Pais que enchem os filhos de merdum! Por merdum entenda-se tudo o que há de bolos, bolachas, gomas, doces, cereais, iogurtes cheios de cenas, pães de leite, pão de forma, leite com chocolate, refrigerantes e aperitivos de todo o género. Há 10 anos, até mais, não se falava tanto de alimentação como se fala hoje. Beber iced tea era beber um cházinho. Comer cereais era uma cena boa, metia leite e tudo. Hoje sabe-se que todos esses “alimentos” estão carregadinhos de merdas, que dão cabo da nossa saúde, que nos engordam, que nos viciam, que não nos saciam, que confundem as nossas células, que as destroem. Hoje em dia toda a gente sabe isto, mas há quem insista em encharcar os miúdos com porcarias destas. Eu acho que é uma espécie de negligência, que se devia fazer qualquer coisa a respeito. Os pediatras, por exemplo, podiam questionar as famílias sobre a alimentação que proporcionam aos filhos. E não me venham dizer que é uma questão dinheiro: a quantia que gastam em tudo o que compram nos pacotes, dava para comprar montes de ovos, atum, frango, batata doce, alface, brócolos… Há crianças que, pura e simplesmente, não comem certos alimentos por nunca ninguém lhos deu provar. Porque estes hábitos cultivam-se, estimulam-se, tratam-se. Também não é preciso ser extremista e não deixar os miúdos comerem nada, mas tem de haver limites. Devia haver.

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