Quando eu comia às escondidas, fazia-o porque não queria que os outros soubessem que estava a falhar outra dieta. Queria que achassem que estava a ser bem sucedida, que daquela vez, era de vez. Mas nunca era. Afinal, eu comia, comia muito. Só que ninguém sabia e, para mim, isso era o suficiente. No outro dia, tive estas bolas de berlim na sala. Estava lá eu e elas, sozinhas. Ninguém ia saber, se eu tivesse comido. Ninguém me veria a falhar. Porém, neste momento, eu importo-me pouco com os olhares alheios. Eu não falho comigo. Agora, eu vivo em paz com a minha consciência. E não troco esta paz por nada.

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