Mês: julho 2017

Activa Sem Lactose

Sempre gostei de iogurtes. Qual é a criança que não gosta? À medida que fui crescendo, fui percebendo que sempre que comia lacticínios ficava mal disposta. Ninguém falava de intolerâncias há 30 anos! Portanto, lá continuei eu a sentir-me mal, sem saber porquê.

Aos 28 anos, com acompanhamento médico, descobri que sou intolerante à lactose. De repente, a minha vida alimentar mudou drasticamente. O que é eu ia comer a meio da manhã? Como viveria sem o meu iogurte? Aos poucos, dei por mim a procurar alternativas que me soubessem bem e não me causassem indisposição.

Desde que descobri esta minha condição, comecei a comprar alguns iogurtes lactose free. Uns eram muito gordos ou demasiado açucarados, o que não me ajudava nada na perda de peso. Outros eram grossos, tipo papa. Nada o meu género. Fui desistindo. Iogurtes nunca mais, achava eu!

A pensar em mim e em todas as pessoas que sofrem com este tipo de intolerância, Activia criou uma nova opção sem lactose, em três novos incríveis sabores: natural edulcorado, kiwi e pêssego. Eu já pude experimentar os novos Activia e posso garantir: estamos a falar de um produto cremoso, leve, de uma belíssima opção de pequeno-almoço ou lanche.

Afinal, há vida para além das intolerâncias! Felizmente, posso voltar a dizer que uma vida sem lactose, não é uma vida sem sabor.

[Texto escrito em parceria com a Activia]

Sobre (novos) hábitos

Eu sempre comi bolas de berlim na praia. Sempre, convenhamos, nos verões em que fui à praia. A vergonha do meu corpo desaparecia, momentaneamente, no segundo em que ouvia os vendedores a anunciar a chegada das ditas. Foi um hábito que criei, sobretudo nos últimos anos, já mais velha, em que me comecei a cagar (mais ou menos) para o aspeto do meu corpo. Comia uma bola por dia. Havia dias em que comia duas. Este fim de semana estive em Tróia, onde as bolas de berlim costumam ser uma pequena categoria. Lá veio o senhor, amoroso, a apregoar as filhas da mãe. Eu respirei fundo uma meia dúzia de vezes, concentrei-me, sem grande esforço, confesso, e passei por cima da possibilidade de comer uma granda bola de berlim com creme. Eu constatei que, afinal, tenho vindo a conseguir prescindir de coisas que antes achava absolutamente indispensáveis. Afinal não são. Afinal, que vale o que vale, para mim vale tudo, sabe-me melhor sentir-me confiante, do que comer o que quer que seja. Não digo que não volte a comer, já comi uma esta estação e talvez volte a isso se me apetecer. Porém, uma coisa é certa: há em mim a certeza de que há sensações que me trazem mais felicidade do que a comida. Levei anos, mais de uma década, a aprender isto.