No outro dia uma amiga disse-me: sabes o que me perguntaram, por saberem que te conheço? O que é que tu tomavas para estares assim? Perguntei-lhe o que respondeu e ela disse: olha, que disparate!? Respondi que comias bem e treinavas muito, mas acho que não acreditaram.

Eu percebo. Eu própria não acredito, quando me ponho a dançar em frente ao espelho em cuecas e em sutiã. O meu corpo está tão diferente, que se não se tratasse de mim própria eu também duvidaria da minha seriedade. Mas esta é a mais pura das verdades: eu não tomo nada. Nenhum comprimido mágico me teria posto assim.

Eu como alimentos que gosto, que me fazem bem e treino todos os dias, muito e com afinco. Também faço massagens, bebo água e esfrego-me, todos os dias, de manhã e à noite, com um gel reafirmante, que uma marca me ofereceu. É isto. Não há nada para além disto, por muito que eu gostasse de dizer o contrário.

Há dias em que saio do meu plano e como batatas fritas, como hoje ao almoço, mas não tenho um dia fixo para que essa saída do plano aconteça. Se tenho um jantar durante a semana, pronto, essa é a refeição desviante. Tento que não aconteça mais do que uma vez por semana, mas, se acontecer, sou mais regrada no dia seguinte.

Controlo as quantidades que como, controlo o tipo de alimentos que como e os seus constituintes. Dou mais importância às proteínas e às gorduras boas, mas também como hidratos. Como muitos ovos, carne, peixe, marisco, arroz basmati integral e batata doce. Como fruta, mas não mais do que uma peça por dia. Como frutos secos, com moderação.

Nem sempre comi assim, nestes últimos quatro anos. Porém, por ter deixado o açúcar em janeiro, decidi afinar a minha alimentação ao pormenor para que os resultados fossem mais visíveis. Isto para dizer que tenho feito um caminho. Hoje em dia, já não quero perder peso. Como para estar nutrida, para me sentir atlética. É isso que me move.

Não tomo nada além da proteína de ervilha que bebo a seguir aos treinos. Tomo uns comprimidos para a queda de cabelo, mas diria que não entram para o caso. O meu corpo é fruto de tantas tentativas falhadas, como de dedicação. Sou a prova de que o esforço e a consistência, sem malabarismos, são a chave para o sucesso. Seja no que for. E tenho muito orgulho nisso!

2 Comments on O que é que eu tomo?

  1. So (mais) uma pergunta (entre as milhares k tens smp!): as vezes falas num plano (‘não comi nada fora do plano’, ou ‘tenho seguido o plano’). A minha curiosidade e’ se tens algum nutricionista a fzr o teu plano alimentar, a dizer as quantidades k tens de comer e kndo, ou se geres isso sozinha! Já agora, tem sido fantástico ver a tua evolução e acredita k me tens encorajado muito! (12 dias sem açúcar!)
    Beijinhos

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