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Perguntavam-me no outro dia há quanto tempo andava eu no Crossfit. Eu sabia que tinha começado em outubro de 2014, mas não tinha de memória o dia. Felizmente, eu deixei esse dia épico marcado no blogue, com um texto que considero muito engraçado por várias razões. Pela forma inocente com que descrevi o treino, pelo deslumbramento com que falei do meu treinador, que adoro e estimo até hoje, e até pela lembrança da dificuldade com que cheguei ao carro e me arrastei até casa.

Dois anos depois, há coisas que se mantêm: eu dou cabo do meu couro em todos os treinos. Posso treinar com mais ou menos vontade, mas raras são as vezes em que não me atiro para o chão a arfar. O meu querido coach, o Luís, foi fundamental para a minha evolução. Mesmo que o tenha pensado, o meu treinador nunca mostrou desdém pela minha falta de habilidade. Sempre me incentivou a ser melhor, dentro dos limites da razão. Na verdade, eu tive muita sorte com os treinadores. Não só com o Luís, mas também com o Fábio e com o Sebastião. Todos eles tiveram sempre a maior das paciências e eu, apesar de refilar muito com eles, sou-lhes muito, muito grata.

O meu corpo mudou muito também. Eu nunca tive rabo e agora tenho. Eu tive sempre uma bóia à volta da cintura e agora já não há nada disso em mim. Os meus braços, as minhas pernas. Nem em sonhos. O Crossfit mostrou-me que sou capaz de muito mais do que alguma vez imaginei. Mostrou-me que tenho força, resistência, equilíbrio, flexibilidade. Provou-me, acima de tudo, que é a cabeça que manda em tudo. O Crossfit é muito um desafio mental, de superação, de conquista própria, de espírito de grupo.

Por fim, e o mais importante de tudo, o Crossfit deu-me a conhecer pessoas fabulosas. A minha querida amiga Sónia, por exemplo, foi o Crossfit que ma deu. As manas Rita e Marta. O Afonso, o Francisco, o Emerson, a Inês, a Tânia, a Andrea, a Sílvia… Tantas, tantas pessoas com o mesmo propósito: serem melhores do que já foram um dia, idependentemente do significado que isso tem para cada uma delas.

O Crossfit não se permite a ser explicado, a sério que não. Por isso, todos os que falam desta modalidade sem nunca a terem experimentado, não sabem o que dizem. Não sabem mesmo [o que perdem]. Porque eu, que cancelei todas as inscrições de ginásios em poucos meses, estou nisto há dois anos. Eu, a gorda que não dava uma volta ao campo da escola, a correr. Eu? Chiça, eu adoro o Crossfit.

[Este texto também é do início dos inícios. Dá para perceber a dimensão da coisa, não dá?]

1 Comment on Dois anos de Crossfit

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