Dei por mim a dislikar páginas do Facebook e do Instagram, como se não houvesse amanhã. Não estava a aguentar tanta foto, tanto vídeo, tanta cena deliciosa a vir ter ao meu encontro, sem que eu pudesse dizer: anda cá, que já tas canto. Tive de tomar uma atitude, percebem? É que os vídeos, então, eram qualquer coisa: sem eu dar por isso estava sempre a chegar ao meu cérebro a informação de que existem fofos de nutella, red velvet a escorrer leite condensado, trufas de Oreo, pastéis de queijo de todos os géneros, massas com mil cenas e tantas outras coisas, que me fazem querer cagar nisto tudo e ser gorda outra vez. Ora, eu que não quero pensar que aquelas merdas existem, estava a permitir que viessem ter comigo e me desconcertassem por completo. Não estava a aguentar mais, não estava, por isso foi ver-me a fazer dislike em tudo o que era página do demo. Cortar o mal pela raíz, que é como quem diz, dislike, dislike, dislike.

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