Houve um tempo em que a minha massa gorda era de 39%. 39% de massa gorda, considerando o meu género e a minha idade na altura, correspondia a obesidade. Eu era obesa. Quando digo isto as pessoas chamam-me exagerada. Normalmente, associam a obesidade a pessoas com mais de 100 quilos (só para ter um número redondo). Por isso, na cabeça de muita gente, eu nunca fui obesa. Mas fui, a verdade é que fui. Os números diziam isso. O valor da massa gorda dizia isso. No fim de semana, no bootcamp, voltei a conhecer este número, através de uma balança que faz essa medição. 17,4% de massa gorda é o que habita hoje no meu corpo. Passar de 39% para 17%, é uma espécie de feito heróico. É passar de obesa a atleta, literalmente. Interessa dizer que este dado se torna fundamental para perceber a minha composição corporal e é muito mais significativo que o peso. Muito mais. Por isso, o peso já não conta. A balança só teve um número mais pequeno que este na infância. Mas, como já escrevi muitas vezes, deixei de me pesar. Voltei a fazê-lo por imposição do meu treinador, para percebermos a evolução. Agora, para além do peso, sei a quantidade de gordura. E isso sim, interessa-me. É isto!

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