Mês: dezembro 2016

nutella, meu grande amor!

Já comprei o meu frasco de nutella anual. Só compro nutella uma vez por ano, no Natal, pois de outro modo, de Perna Fina teria apenas o feitio e o nome do blogue. Não quer dizer que não coma esporadicamente durante o ano, mas num crepe comprado num café ou isso. O que me mata é ter o frasco em casa. Porque às vezes me perguntam: comes nutella com pão? E eu respondo: eu como nutella com pão, com tostas, com crepes, com morangos, com banana, com framboesas. Eu como nutella com nutella, à colher. nutella é vida. É amor. É tudo o que há de bom. Ok, vou acalmar-me. Comprei um frasco de 200 gramas, que foi o mais pequeno que encontrei. Também não é minha intenção banhar-me naquele creme do mal, nada disso. Achei que aquela quantidade era suficiente para me satisfazer, mas depois, abri o facebook e vi isto:

E pronto, toda a quantidade de nutella necessária na minha vida teve de ser questionada. Talvez tenha de comprar mais um potezinho, que também não vem mal nenhum ao mundo por causa disso. Já vi o vídeo umas 137 vezes e sinto cenas a acontecerem no meu corpo por causa disso. Sinto, assim, a saliva a escorrer pelo canto da boca. Não é bonito de se ver, garanto. Ai, nutella, nutella, meu grande amor.

Sobre ter tempo para treinar

Faltam poucos minutos para as 22:00 e eu acabo de chegar a casa, vinda de treinar. Isto a propósito de me colocarem questões acerca do tempo que tenho para treinar (quase) todos os dias. Já houve alturas da minha vida em que achei que não tinha tempo para praticar exercício, sendo muito menos ocupada do que sou hoje. Hoje percebo que, da minha parte, era só mais uma desculpa. Eu sei que não tenho filhos para dar banhos, nem uma família para quem fazer o jantar. Acredito que isso faz toda a diferença, mas só saberei ao certo se um dia passar pela experiência. Mas acredito também que ter uma hora por dia de sangue, suor e lágrimas opera maravilhas incalculáveis. Por isso, e apesar de saber que conselhos e água só se dá a quem nos pede, anotem isto que vos digo: encontrem no vosso dia uma hora que dediquem a mexer o esqueleto. Seja num ginásio, numa box de Crossfit, na rua, em casa, a ver vídeos de YouTube. Seja de manhã, antes dos pequenos-almoços, à hora de almoço, ao fim da tarde ou à noite. Vale tudo. Só não vale ficar à espera que as coisas aconteçam sozinhas. Porque vos garanto: sem dar algum movimento ao corpo, muito pouco muda. Palavra de Perna Fina.

Dezembro, seu fofinho!

Ai, dezembro, dezembro, o que é que eu te faço? É todos os anos a mesma coisa: chegas e arrasas comigo. Porquê, dezembro, porquê? Tu apareces e tudo à minha volta fica pior ou fica mais difícil, vá. Não há sítio onde vá que não tenha bolos, chocolates, bombons, cenas a brilhar. Coisas aflitas por serem compradas e comidas por mim. Parece mesmo que és sinónimo de embaileiar. Sim, eu sei que esta palavra não existe, mas eu quero que passe a existir e por isso vou usá-la. Embaleiar-me é o teu objetivo, não é? Fazer de mim uma pequena orca?! Vale tudo. E eu cá ando, a tentar sobreviver-te como posso, num esforço quase heróico, que isto custa como tudo. Mas bom, dezembro, seu fofinho, não aches que não gosto de ti. Eu gosto, dás-me é muito trabalho. É só isso. Bem, vamos lá ver se entramos nesta luta da forma mais equilibrada possível e se eu não me esbardalho ao comprido. Ajuda-me só um bocadinho, pode ser? Obrigada.

Aqueles dias!

Hoje é daqueles dias em que me apetece mandar tudo passear. Mas passear bem longe. Eu tenho um péssimo feitio, eu sei, mas hoje estou mais estranha do que é comum. Estou irritada, mesquinha, insuportável. Enquanto escrevo este texto questiono-me sobre uma série de coisas a meu respeito. Sobre decisões. Decisões certas que custam e chateiam por isso, mesmo sabendo que a longo prazo darão frutos. Há dias daqueles, mesmo difíceis de aguentar. Hoje está a ser um desses dias. A minha esperança é que o treino de hoje me tire estas frustrações todas. O treino ou um hambúrguer com batatas fritas, mas essa seria a decisão mais fácil e está visto que gosto de complicar. Merda para isto tudo, é o que é!

