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A vida não é mel. Talvez esta seja a expressão que mais utilizo com os meus alunos, sempre que se queixam da quantidade de trabalho que lhes dou ou da complexidade de alguma atividade. Trabalha, miúdo, que a vida não é mel. Como se mel fosse a melhor cena do mundo e a vida fosse tudo menos fixe. Alguns alunos, que não gostam de mel, já usaram algumas variantes da expressão: A vida não é chocolate; A vida não é gelado ou, a minha favorita, A vida não é Nutella. Uso também esta expressão comigo própria: no Crossfit, perante uma dificuldade, numa pastelaria, perante uma montra de bolos. A vida não é mel dá, basicamente, para todas as situações que nos aborrecem, mas que também não são assim tão más, são apenas pouco doces. E eu, que antigamente nem ligava nada a mel, dou por mim a querer devorá-lo em torradas, em panquecas, em iogurte… Deve ser de falar nele tantas vezes. Tenho consciência que o mel, apesar de ser natural, é açúcar e, por isso, não me posso esticar. Eu e esta minha vida de sacrifício, que já foi tão menos docinha do que é. Não no sentido literal da coisa, mas dá para perceber não é?

[E as minhas panquecas de domingo, fofinhas, a escorrerem mel?]

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