado, terá sempre intenções duvidosas. Sempre. Mesmo que desejemos com todas as forças que assim não seja.

Mas é. E, também, que direito temos nós de exigir o contrário? Cada um é como é, verdade? Agora, a escolha de permitir que essas pessoas continuem nas nossas vidas é exclusivamente nossa. Se é fácil mandá-las embora? É uma merda. Às vezes temos de ser nós a sair de cena, não há outra solução.

Outras vezes permanecemos lá, mesmo que nos sintamos a corromper a alma, numa dor quase física. Porque estamos habituados àquilo. Porque não sabemos se o que está do outro lado é menos mau. Porque temos medo. Porque estamos acomodados. Porque (achamos que) gostamos um bocadinho. Porque. Porque. Porque.

Eu, que mudei muito, sou pouco crente na mudança… Talvez esteja apenas a ser incapaz de explicar isto melhor por palavras. A essência de cada um é inalterável, diria eu, é estrutural. Não está errada, nem tem de mudar. Até porque isso não vai acontecer. Nunca. Ainda que, por vezes, seja essa essência, ou a falta dela, que nos faz querer partir (ou ficar).

OLX

Eu adoro pechinchas. Adoro! E também gosto muito de poder ter a liberdade de vender e comprar coisas sem ter de me preocupar muito. A nova app da OLX permite-me isso: uma pesquisa filtrada, que me ajuda a encontrar rapidamente o que preciso, com valores muito competitivos. A categoria de desporto é a que mais utilizo, porque é a que mais me interessa no meu dia a dia.

Andava à procura de umas luvas novas para o Muay Thai e só encontrava modelos caríssimos. Foi no OLX que encontrei as minhas novas amigas da pancada a um valor impossível de encontrar em loja. O OLX conta com mais de 80 000 artigos, de diferentes áreas do desporto. Lá encontram tudo o que podem imaginar. Até mais.

Encontram, também, a oportunidade de se livrarem de coisas que já não precisam e que merecem uma nova oportunidade. Foi assim que vendi a minha bicicleta impecável, arrumada na garagem dos meus pais há séculos. Com tanto Crossfit e luta, não tenho tempo para pedalar. Lá foi ela, toda contente, para o irmão mais velho de uma família amorosa!

O maior problema tem sido saber parar. Fazer compras e vendas à distância dum clique tem-me ocupado mais tempo do que gostaria. Mas bom, deixem-me lá usufruir das maravilhas do novo mundo, sim?

Texto escrito em parceria com o OLX

Pernas Finas Pelo Mundo #2

A Jennifer Hudson canta muito. Lembro-me da primeira vez que a vi, no American Idol, a cantar de forma inexplicável uma música de Aretha Franklin. Aquilo foi qualquer coisa. No programa apresentava uma figura dita normal, mas cedo se começou a falar dos seus problemas com o peso. Sobretudo, depois de ter sido mãe. Jennifer assumiu que Hollywood adorava a sua voz, mas que, por estar gorda, não tinha acesso a tanto destaque como na verdade merecia.

Nos Estados Unidos existem grupos de pessoas que se reúnem com o objetivo de perder peso em conjunto. Partilham receitas e dicas de exercício. Algumas figuras públicas dão a cara por estes grupos, uma vez que é mais do que sabido que os americanos enfrentam o excesso de peso como ninguém. Jennifer entrou para um destes grupos e não perdeu a oportunidade de relatar o seu processo desde então.

Perdeu muito, muito peso, mas recusa-se a dizer quanto. Eu percebo-a. Às tantas um número é só um número. Sempre que digo a alguém que perdi muito peso, a pergunta que chega 2 segundos depois é: quanto? Faz parte. Somos bichos de números, mas acho que a Jenniferzinha faz bem em manter este mistério por cima da sua cabeça. É pena que só depois de se ter tornado uma brasa, tenham reparado verdadeiramente na sua voz, que é estrondo. Vai, Jenny!

Coisas que me tiram do sério #11

Desgraçadinhos. Seres que estão sempre mal, que sofrem mais do que os outros, que trabalham mais e têm mais chatices na vida. Eu não posso com desgraçadinhos. Porque estão sempre infelizes, a curtir a fossa. E se lhes dizemos: hoje estou mesmo cansada. A resposta é logo: então e eu? Porra, eu lá quero comparar cansaços? Cada um tem o seu. Os desgraçadinhos são pessoas que acham que gerem lindamente o seu tempo, mas, na realidade, desperdiçam-no. Depois andam sempre a lamentar o que não fizeram, o que não viram, com quem não estiveram. Privam-se de vivências por uma ou outra razão, que podia ser resolvida facilmente. Nunca podem. Nunca estão. Têm muito para fazer. Sempre. A vida passa-lhes ao lado, cheios de desculpas. Sobra-lhes o autoengano.

Deus me perdoe se nisto peco #3

Deus me perdoe se nisto peco, mas eu não bebo leite. Em miúda, esta questão do leite era um verdadeiro sarilho: quem é que não bebia leite? Ainda me lembro do sabor, das natas que se criavam em cima, quando estava quente. Um nojo! Para mim, sempre foi um blheck gigante, mas a minha mãe borrifava-se no que eu dizia e obrigava-me a beber leite. Anos a fio.

Cresci com campanhas a apoiar o consumo de leite, que fazia bem aos ossos e quê, mas nada me convencia de que aquilo fazia bem a alguma coisa. Mais, eu morria de azia. Houve até uma altura em que perdi a voz, porque o refluxo gástrico era tanto que me estava a queimar as cordas vocais, literalmente. O leite era a principal causa. Eu nunca supus que isto fosse sério ao ponto de inúmeros problemas na minha vida se relacionarem com este alimento.

Até chegar aos 28 anos e constatar que tenho intolerância à lactose. Não fiz nenhum teste de alergia, mas testei-me à seria. Fiquei um mês sem tocar em lacticínios e depois comi um iogurte, só para ter a certeza. Achei que ia morrer, a desfazer-me em diarreia. Foi tudo o que precisei para cortar com esta história, que me atormentava há séculos. O acne também passou. Eu que me enchia de hormonas há mais de uma década para não ter borbulhas…

A bem da verdade, quase não consumo lacticínios. Não sou extremista, de vez em quando como gelados e queijo, que eu adoro. Iogurtes, só sem lactose ou vegetais. Leite? Leite nunca mais. Até porque tenho lido muito acerca desta temática, sobre o que é efetivamente o leite e a minha aversão à cena não pára de crescer. Gosto daquela ideia: a vaca é tua mãe? Então não bebas o leite dela!

Somos o único mamífero que bebe leite em idade adulta, doutro animal. Blheck. Blheck. Blheck. Ao longo deste processo, tenho provado muitas bebidas vegetais. As minhas favoritas são as de arroz e côco. Nem todas as marcas me satisfazem, mas encontrei uma ou duas que gosto muito. Percebo que esta ideia de não beber leite choque alguns puritanos da alimentação, mas eu sinto na pele os efeitos de não o beber. Teorias à parte, é tudo o que me interessa é retirar benefícios dos alimentos. Não o contrário.