[Eu sou uma madrinha fixe! Pago gelados aos meus afilhados e fico a vê-los comer.]

Quando propus a mim própria deixar de comer açúcar, achando que seria uma missão impossível, pus na cabeça que levaria esta demanda a cabo durante 6 meses.

Queria perceber o que aconteceria se não comesse nada com açúcar processado. Mais do que perceber o que me aconteceria fisicamente, eu estava tentada a começar isto pela paz interior.

Eu fui dependente de açúcar muitos anos. Nos picos das minhas crises de compulsão alimentar, um litro de gelado era facilmente mandado abaixo por mim. Tabletes de chocolate inteiras, refrigerantes.

Alimentos cheios de açúcar que me davam uma falsa sensação de calma e bem-estar, que depois me levavam para ressacas de dias a fio. Os dias seguintes eram muito duros, mesmo, porque queria comer mais.

Mas não era só nestes momentos de crise que o açúcar dava cabo de mim. Nas dietas em que havia o tão famoso dia da asneira, era ver-me a devorar sacos de gomas e bolos.

Mais uma vez, os dias a seguir eram de morte. Voltar à dieta era quase impensável. Era uma tortura. Era ali que eu começava a falhar, a querer desistir. Eram as ressacas do açúcar que me faziam isso.

Pois que desde janeiro não há nada disso. Não há apetites loucos, não há desejos fora do normal, não há incumprimentos no plano. Não há nenhum tipo de ansiedade em relação à comida.

E se o açúcar está sempre à minha volta: bolos de aniversário dos miúdos, por exemplo, há todos os dias. Até tenho ido comprar comprar doces para lanches e afins.

As minhas escolhas não são as delas e está tudo bem. Por mim? Por mim está tudo bem. Desde que me respeitem e entendam que estou melhor assim. Passados três meses está tudo mais calmo. Sobretudo as opiniões. Haja Deus!

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