Ontem republiquei este texto na página da Perna Fina, no facebook, a propósito dos devaneios em que nos metemos depois de alguns excessos. Já escrevi inúmeras vezes que não acredito em milagres. Milagres de espécie nenhuma, verdade seja dita, mas, porque muito me toca, acredito ainda menos em soluções milagrosas para perder peso. Perder peso não tem segredo nenhum: é preciso comer bem e treinar o que se pode, com afinco. É só isto. Não há nada a fazer que não isto mesmo. Dá trabalho? Se dá! Mas não há nada mais eficaz e duradouro. É rápido? Depende dos corpos, dos metabolismos. Nalguns casos demora mais tempo, noutros demora menos. Agora, em que é que eu tenho vindo a acreditar com muita fé: é preciso ser-se consistente, tranquilo e evitar os picos de fome/comida em excesso. Eu explico (ou tento, vá)! Antigamente eu vivia assim: comia muito, não comia nada. Engordava muito, emagrecia muito. O meu corpo não sabia muito bem com o que contar. Imagino o que aconteceria se tivesse um pensamento autónomo, independente de mim: será que hoje esta tipa me vai dar combustível? Ou será que vou passar o dia a ir às reservas? O que quero dizer é que é contranatura comer muito e depois, logo a seguir, não comer nada ou o contrário. Talvez o corpo reaja, mas tenho dúvidas que práticas destas lhe traga muitos benefícios. Até percebo que se queira fazer alguma contenção depois de dias de festa, eu ando a esforçar-me por isso, mas calma com os detox da vida. Comer o melhor possível e mexer o rabo é mais do que suficiente para a coisa se voltar a equilibrar. Pudesse eu transmitir em palavras a serenidade que sinto dentro de mim por, finalmente, pensar assim. Mas sobre serenidade escreverei outro texto.

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