Eu não bebo!

Eu sou uma pessoa de festa. Canto muito, sei todas as letras de todas as músicas que existem, danço muito, falo muito. Gosto de jantares e de saídas. Gosto de estar com gente descomplicada, que está para se divertir. Quem olha para mim, dado todo o meu habitual entusiasmo, acha que já virei 10 garrafas de uma qualquer bebida alcoólica. O que é tu bebeste? Perguntam-me muitas vezes. A questão é: eu não bebo. O meu limite é um copo de vinho tinto mal cheio. Não é por nada, mas não é coisa que adore, por isso não bebo. É tudo com altas garrafas de vinho e jarros de sangria e eu a água e Cola Zero. Ainda ontem aconteceu isso: o que é que bebeste? Água, bolas! Eu bebi água! Chego à conclusão que sou uma party animal sem aditivos, o que é absolutamente espetacular. Por mim, está tudo bem assim.

Box Market – Agradecimentos

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Já passou um dia e eu já consegui digerir tudo o que aconteceu no domingo. Já expressei a minha gratidão à vida, por tudo o que me tem dado ultimamente. Tenho cobrado os atrasados, é um facto. Porém, não posso deixar de agradecer, em especial, a algumas pessoas que me ajudaram diretamente na concretização desta minha loucura dominical.

– à minha mãe – por me ter ajudado a preparar toda a comida saudável que houve no mercado. Foi um sucesso: o bolo de batata doce, as trufas de vários sabores e a mousse de chocolate fit. Comeu-se tudo, que foi um mimo;
– ao meu irmão – que passou o dia a vender a comida e a ser super simpático com todas as pessoas que visitaram o mercado. És o maior, puto!;
– à minha amiga Sónia – que me ajudou a montar o mercado no dia anterior, que vendeu comida, que me apoiou como sempre, acalmando-me os nervos, fazendo tudo por mim;
– aos meus amigos David e Sara – por toda a boa disposição durante o dia e por toda a ajuda que deram nas arrumações;
– à Imaginares – mais precisamente à Sofia e à Tatiana, por me terem montado uma mesa linda, com louças, flores e etiquetas de morrer, incluindo peças do Crossfit. São as melhores! (não deixem de espreitar a página de facebook e o instagram da Imaginares e contratem-nas, mesmo a sério!);
– à minha amiga Rita d’Orey – por ter criado um flyer bem fofinho, para promover o evento;
– à minha amiga Rita Pereira – por me ter conseguido um montão de sacos de plástico;
– a todas as pessoas que me visitaram – e ajudaram a Operação Nariz Vermelho e a mim própria, livrando-me de uma série de peças de roupa em ótimo estado, que viviam tristes no meu armário por não serem usadas;
– ao João e ao António – por confiarem em mim ao ponto de me entregarem as chaves da sua box – Crossfit Restelo SEMPRE! – para concretizar esta loucura;
– à Pura – à Inês, por ter embarcado nesta aventura comigo, sem hesitar;
– a todos os Pernas Finas – que gostavam de ter ido e por alguma razão não foram, mas mesmo assim me apoiaram à brava.

Obrigada, a todos, de coração.

Posso dizer que a minha cabeça fervilha com ideias. Esta foi apenas a primeira de muitas experiências. Não perdem por esperar.

Box Market

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Não consigo explicar a felicidade que senti durante o dia de hoje. Foi como se pudesse sentir isto de ser a Perna Fina de outra maneira. Recebi tanto carinho, que me sinto até comovida. Estive rodeada de pessoas que gostam genuinamente de mim, que celebram comigo as minhas vitórias e que têm orgulho na pessoa em que me tornei. Mais magra, é certo, mas, sobretudo, mais crescida. Não quero que este seja um texto lamechas, mas hoje eu podia ter tido um domingo como tive tantos outros: fechada em casa, a lamentar o meu excesso de peso, a comer ainda mais, a ser mal amada, a desdizer a minha vida. Eu podia ter tido um domingo como tive tantos outros, mas em vez disso eu fiz um bruto dum mercado: ajudei a Operação Nariz Vermelho, vendi a minha roupa, servi comida saudável e deliciosa. Não fiz isto sozinha, tive muitos e bons ajudantes, mas os agradecimentos vêm num outro texto. Para já, não me sai mais do que isto. Obrigada.

Obrigada, miúdas!

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Obrigada por invadirem a net de fotos lindas de morrer e me fazerem querer recusar a sobremesa no jantar de hoje. Obrigada, miúdas, a sério.

[Bolas, estas mulheres são umas brasas!]