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Neste processo que tenho vivido, de um autoconhecimento profundo, tenho aprendido muito sobre a pessoa que sou. Houve um tempo em que eu não suportei a minha presença, em que não consegui estar sozinha comigo. Achei que precisava da companhia dos outros para me sentir feliz. Essa minha crença fez com que lidasse com algumas pessoas que nada acrescentaram à minha vida. Muito pelo contrário, antes fizeram com que gostasse ainda menos de mim. Nos últimos dois anos tenho aprendido que esta condição de estar sozinha pode ser muito confortável, se trabalhar para isso. Estar em paz comigo, com as minhas convicções, com as minhas atitudes, com as minhas decisões e com os meus pensamentos. Estar em paz com o meu corpo, com a vida que levo e com a forma com que me relaciono com os outros, com os que valem mesmo a pena. Esta capacidade de estar só não está necessariamente ligada ao facto de se ter muitos ou poucos amigos ou de se ser solteira, casada, junta ou amantizada. Até porque, quantos de nós estão completamente abandonados, estando numa relação? Está antes relacionada com a competência de me sentir inteira e de ter a calma suficiente para saber que a vida é feita de ciclos, que se renovam por si. É tão importante saber estar sozinha em casa, como saber estar no meio da multidão. Porque, para o bem ou para o mal, a única pessoa que terei como certa para o resto da minha vida sou eu. Por isso, é mesmo importante que saiba lidar comigo e que goste, indiscutivelmente, da pessoa que sou. É mesmo indispensável que saiba e que aprecie estar só.

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