Mês: novembro 2016

OST #24


But there’s a hope that’s waiting for you in the dark.
You should know you’re beautiful just the way you are
And you don’t have to change a thing:
The world could change its heart.

Expressões da Perna Fina #3

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Esta expressão serve para quando sinto que estou a ser enganada: por alunos, por (des)amores, por alguém que me está a tentar vender alguma coisa ou ideia duvidosa. Nestas situações eu digo sempre (ou penso com muita força): Eu não como gelados com a testa. Porque era preciso ser muito otária para não perceber certos acontecimentos. No entanto, ao longo da minha vida, ter-me-ia dado algum jeito comer gelados com a testa, literalmente. O meu perímetro abdominal teria sido bastante menor. Mas não, eu sempre comi gelados com a boca, com significativa destreza, e odeio, odeio de morte, a sensação de me sentir intrujada, seja por quem for.

Comer Bem. Treinar Mais. Ser Feliz.

Há muito que queria ter uma expressão que definisse o blogue. Queria encontrar uma frase que funcionasse quase como a explicação do que ando para aqui a escrever: uma espécie de lema. Pensava nisso, depois deixava de pensar e a coisa andava assim. Há dias pedi à minha amiga Rita para reformular o logo do blogue. Na verdade, pedi-lhe que fizesse um flyer a anunciar o que aí vem (estou quase, quase a contar tudo) e a reestruturação da imagem acabou por vir por acréscimo. A Rita apresentou-me algumas propostas e numa delas havia espaço para uma frase. Vi as hipóteses no meu telemóvel, às 6:00 da manhã, e quando olhei para aquilo, ainda de olhos meios fechados, senti uma espécie de iluminação divina: Comer Bem. Treinar Mais. Ser Feliz. É isto!, pensei eu, ainda de madrugada. Mandei imediatamente para a minha criativa particular e puff: não se fez o Chocapic, mas criou-se uma imagem que me enche o coração. O meu blogue é como este novo logo: limpo, despretensioso, simples, mas não simplista. É sobre comer com qualidade, sobre treinar com empenho, superando objetivos que achava inatingíveis, é, acima de tudo, o percurso escrito do que vou vivendo, nisto de tentar ser feliz a maior parte do tempo. É sobre inspirar cada pessoa que me lê a ser a melhor versão de si mesma. É força, motivação, vontade de mudar de dentro para fora. Este blogue sou eu. É meu. É também de quem o lê. Por isso, quando falarem aos vossos familiares e amigos sobre este blogue, façam assim: Conheces o blogue da Perna Fina? E depois mostram este novo logo, lindo de morrer, porque as explicações estão todas lá.

Obrigada, minha querida amiga Rita, por toda a paciência e dedicação.

Desisto!

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Desisto disto tudo: de ser saudável, de treinar, de me privar de certas coisas. Vou comer até rebentar, porque não quero acreditar que vou viver num mundo onde o Trump é presidente. Desisto.

Parem, caraças, parem!

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Parem, por amor de Deus Nosso Senhor! Parem de abrir hamburguerias, pizarias, cachorrarias, pregarias, gelatarias, pastelarias, marisqueiras, petisqueiras e cenas do género. É que eu não aguento tanta oferta. Juro por tudo que não. Olho para um lado, pumba, pizas em forno de lenha e quê. Olho para outro, cachorros com aros de cebola e tal. Viro-me para trás e são pastelarias só de croissants recheados com mil cenas. Volto-me para a frente e esbarro em ovos com farinheira, queijos derretidos com enchidos e tapas de tudo e mais alguma coisa. Assim não dá. Não há quem aguente. Parem, caraças, parem de abrir cenas destas. Vendam saladas, porra! Legumes cozidos e cenas sem graça nenhuma e deixem-me em paz. É que isto começa a roçar o fim da minha sanidade mental. A sério que sim. Eu vou pedir com jeitinho: parem, por favor. Ou vão dar cabo de mim.

Expressões da Perna Fina #2

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A vida não é mel. Talvez esta seja a expressão que mais utilizo com os meus alunos, sempre que se queixam da quantidade de trabalho que lhes dou ou da complexidade de alguma atividade. Trabalha, miúdo, que a vida não é mel. Como se mel fosse a melhor cena do mundo e a vida fosse tudo menos fixe. Alguns alunos, que não gostam de mel, já usaram algumas variantes da expressão: A vida não é chocolate; A vida não é gelado ou, a minha favorita, A vida não é Nutella. Uso também esta expressão comigo própria: no Crossfit, perante uma dificuldade, numa pastelaria, perante uma montra de bolos. A vida não é mel dá, basicamente, para todas as situações que nos aborrecem, mas que também não são assim tão más, são apenas pouco doces. E eu, que antigamente nem ligava nada a mel, dou por mim a querer devorá-lo em torradas, em panquecas, em iogurte… Deve ser de falar nele tantas vezes. Tenho consciência que o mel, apesar de ser natural, é açúcar e, por isso, não me posso esticar. Eu e esta minha vida de sacrifício, que já foi tão menos docinha do que é. Não no sentido literal da coisa, mas dá para perceber não é?

[E as minhas panquecas de domingo, fofinhas, a escorrerem mel?]