No sábado houve uma competição na box onde pratico Crossfit. As equipas foram feitas com base num treino curto e inicial. Foram feitas equipas heterogéneas. Comecei por pedir desculpa aos membros da minha equipa. Tudo o que não queria era atrasá-los. Desculpem qualquer coisa, disse eu um par de vezes.

Em todas as provas dei mais do que o meu máximo. Esfalfei-me como nunca. Por mim. Pela minha equipa. Não queria mesmo prejudicá-los de maneira nenhuma. Tinha de os acompanhar. Tinha de correr rápido, de ser eficaz a levantar os pesos, de suportar as dores que se iam fazendo sentir. E que dores!

A minha equipa terminou a competição em 1.º lugar e eu contribuí para isso. Senti uma felicidade gigante, muito, muito forte. Eu gosto de ganhar, é certo, sou muito competitiva, mas, no sábado, só me vinham à cabeça todas as vezes que fui a última a ser escolhida para as equipas da escola. Anos a fio. A escolaridade inteira.

Eu fui sempre a última opção. Sempre. Naquele dia não: eu fui uma mais-valia para a minha equipa, que acabou em 1.º lugar. Este lugar nada mais vale do que uma enorme valorização de todo o meu percurso. Como se fosse a validação de que mudei muito, de que mudei para sempre. Como nunca.

Passei de obesa a medalhada. Era só nisto que pensava! Quem diria que isto iria acontecer? Quem diria que seria capaz de me superar desta maneira? Quem diria que não seria a última a ser escolhida? Quem diria? Por isso, e para todos os que lêem este blogue e não acreditam em impossíveis, pensem nisto: somos capazes de tudo o que quisermos muito. Mesmo.

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