Mês: julho 2016

Bife tártaro

imageIngredientes:
– 300 gr. carne de vaca (por pessoa);
– 2 gemas de ovo (uma por pessoa);
– cebola roxa (a gosto);
– alcaparras e(a gosto);
– salsa (a gosto);
– 2 colheres de sobremesa de molho inglês;
– 2 colheres de sobremesa de mostarda dijon;
– azeite q.b.;
– sal e pimenta q.b.

Modo de Preparação:
1.° Cortar, à mão, a carne o mais fino possível;
2.º Picar a cebola roxa, as alcaparras e a salsa o melhor possível (podem abusar nas quantidades);
3.º Juntar todos os ingredientes numa taça grande e misturar;
4.º Juntar o molho inglês, a mostarda, o azeite, o sal e a pimenta e misturar tudo outra vez;
5.º Empratar: ajudar com uma taça e no fim com, uma colher, fazer um pequeno “buraco” para a gema (uma por prato);
6.º Já no prato, misturar tudo e comer.

Nota: Acompanhar com batata frita palha ou batata doce frita, em óleo de côco.

Receita original da Flavougraphy. Não deixem de seguir estas maravilhas, também, no Instagram.

As asneiras dão cabo de mim

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Durante muito tempo refugiei-me nesta coisa das asneiras. Fazer asneira, alimentarmente falando, quer dizer que se come alguma coisa que sai de um plano que se tem estabelecido. São consideradas asneiras os alimentos que não devem ser comidos todos os dias: gelados, batatas fritas, uma refeição mais calórica.

Há uns anos, quando fazia dieta, escolhia um dia por semana para comer tudo o que me apetecesse. Quando digo tudo, não estou exagerar. Nunca contabilizei, mas calculo que devia ser capaz de ingerir tantas calorias naquele dia, como durante uma semana inteira. Era mesmo muito desequilibrado(a!).

Lembro-me que os dias a seguir àquele dia de asneira eram muito difíceis. Era quase como se o meu corpo ficasse de ressaca, como se precisasse que eu continuasse a comer aquelas coisinhas cheias de gordura, açúcar e sal. Era sempre muito difícil voltar à rotina. Voltar à dieta.

Tenho feito um percurso pouco consistente no que a asneiras diz respeito. Às vezes, ainda me custa a equilibrar o tamanho das borradas que vou fazendo. Tento pôr de parte um dia inteiro a comer mal. Acho que me desestabiliza imenso. Procuro ter uma refeição da treta por semana. Uma refeição com direito a tudo.

Mesmo assim, continuo a achar que ainda tenho de batalhar muito neste campo. Há fases em que me consigo controlar muito bem, às vezes até com demasiado rigor, há outras em que só me apetecem coisas e coisinhas, que não lembram a ninguém. É que eu podia não gostar de uma série de porcarias, mas não: eu gosto de tudo o que não devo.

E depois, isto de ser uma asneira, tem sempre subentendido uma cultura de culpa. Como se comer fosse um pecado, uma coisa má. Por que é que uma alheira com batatas fritas é uma asneira? Fogo, porquê? Gostava de conseguir largar este termo, porque o associo sempre à fase em que me punia por comer, entrando, de seguida, em períodos de enorme restrição. Mas não sei que sinónimo usar.

Outra coisa que estou a tentar largar é o facto de ter uma refeição fixa para sair do plano. Eu não quero ser escrava de mim própria. Quero conseguir equilibrar o que devo comer todos os dias e o que só devo comer de vez em quando. Ser capaz de gerir isto, sem que seja um problemão. Se esse dia chegar, eu serei completamente livre de mim. É para isso que trabalho todos os dias.

Vai haver dias maus

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Fiz a primeira dieta aos 16 anos. Lembro-me perfeitamente do que que fiz: deixei de comer. Comia pouquíssimo durante o dia, o indispensável para me aguentar. Fiquei mais leve e contente, sem perceber que estava a entrar num ciclo vicioso de dietas, de perda e de ganho de peso.

Foram doze anos nisto. Doze anos. Aos 28 anos encontrei a doutora Catarina, que me continua a ajudar muito. Ajuda-me a pensar na relação que mantenho com a comida. Ajuda-me a perceber que comer não resolve nenhum problema. Ajuda-me a (re)definir o meu plano alimentar.

Porém, este processo interno continua a dar-me muito trabalho. Estou há dois anos a viver este estado de ser Perna Fina. A perder peso, a treinar bastante, a cuidar de mim. São quase 22 quilos perdidos e tantos centímetros estreitados que já lhes perdi a conta.

Mas há dias em que isto custa mais. Há dias em que treinar custa, que sair do plano acontece com mais regularidade com que eu gostaria. Há momentos em que ainda sinto culpa por achar que falhei de alguma forma. Esses, são dias difíceis. São dias cansativos, que parecem durar uma eternidade.

Aprendi, ou continuo a aprender, que para as coisas durarem há dois aspetos fundamentais a ter em conta: persistência e paciência. Começar todos os dias outra vez, sem achar que por causa de um deslize, ou dois, ou três, deitei tudo a perder, acreditando, sempre, que tudo está como devia estar.

Vai haver dias maus. Talvez até semanas. Cabe-me a competência de saber sobreviver a eles da melhor forma que souber e puder, com a honestidade suficiente para perceber que falhar faz parte do processo, que nunca estará acabado. Vai haver dias muito maus. É levantar a cabeça, encher o peito de ar e seguir o caminho. [Está tudo bem.]

Abacate recheado

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Ingredientes:
– 1 mandioca grande;
– 2 molhos de bróculos;
– 2 abacates;
– 1 peito de frango cozido desfiado;
– 60 gr. de bacon em cubos;
– 1 tomate em cubos;
– 1 colher de sopa de amêndoa laminada
– azeite qb
– sal e pimenta q.b.

Modo de Preparação:
1.° Aquecer o forno a 180°;
2.° Descascar a mandioca, cortar em pequenos pedaços e deixar repousar numa taça de água tépida, durante 3/4 minutos;
3.° Ferver a mandioca em água com azeite e sal, durante 30 minutos;
4.° Cortar o abacate ao meio e no lugar do caroço colocar o bacon, o frango e o tomate. Temperar com azeite, sal, pimenta e oregãos;
5.° Levar ao forno durante cerca de 10/12 minutos;
6.° Cozinhar os brócolos a vapor (numa wok, tapados e com um fundo de água, azeite e sal) e deixar cozer a gosto.

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Sugestão: Para quem gostar, juntar aos brócolos amêndoas fritas numa frigideira com um fio de azeite.

Receita original da Flavougraphy. Não deixem de seguir estas maravilhas, também, no Instagram.

Meio termo

É muito difícil isto do meio termo, muito difícil mesmo. É no meio que está a virtude, mas é essa virtude que se torna, muitas vezes, muito desafiante. Porque o equilíbrio dá trabalho, exige de nós, faz-nos questionar as nossas decisões e, às vezes, faz-nos até desacreditar.

Houve uma época em que eu comia tudo o que me apetecia. Tudo. Eu era capaz de comer uma caixa de gelado. Eu conseguia, na boa, comer mais do que um bolo num dia. Eu era perfeitamente capaz de comer batatas fritas a todas as refeições. Eu podia, sem problema nenhum, comer pessimamente dias a fio.

Depois, houve outra época, em que eu passava uma fome dos diabos. Comia quase nada durante o dia todo. Chegava a ter quebras de tensão, por me alimentar pouco. Fiz várias dietas muito restritivas, que me prometiam resultados rápidos, através de alguns processos duvidosos.

Estas duas épocas não foram uma a seguir à outra. Foram acontecendo. Eu viva nesta intermitência de não comer nada ou de comer tudo. Tinha oscilações de peso grandes, que davam cabo de mim e do meu corpo. Cheguei a perder 12 quilos, rapidamente, e engordar 16, pouco tempo depois.

Hoje em dia, eu não como tudo o que me apetece, mas também não me privo que comer algumas coisas que me sabem bem. Há dias que correm melhor que outros, como em tudo na vida, mas acho que tenho conseguido ser equilibrada ao longo destes últimos dois anos.

Talvez esta questão da comida seja um tema eterno na minha vida. Eu gosto de comer. Eu gosto muito de comer muitas coisas. Às tantas, também não vale a pena continuar a lutar contra isto. Resta-me ter a serenidade suficiente para descomplicar esta dimensão do meu ser. E ter a força necessária para perceber que, mais do que gostar de comer, eu tenho mesmo é de gostar de mim.

O que comer na praia?

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O verão chegou. Haja Deus. Os dias de praia também. Hoje vivo estes dias com maior alegria, porque, finalmente, me sinto confortável com o meu corpo. Já escrevi algumas vezes que houve anos em que não pus o pé na praia, por não me sentir bem comigo. Chamem-me fútil, digam que dei mais importância a isto do que devia, mas, a verdade, é que o meu mal estar em relação ao meu corpo me comprometia a muitos níveis. Mas bom, isso passou e agora tenho tentado usufruir ao máximo de bons momentos.

O que me leva a escrever este texto, prende-se com aquilo que levo para a praia, para comer ao longo do dia. Normalmente, enfardamos sandes. Sandes com recheios mais ou menos saudáveis, essa não é a questão. A questão é que quem está num processo de perda de peso não pode, ou não deve, comer quatro pães por dia, mais não sei quantas peças de fruta, mais o gelado ou a bola de berlim da praxe. Posto isto, apresento-vos algumas alternativas, que se relacionam muito com o que tenho feito para mim.

1.º Uma garrafa de água ou de chá sem açúcar, no mínimo um litro e meio: vale a pena falar da importância de nos mantermos sempre, sempre hidratados?
2.º Uma refeição principal: frango cozido/grelhado ou atum enlatado, misturados com vegetais cozidos ou crus. Esta é uma boa altura para experimentar novos legumes/vegetais, para os temperar com diferentes especiarias ou ervas. Podem juntar ovo cozido, mas atenção ao calor. Eu prefiro temperar a salada na hora de a comer. Levo sempre uma pequena garrafinha de vidro, que vou enchendo com azeite, alho em pó e um pouco de sal e pimenta.
3.º Um ou dois lanches, para comer a meio da manhã e a meio da tarde: cenouras cruas, gelatina, frutos secos, fruta fresca, atum, salmão fumado, ovo cozido, tortilhas de milho… É importante não juntar hidratos: uma peça de fruta e um pão não saciam tanto como uma porção de atum e uma maçã, por exemplo. Umas tiras de cenoura crua e um ovo cozido, também são uma boa opção.
4.º Um gelado, uma bola de berlim, uma bolacha americana, o que for, num dos dias da semana. Fazer uma semana de praia e comer uma bola de berlim todos os dias, vai dar asneira da grossa. Se um dia vos apetecer muito, muito, muito, comam, mas depois certifiquem-se que estão, pelo menos, 4 ou 5 dias sem voltar a comer.

Doutra forma, correm o risco de engordar uma mão cheia de quilos. Aconteceu-me o ano passado, nas férias de verão. Andei várias semanas a recuperar dos estragos. Não tanto a nível físico, muito mais a nível emocional, por me ter permitido a comer tanto, tantas vezes. Depois, curtam o mar, o sol, as amizades, o tempo em família. Beijem e abracem quem mais gostam e sejam felizes. O verão acaba sem darmos por isso, mais vale aproveitá-lo bem.

Que rico chef!

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Este menino é chef num restaurante em NY, chamado Baby Brasa. Parece que investe em comida saudável. Adorava pedir-lhe uma saladinha de frango. [Ou do que ele quisesse.]

Meninas, apresento-vos o Franco Noriega.