O marketing é tramado. Quer dizer, o marketing é uma invenção extraordinária, que nos faz ter vontade de adquirir coisas ou serviços mesmo que não estejamos muito necessitados disto ou daquilo. Os produtos light, diet ou zero são prova disso.

Quando as marcas perceberam que a população estava a engordar, e que a tendência era criar condições para a perda de peso, foi vê-las a lançar produtos light, diet ou zero. Passou a haver tudo com estes termos: pão, manteiga, compotas, refrigerantes, chocolates… Todos os produtos que engordaram as pessoas, em versão leve.

O que é que dava a sensação? Que se podia comer daquilo sem receios. Talvez tenha até havido um monte de gente que tenha achado que podia emagrecer ao ingerir aqueles produtos. Como se fossem atos inofensivos. Sem culpa para o excesso de peso, nem para a saúde.

Acho que, ao dia de hoje, as pessoas já não se deixam levar tanto na cantiga. Percebem que para aquelas coisas terem sabor, têm milhares de aditivos de toda a espécie. Percebem que um iogurte sem açúcar pode ser muito gordo ou o contrário.

Raramente compro produtos com estes rótulos. Porquê? Porque são mesmo muito artificiais. Absolutamente modificados, criados em laboratório, como se fossem uma espécie de detergente, que pomos para dentro de nós.

Acho cada vez mais importante consciencializarmos o maior número de pessoas que a verdadeira comida não vem em pacotes. Não é light, nem zero, nem nada. É comida. Composta por nutrientes, cada um com a sua função. Sobre isto, escreverei um dia destes.

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