Outra das perguntas que me fazem regularmente, é que tipo de apoio técnico tive para perder o peso todo que perdi. Ao longo da minha vida, e pensando em todas as dietas que fiz, fui conhecendo nutricionistas que me foram passando planos alimentares variados. Regra geral, com todos esses planos eu perdi peso. Porém, embarquei sempre em dietas muito restritivas e, por isso, assim que parava a dieta, engordava tudo outra vez ou mais ainda.

Aos 28 anos conheci a doutora Catarina, a quem sou profundamente grata. A sua página de Facebook anunciava como especialidade o Comportamento Alimentar e eu achei que era isso que precisava de mudar: o meu comportamento perante a comida. A primeira consulta foi duríssima. Pela primeira vez eu contei a alguém o que fazia, como comer enormes quantidades de comida às escondidas e chorei de vergonha.

No início, estas consultas eram semanais e, para além de se ir ajustando o plano alimentar, ia também falando com a doutora sobre o que tinha comido e em que situações. Aos poucos, fomos encontrando um padrão na minha fome: eu comia sempre que estava mais cansada ou me sentia a explodir por alguma razão. Fomos analisando estas questões, eu fui perdendo peso. Este processo começou há quatro anos.

Para além da doutora Catarina, para a alimentação, tive a sorte de entrar numa box de Crossfit – a Crossfit Restelo – que me acolheu de forma irrepreensível. Nunca vi nos olhos de nenhum dos treinadores os olhos que já tinha visto um dia nos ginásios que tinha frequentado. Olharam para mim, reconheceram o meu esforço e ajudaram-me a tornar-me na atleta que sou hoje. O Luís, sobretudo, por ser o treinador que mais se dedicou a esta causa, foi determinante.

Conseguimos fazer isto sozinhos? Eu não teria conseguido, julgo eu. Porque há momentos em que só nos apetece mandar tudo às urtigas e voltar a comer este mundo e o outro. Por isso, estas pessoas foram determinantes para este processo todo e eu sou-lhe eternamente grata. Serve este texto para reforçar que existem bons e maus profissionais em todo lado e grande parte da qualidade deles prende-se, também, com a empatia que criamos ou não.

É fundamental que acreditemos e cumpramos aquilo que nos sugerem, porque essa é a sua especialidade. Para quê inventar? Eu tentei muitas vezes sozinha e fracassei sempre, mas acredito que haja histórias de sucesso diferentes da minha. Mas eu só posso escrever sobre o que me toca e o que me toca é isto: tornamo-nos melhores, quando nos rodeamos dos melhores. E para mim, estes foram os melhores do mundo.

3 Comments on Conseguimos fazer isto sozinhos?

  1. Olá Joana,

    Parabéns pelo post!! Identifico – me bastante com aquilo que escreveste!
    Ler o teu post, ajuda – me a acreditar que é possível mudar!

    Obrigada!

    Joana

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *