Eu já li muito sobre os malefícios do glúten. Já fui a palestras ouvir falar sobre o assunto e até já senti os efeitos de não o comer. Custa-me a acreditar que o glúten seja responsável por patologias tão graves como a demência e alguns tipos de cancro, mas há quem afirme a pés juntos que está mais do que provado. Eu já experimentei estar uns tempos sem ingerir glúten, ou a evitá-lo quase a 100%, e a verdade é que me senti muito melhor. A barriga desinchou por completo, passei a ir à casa de banho com maior regularidade, as poucas borbulhas que tinha também desapareceram e, sobretudo, tive menos apetite. Os inimigos do glúten também afirmam que o não consumo desta goma manipulada ajuda a controlar os apetites maus. Há uns tempos desleixei-me um pouco, voltei a comer pão normal e a enfiar a cara numa pasta ou outra e senti logo a diferença. Mesmo. Sobretudo na barriga tipo balão, que aumentou quase instantaneamente. Eu já pensei muito sobre esta decisão de não comer glúten de todo, mas tenho medo de aumentar o meu grau de intolerância, porque a verdade é que não corro riscos sérios se comer. Há quem não possa mesmo tocar em glúten, literalmente. Por outro lado, apetece-me pouco andar sempre neste incha, desincha e passa. Por agora, voltei a fazer o meu próprio pão. Experimentei esta receita e a-do-rei. Talvez, se for consistente, seja este o caminho para um super-ultra-jeitoso sixpack. Talvez.

7 Comments on Sobre o glúten

  1. Olá Joana,

    Sou estudante de nutrição e conhecedora dos efeitos do glúten na primeira pessoa. Como tu própria explicas, o inchaço é praticamente imediato.
    Relativamente à tua questão sobre ficar totalmente intolerante, realmente pode acontecer pelo que o aconselhável é manter a exposição, ou seja, ingerir alimentos com glúten de tempos a tempos. Eu guardo os dias de festa onde há sempre um bolo, uma sobremesa, uma broa de milho com queijo da Serra (eheheh); no dia-a-dia, fico-me pelo glúten que existe em tudo e mais alguma coisa (apesar de residual, está lá!) Na rotina normal, não invisto dinheiro numa aveia isenta de glúten, por exemplo. Compro flocos normalíssimos porque, apesar da aveia ser um cereal sem glúten, durante o processamento industrial pode ser contaminada, daí fazerem essa ressalva.
    Grão a grão enche a galinha o papo, logo, bocadinho a bocadinho mantemos a exposição ao glúten! :p

  2. Ora, ai está, não tomando nenhuma atitude radical, reduzi a ingestão de trigo a quase 0, contínuo a consumir outros cereais, como aveia e centeio. Resultado deixei de ter barriga de “grávida” e sinto-me muito melhor, mas Partilho da sua preocupação em relaçao ao não sendo intolerante, senão posso vir a ser…

  3. Olá Joana,

    Eu já evito o glúten pelo mesmo motivo que tu, sinto-me muito melhor. Mas para não aumentar a intolerância eu uma vez por semana como algo que que tenha glúten, por exemplo uma torrada com pão normal. Há um livro maravilhoso com óptimas sugestões de refeições sem glúten que se chama refeições sem glúten em 30 minutos.

    Um beijinho.

    P.s. adorei este artigo

  4. Realmente os estudos científicos ainda são pouco conclusivos. No entanto eu recomendo que a pessoa vá testado por si própria por um período mínimo, e reavalie. Muita pessoas apesar de não serem intolerantes elas, podem já apresentar alguma sensibilidade e apresentarem alguns sintomas. E concordo que nem toda a gente deve deixar de comer glúten. Gostei do artigo. Gostaria que a medicina evolua no sentido de chegar a um pré-diagnóstico da sensibilidade ao glúten, aí as pessoas poderiam adoptar mais antecipadamente um estilo de vida saudável.

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