Mês: Março 2017

Dislike

Dei por mim a dislikar páginas do Facebook e do Instagram, como se não houvesse amanhã. Não estava a aguentar tanta foto, tanto vídeo, tanta cena deliciosa a vir ter ao meu encontro, sem que eu pudesse dizer: anda cá, que já tas canto. Tive de tomar uma atitude, percebem? É que os vídeos, então, eram qualquer coisa: sem eu dar por isso estava sempre a chegar ao meu cérebro a informação de que existem fofos de nutella, red velvet a escorrer leite condensado, trufas de Oreo, pastéis de queijo de todos os géneros, massas com mil cenas e tantas outras coisas, que me fazem querer cagar nisto tudo e ser gorda outra vez. Ora, eu que não quero pensar que aquelas merdas existem, estava a permitir que viessem ter comigo e me desconcertassem por completo. Não estava a aguentar mais, não estava, por isso foi ver-me a fazer dislike em tudo o que era página do demo. Cortar o mal pela raíz, que é como quem diz, dislike, dislike, dislike.

Abs d’aço

Há uns dias fiz uma sequência de trabalho abdominal que me matou. Foi criada pelo meu treinador Luís, o ser responsável por quase todos os burpees, agachamentos e flexões que já fiz na vida. Muitas vezes grito contra ele, durante os treinos. Chamo-lhe nazi, mas com carinho. Eu sei que no fundo, bem lá no fundo, o objetivo dele é treinar os seus atletas para serem pessoas ágeis, fortes e flexíveis. Voltando aos abs, fiz esta sequência, que hoje vos apresento, e andei cheia de dores nos dias seguintes. Dores, significam resultados. Vamos lá, então: são 5 rondas, com um minuto de descanso entre cada uma. Em cada ronda devem ser feitas 10 repetições de cada exercício. Assim:

10 hollow rocks

10 v-ups (ou 10 segundos na posição hollow, da primeira imagem)

10 tuck ups

Depois de ser feita esta sequência, conta-se um minuto de descanso e começa-se a segunda ronda. São 5 rondas, repito, 5 rondas. E vai doer, vai doer muito, garanto! O Luís, que é o modelo das fotografias, diz que esta sequência deve ser feita duas a três vezes por semana, intercalada com outros treinos, sempre com dois dias de intervalo, para não massacrar demasiado estes músculos, que também não há necessidade disso. E então, quem quer um abs d’aço, quem é?

Obrigada, coach Luís Morgado, responsável pela criação dos WOD’s da Crossfit Restelo.

Alma leve

Há anos que tentas perder peso. Perder peso no corpo que carregas todos os dias. Que às vezes arrastas, que às vezes maldizes.

Tentas perder rabo, mamas, barriga e anca. Tentas estreitar-te, endireitar-te, tornar-te diferente. Mais magra. Tentas ser como sonhas.

Mas esqueces-te que o tens de emagrecer primeiro é a alma. A alma que trazes contigo é, quase sempre, tão ou mais pesada que o teu corpo.

É essa alma gorda que não te deixa ter um corpo delgado. É essa alma pesada que não te faz ser a melhor versão de ti. É essa alma que te impede de ser mais.

Por isso, se queres perder peso, começa por alimentar bem a tua alma. Alimenta-a lendo bons livros, falando com pessoas cheias, tratando de ti.

Exercita a tua alma. Faz o bem. Deseja o bem. Dedica tempo a ti e aos outros. Estimula pensamentos positivos, de esperança. Inspira-te e tenta inspirar.

Torna a tua alma leve. O corpo mudará como consequência. Esta é uma viagem que começa de dentro para fora, apesar de andar meio mundo a dizer e a fazer o contrário.

Não passes uma segunda sem treinar!

Não passes uma segunda sem treinar. Isto pode parecer tonto, mas faz todo o sentido. A segunda é dura. É o início de mais uma semana de trabalho, de mais compromissos, de mais irritações. É o dia em que se volta a acordar cedo, depois de dois dias de maior descanso. Ninguém adora as segundas, ninguém que eu conheça, pelo menos. A neura pode ser de tal forma agressiva, que a vontade é sair do trabalho a correr, entrar em casa, fechar tudo, esquecer o mundo e voltar à ronha dos dias anteriores. Neste sentido, há muita gente que não treina à segunda. Já eu acho fundamental. Porque gosto de (re)inícios, porque ando a aprender a adiar menos, porque todos os treinos contam, mesmo que sejam com mais ou menos vontade. Não passes uma segunda sem treinar, como quem protela a decisão de ser saudável. Treina à segunda e nos dias seguintes. Treina em todos os dias que possas e que te sintas bem. As segundas merecem uma primeira chance e tu também.

Pudim de chia

Ingredientes:
– 500 ml de bebida vegetal;
– 6 colheres de sopa de sementes de chia;
– adoçante a gosto q.b. (agave, stevia, açúcar de côco);
– topping à escolha (frutas frescas, granola, frutos secos…).

Modo de Preparação:
1.° Deitar todos os ingredientes num frasco de vidro hermético (se estiver bem acondicionado, dura uma semana);
2.° Abanar bem, para que os ingredientes se misturem;
3.° Colocar o frasco no frigorífico e voltar a abanar umas quantas vezes, para que as sementes não fiquem todas no mesmo sítio;
4.° Deixar no frio durante 8 horas e servir com o topping preferido.

A chia é uma semente que solta uma gelatina, quando posta em contacto com líquido. Prolonga a sensação de saciedade, regula o trânsito intestinal e previne o envelhecimento. Só coisas boas, portanto.

Primavera?!

