As verdades absolutas são perigosas. Em qualquer tema, mas na alimentação ganham especial importância. Isto porque, por exemplo, passámos décadas a ouvir que devíamos beber leite porque fazia bem aos ossos, que a gordura fazia pessimamente, mas afinal parece que é essencial ao cérebro.

As verdades absolutas na alimentação são perigosas porque, se as levarmos demasiado a sério, podemos correr o risco de não fazer o melhor para o nosso corpo. O melhor para o nosso corpo? Mas o que significa isso afinal? O que são os planos detox? O que é a dieta do paleolítico? E esta aversão ao glúten?

Durante os últimos anos eu aprendi muito sobre alimentação e exercício. Aprendi aquilo que fui experimentando comigo. O que fui percebendo que funcionava ou não. É sabido por todos que fiz muitas dietas e que nenhuma resultou. Também é sabido que frequentei consultas de reeducação alimentar e que foram essas que me fizeram perder todo este peso.

Mas o que melhor está arrumado na minha cabeça é que não há verdades absolutas para perder peso, a não ser uma: o gasto calórico tem de ser superior ao número calórico ingerido. Tem de haver défice ou a perda de peso não acontece. Agora, nos entretantos, o que se come, o que se deixa de comer… É tudo muito relativo.

Acho que é unânime que o açúcar é um vilão. Quando falo em açúcar falo em todo aquele que é artificialmente adicionado aos alimentos. Acho que esta discussão é pacífica. Depois entram os lacticínios, que eu evito ao máximo, por me fazerem fisicamente mal, mas ultimamente tenho comido requeijão e tenho-me sentido lindamente.

Por isso, acho que o mais importante de tudo, é sabermos compreender o nosso corpo. Saber a qualidade e quantidade dos alimentos que comemos e perceber se nos mexemos o suficiente para que haja um gasto calórico. Importante também, é comer coisas que nos saibam bem, que nos vejamos a conseguir comer durante algum tempo.

Tudo o que estiver para além disto é questionável. Porque o que funciona com o meu corpo, pode não funcionar com o corpo da minha amiga. Porque o que eu gosto de comer, pode ser muito difícil de ingerir para o vizinho do lado. E por aí fora. Cada corpo é um corpo. Cada perda de peso é uma perda de peso. E as verdades absolutas… BAH!

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