Estou casada com o Crossfit, daqui a pouco, há três anos. E esta, parece-me, será das relações mais longas, sérias e complicadas que já tive. Porque estar casado não é um mar de rosas, diz quem sabe. (Confesso que adoro viver na ignorância.)

Um casamento tem coisas boas (também dito por quem sabe), tem momentos mais difíceis, tem desentendimentos, tem lutas boas e más e tem recompensas. Por tudo isto, eu concluo que me casei com o Crossfit, porque é exatamente assim.

Manter esta relação tem-me saído do pêlo. Eu grito, eu guincho, eu enervo-me, eu fico arrasada. Mas, ao mesmo tempo, tenho tido muitas recompensas: ser uma miúda mais forte, mais flexível, mais resistente, mais feliz com o meu corpo.

Este meu marido, que nem sempre é fácil, no fundo, bem lá no fundinho, só quer o meu bem, por isso me dá tanto trabalho. Todo ele é carinho, se eu vir bem. (Tudo isto acreditando que nos casamentos é assim, ok?)

Por isso, e apesar de às vezes só me apetecer gritar DIVÓRCIO, vou manter-me casada. Porque em última análise, esta relação faz-me muito mais bem que mal. O balanço é claramente positivo. Até porque se assim não fosse, mais valia assinar os papéis.

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