Bolos. Eu sempre adorei bolos. Bolos de chocolate, de noz, de cenoura, de brigadeiro, de maçã, de iogurte. Bolos. Eu sempre achei que não viveria sem eles. Mas vivo. Vivo sem os bolos que me habituei a comer desde miúda. Ao pequeno-almoço, ao lanche, a toda a hora. Vivo com outros bolos e tenho encontrado coisas muito boas. Muito boas mesmo. Recebo muitas (MUITAS) mensagens a perguntar como consigo não comer açúcar. Vou tentar responder: os primeiros dias e semanas foram difíceis. Sentia o corpo a pedir, a gritar. Hoje já não sinto esse desejo. Estou calma em relação aos bolos e aos doces em geral. Não me faz a mínima impressão ver os outros a comer, nem entrar numa pastelaria para beber apenas um café. Sei que há quem ache que “de vez em quando não faz mal” e que esta atitude “é extremista”. Eu não digo que nunca mais volto a comer açúcar, nem vou morrer se o fizer, mas se me sinto mais equilibrada assim, por que razão tenho de comer uma coisa que não me traz benefício nenhum? Convido todas as pessoas a experimentarem esta sensação. Sobretudo, se tiverem uma má relação com a comida, como eu tinha. Faz toda a diferença.

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