Hoje foi o dia perfeito para não me mexer: trabalhei muito e estive naquela fase do mês feminino em que me apeteceu partir a cara a qualquer ser que olhasse, sequer, para mim de uma maneira que não me agradasse tanto. Eu estive mesmo pronta para fazer uma massa com bacon e natas, comer até deitar pelos olhos, e enfiar-me na cama a ver séries. Isso foi o que o meu corpo inchado e molengão me pediu o dia todo.

Porém, se eu desse sempre ouvidos às sensações que o meu corpo me transmite, ainda estaria obesa. Ainda estaria a desdizer a minha imagem e a lamentar o facto de nunca mais celebrar a conquista dos objetivos que sempre quis. Por isso, e com muito sacrifício, lá me arrastei para o treino. Lambi aquele chão. Lambi-o de fio a pavio, até ter a certeza que não deixava nada por limpar. No final? Senti-me muito melhor do que estava antes.

Agora, já na cama, a escrever este texto, percebo que a massa com natas não fez assim tanta falta, que as séries ainda têm lugar e que o meu corpo mais não passa do que uma criança mimada a quem não se pode fazer as vontadinhas todas. O esforço compensa sempre. Sempre. E mesmo que não consiga dar sempre o meu máximo, preciso, no mínimo, de ter a certeza que fiz por valer a pena. Hoje fiz.

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