Na escola aprendi que a primavera começa no dia 21 de março, mas parece que nos últimos anos tem começado a 20. Também não é caso para me inquietar, mas sempre que acontece fico do género: mas não era amanhã? O que interessa aqui perceber é se este vento se vai manter. Não sei como está nos sítios onde moram, mas nesta zona de Lisboa está um vento e um frio que não há explicação. Por isso, se era para vir nestes preparos, mais valia termos continuado com o inverno e com aqueles dias de 25 graus, em que uma pessoa já andava mais à fresca. Apesar deste início a roçar tudo o que há de mau, climatericamente falando, eu tenho fé que o tempo do calor, do amor, dos passarinhos e das roupas leves está mesmo a chegar. Vou agarrar-me a essa esperança com unhas e dentes, porque os dias bons nos dão outro fôlego, outro entusiasmo. Eu não sei quanto aos que me lêem, mas eu estou desesperada por uma insuflação como deve ser. Oh lá se estou!

Um viva à felicidade!

Neste Dia Internacional da Felicidade, interessa refletir sobre o que fazemos para sermos felizes. Desde pequenas coisas, a coisas enormes. Acho que ninguém é sempre feliz. Eu não sou, mas sou muito mais feliz comigo hoje, do que alguma vez fui.

Porém, neste dia da felicidade, apetece-me escrever sobre as pessoas que não suportam ver a felicidade dos outros. Sobre gente que pouco ou nada faz para vingar na vida e se rói por ver uma camisa lavada no outro. Sobre gente que maldiz, que inveja, que quer mal.

Ser feliz é muito um trabalho interior, de uma paz autosuficiente, de uma serenidade quase inabalável. Ser feliz vem do querer bem, bem para mim e bem para os outros. É sobretudo ser, não tanto ter. Mas as pessoas pouco felizes não conseguem ver isso.

Só vêem os que os outros têm, o que os outros compram, o que os outros conseguem, as férias que os outros passam. Só vêem isso, porque é apenas isso que querem ver. Porque assim se sentem na legitimidade de adiar a sua própria felicidade, questionando se a dos outros lhes foi dada de bandeja.

Como se ser feliz não desse trabalho. Como se ser feliz fosse um estado adquirido. Como se ser feliz não fosse um caminho. Difícil, possível, para todos os que estão dispostos a ter trabalho, a bater com cara, a seguir em frente, a tentar uma outra vez. Um viva à felicidade! Um viva a quem arrisca, verdadeiramente, em ser feliz todos os dias. Nem que seja um bocadinho.

Cantê(mos)

Hoje foi o lançamento dos biquínis da Cantê. Há quem adore, há quem não desgoste, há quem odeie. Eu tremo-me toda por comprar tudo o que vejo da marca (inclusivamente o corpo das meninas que publicitam os biquínis), mas Deus Nosso Senhor não quis que eu nascesse no seio da família Belmiro de Azevedo. Logo, se comprar um biquíni daqueles, terei de passar o resto do mês a comer atum, que eu até aprecio, mas enfim.

Bom, hoje foi o lançamento e eu lá fui, feliz e contente espreitar tudo. Aquilo é a put* da loucura, não é verdade?! Há toda uma multidão de miúdas a sacar do cartão de crédito dos pais como se não houvesse amanhã. É vê-las a sair da loja carregadinhas de sacos. Filhas da mãe (sim, é inveja pura!). Mas a cena está bem organizada: há senhas para quem quer levar biquínis sem experimentar (suas confiançudas!) e outras para quem quer ter a certeza que aquilo lhes assenta como às meninas das fotos.

Eu adoro muito, muito três dos modelos deste 1.° lançamento. Gosto tanto, que sinto vontade de chorar por tê-los deixado na loja. Porém, a idade tem-me trazido maturidade para perceber que um fato de banho daquele preço não pode ser comprado num impulso e, como não tinha tempo para ficar na fila da experimentação, não trouxe nada. Deixei só uns desejos pendentes.

Porém, a amiga que foi comigo atirou-se de cabeça aos modelos dos miúdos. Dá vontade de fazer um filho, só para ir para a praia com ele com aquilo vestido. Será que dá para alugar um puto bem comportado, assim durante uma semana ou duas? Fazia um brilharete. (Senti-me uma espécie de Cristiano Ronaldo, credo!)

Resumo da coisa: aquilo é tudo lindo, cheiroso, bem decorado, de imenso bom gosto e tudo e tudo e tudo. As funcionárias são uma simpatia e super pacientes e, apesar dos milhares de miúdas com gold card em histeria, o ambiente é muito calmo e agradável. Sou uma Cantê Fã. Sou mesmo. E mal posso esperar pelo resto da coleção. Cantê(mos), o verão está a chegar.

Eu quero ser forte!

Eu quero ser forte. Forte de força, de capacidade de superação. Forte de corpo, de cabeça e de coração. Forte na alma, forte na calma, forte e em paz.

Eu quero ser forte e sentir que posso tudo aquilo para que me esforço. Para ter o que mereço, para dar mais, para ser melhor. Todos os dias da minha vida.

Eu quero ser forte e ter comigo pessoas que são tão ou mais fortes que eu. Gente que eleva, em vez de diminuir. Gente que é, quer e sabe ser mais.

Eu quero ser forte e conseguir coisas normais. Outras extraordinárias, fora de série. Ser alguém que surpreende, que sabe admirar, que contempla e agradece.

Eu quero ser forte e ter voz para gritar os meus ideais. Para argumentar, para quase quebrar, para comover, enternecer, para convencer. Às vezes ceder.

Eu quero ser forte, como uma grande muralha. Robusta. E quero, também, ter uma porta entreaberta, para tudo o que houver de bom (e quiser ficar).