Há dias que custam mais, dias em que o sacrifício é maior, dias em que apetece mandar tudo às urtigas e comer como fazia antigamente. Há dias assim: que quase me fazem desacreditar de tudo o que já (re)construí em mim, que me fazem duvidar se vale a pena o esforço, se faz sentido continuar. Isto é uma luta, que às vezes parece ganha, mas não está, nunca está. Nem sei se algum dia estará. Depois, olho para mim e mal me reconheço. Vejo-me como nunca me imaginei. Confesso, nada me move mais do que me ver segura, certa de mim, de cabeça levantada em (quase) tudo o que me acontece e, por muito que me apeteça comer uma piza, dois hambúrgueres, três doses de batatas com molho d’alho, quatro milkshakes e cinco ou seis sacos de gomas, fixo os pés no chão, remendo a alma e digo para mim mesma, de coração: não pode ser! Nada vale mais a pena do que viver sem pena de mim.

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