Mês: agosto 2018

Des-na-tu-ra-da

Sou uma desnaturada, eu sei. Tenho deixado este barraco ao abandono e ontem, quando a minha mãe me disse que não escrevia desde dia não sei quantos, senti-me péssima. Eu não estou morta para a vida, estou super ativa no Instagram e no YouTube (e nas férias, também!). Essa é que tem sido a questão: é que tive um ano de trabalho de bradar aos céus e precisei mesmo desta pausa. Porque escrever implica mais atenção do que publicar apenas uma foto, não é verdade?! Mas não se aflijam, que eu não estive só a descansar. Estas férias foram muito produtivas a muitos níveis, Perna Finamente falando também. As novidades não vão tardar e são melhores que boas. Assim que puder, conto tudo, tudo. Por enquanto, vou aproveitar esta última semana da melhor forma que posso e finalizar este bronze que está bem fixe.

Quantos quilos perdi?

Eu fui gorda, mas também fui muitas vezes magra. Fazia dieta atrás de dieta, perdia peso e engordava tudo outra vez (ou mais). Tenho memória de me ter posto em cima de uma balança, há mais de 6 anos e de ter mais de 80kg. 81 e picos. Desde que comecei a Perna Fina, já tive vários pesos: lembro-me de celebrar os 72, os 68, de ter ficado muito tempo parada nos 64, de ter chegado aos 61 e de me sentir incrível. O peso mínimo que tive foi de 57 quilos, por isso, de forma arredondada, digo que perdi 25 quilos.

Eu já peguei num peso de 25 quilos e é qualquer coisa de muito pesada. É impressionante! Perdi muita, muita chicha, é certo, mas mais do que isso: eu transformei o meu corpo. Neste momento, tenho a composição física de um pessoa dita atleta, o que me deixa muito, muito, feliz. Tenho um IMC de 21 kg/m2, nível 1 de gordura visceral (o valor mínimo de gordura ao redor dos órgãos) e muito mais de metade do meu peso é músculo. A minha idade metabólica é de 16 anos, o que é metade da minha idade real. Tenho 58 quilos.

Eu perdi muito peso, é verdade, mas a mudança que fiz no meu corpo já está muito além de um emagrecimento. Está numa profunda alteração de estilo de vida, de perspetiva do que é ser saudável. E feliz (comigo e com os outros).

Para pensar…

Não foi uma refeição, nem um treino, que me deu este corpo que tenho hoje. Foram muitas refeições boas, e muitos treinos bons, que me fizeram chegar aqui. Por isso, não será uma refeição, nem uma falta num treino, que me tirará esta conquista. Serão muitas refeições más, e muitas faltas aos treinos. Isto para dizer que o que nos emagrece, ou engorda, é o que fazemos como rotina. Nunca as exceções. Se nos apetece muito uma piza, devemos comê-la. Sobretudo se estivermos com amigos e família, numa festa, num jantar, em convívio. Os outros momentos, os mais solitários, os de todos os dias, talvez devam ser levados como rotina. E tudo correrá bem. Tudo.