Toma o pequeno-almoço de um rei, diziam os antigos e eles lá sabiam o que diziam. Porque o PA é, efetivamente, a refeição mais importante do dia e a qual, alguns de nós, menos importância damos. Quantas vezes, quantas, saí de casa sem comer? Não em criança, mas quando achei que já tinha altura para tomar decisões. Chegava à escola e malhava um folhado misto e um iced tea. Quantas, quantas vezes?

O PA é importante por várias razões: é a primeira refeição que damos ao nosso corpo depois de várias horas em jejum, influencia o metabolismo, ajuda-nos a estar concentrados durante o dia de escola ou de trabalho e funciona também como (des)regulador do apetite.

Hoje em dia, a não ser que esteja perante uma catástrofe natural, o que felizmente não tem acontecido, não saio de casa sem tomar o PA. Antigamente, tal como oiço muito dizer, não tinha grande apetite de manhã. Aprendi que é tudo uma questão de hábito e que o nosso corpo se acostuma ao que é bom.

Gosto de variar e por isso tenho várias opções para a minha refeição matinal: panquecas de aveia, cereais com bebida vegetal, papas de aveia, pão com fiambre de aves, omeletas de frango, atum ou salmão, ovos mexidos, torradas com queijo creme, chá, café. Anda tudo muito por aqui. Evito as frutas frescas, por me darem um pico de açúcar de absorção rápida e me fazerem ter fome mais depressa, mas, às vezes, lá como meia banana nas panquecas.

As necessidades que cada um tem ao PA depende muito de estilo de vida que apresenta. Se alguém passa o dia sentado no computador, talvez não precise de tanto sustento como alguém que passa o dia a conduzir de um lado para o outro, por exemplo.

O mais importante é que o PA inclua uma fonte de proteína saudável e hidratos de carbono de absorção lenta (como a aveia ou o pão escuro), para que nos sintamos saciados durante mais tempo. Importante também é que comamos coisas que nos saibam mesmo bem. Não vale a pena insistir na aveia, se aquilo não nos sabe a nada.

Posto isto, como estamos de pequenos-almoços por esses lados?

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