Durante muito tempo, não me achei merecedora de coisas boas. Achei que me devia contentar com o médio, médio menos, porque não estava à altura de mais. Balizava por baixo, diminuía-me, deixava que me engolissem viva. Recebo muitas mensagens de meninas-mulheres a contar o mesmo e a pedir-me força para mudar. Eu continuo neste caminho. Apesar do espelho me dizer que estou magra, na minha cabeça, muitas vezes, ainda sou a Joana de antigamente. Felizmente, estou rodeada de gente que gosta de mim e que me chama à terra. O mais importante desta mensagem é: independentemente do nosso peso, do aspeto do nosso corpo, do que for, somos todos merecedores do melhor. O melhor pode variar de pessoa para pessoa, tal como os conceitos que lhe estão associados. O que não podemos nunca, por razão nenhuma, é deixar que nos reduzam. Isto não tem nada a ver com se ser gordo ou magro, bonito ou feio, alto ou baixo, diz antes respeito a ser gente. Gente que sente e que, por isso, merece um tratamento justo e humano. O amor próprio e a cabeça arrumada são fundamentais nisto tudo. Para evitar relações tóxicas, de amizade ou de amor, para nos sabermos valorizar a fundo, de dentro para fora. Repito: somos todos merecedores de melhor! Todos! Que nunca nos esqueçamos disto.

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