Mês: Julho 2016

Eu vou!

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Este verão, eu vou:
– comer bem. Não há cá aquela desculpa de poder comer tudo porque estou de férias. Essa brincadeira trouxe-me 4 quilos em 3 semanas, no ano passado;
– treinar, pelo menos, 4 vezes por semana. O meu corpo não se compadece com o calor, nem com a minha preguiça, nem com nada. Se eu parar de me mexer, sei qual vai ser o resultado;
– perder peso. Eu sei que estou com expectativas para lá de espetaculares, mas este verão vai ser diferente de todos os outros da minha vida, em que engordei sempre;
– fazer 30 anos. E esta é a principal razão para querer estar na minha melhor forma. Desejo entrar nesta nova década da minha vida o melhor que puder;
– aproveitar mesmo bem o tempo livre. Já lá vai o tempo em que eu desperdiçava os dias a lamentar isto ou aquilo. Agora é para viver.

Frango com massa de arroz e molho teriyaki

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Ingredientes:
– 1 peito de frango grande;
– massa de arroz a olho;
– 1 alho francês;
– 2 dentes de alho;
– 1 chalota;
– 1/2 pimento vermelho;
– 1 brócolo grande;
– amendoins a gosto;
– rebentos de soja;
– molho teriyaki q.b.;
– Sal, pimenta e azeite q.b.

Modo de Preparação:
1.º Cozer a massa de arroz durante 2 a 3 minutos, escorrer a água e deixar repousar;
2.º Durante a cozedura da massa, cozer, noutra panela, o brócolo, partido em raminhos mais pequenos;
3.º Num wok, com um fio de azeite, juntar o alho francês às rodelas, a chalota e o alho bem picados;
4.º Juntar a carne cortada em cubos. Quando a carne estiver com um tom dourado, juntar os pimentos vermelhos e deixar absorver os sabores durante 2 ou 3 minutos;
5.º Colocar, no wok, os brócolos e os rebentos de soja;
6.º Adicionar a massa de arroz ao preparado anterior e mexer bem;
7.º Deitar o molho teriyaki, mexer bem e deixar cozinhar durante cerca de 1 minuto;
8.º Já no prato, juntar alguns amendoins.

Receita original da Flavougraphy. Não deixem de seguir estas maravilhas, também, no Instagram.

Tem de valer a pena

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Há coisas, e pessoas!, que não valem a pena. Não valem o desvio no caminho, não valem o comprometimento de quem somos, não valem o esforço. Simplesmente, não valem a pena. Mas nós insistimos e persistimos, como se achássemos que mais uma vez não tem mal, que mais uma queda até faz parte, que mais um passo atrás não entra para a contagem. Saber distinguir as coisas, e as pessoas!, que valem mesmo a pena, das que não valem um caracol, é uma arte. [Mais] Felizes são os que se dedicam apenas ao que lhes enche o peito, ao que os faz sentir melhores e mais completos e ao que lhes é dado na mesma medida. Há mantras que devem ser repetidos todos os dias, para nunca esquecer de lembrar, e este é um desses: tem de valer a pena, tem de valer a pena, tem de valer a pena.

Saber estar só

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Neste processo que tenho vivido, de um autoconhecimento profundo, tenho aprendido muito sobre a pessoa que sou. Houve um tempo em que eu não suportei a minha presença, em que não consegui estar sozinha comigo. Achei que precisava da companhia dos outros para me sentir feliz. Essa minha crença fez com que lidasse com algumas pessoas que nada acrescentaram à minha vida. Muito pelo contrário, antes fizeram com que gostasse ainda menos de mim. Nos últimos dois anos tenho aprendido que esta condição de estar sozinha pode ser muito confortável, se trabalhar para isso. Estar em paz comigo, com as minhas convicções, com as minhas atitudes, com as minhas decisões e com os meus pensamentos. Estar em paz com o meu corpo, com a vida que levo e com a forma com que me relaciono com os outros, com os que valem mesmo a pena. Esta capacidade de estar só não está necessariamente ligada ao facto de se ter muitos ou poucos amigos ou de se ser solteira, casada, junta ou amantizada. Até porque, quantos de nós estão completamente abandonados, estando numa relação? Está antes relacionada com a competência de me sentir inteira e de ter a calma suficiente para saber que a vida é feita de ciclos, que se renovam por si. É tão importante saber estar sozinha em casa, como saber estar no meio da multidão. Porque, para o bem ou para o mal, a única pessoa que terei como certa para o resto da minha vida sou eu. Por isso, é mesmo importante que saiba lidar comigo e que goste, indiscutivelmente, da pessoa que sou. É mesmo indispensável que saiba e que aprecie estar só.

Vai na mesma!

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Quando começas a querer mudar de vida, e falas na possibilidade de treinar a sério, há pessoas que aparecem para te dizer: fica quieta. Vais agora maçar-te com isso? Vais lá conseguir matar-te num treino daqueles. Tu não aguentas! Tu não tens capacidade para isso! Faz antes umas caminhadas ou assim, que esses treinos violentos até fazem mal é à saúde. Vais andar toda negra, cheia de dores. Vais coxear e vai doer tudo quando te sentares. Deixa-te disso, a sério! Quando te disserem isto, caga d’alto e vai na mesma. Experimenta. Tenta. Supera-te. E, apesar de não teres de provar nada a ninguém, a não ser a ti própria, mostra-lhes que estavam errados. Afinal, tu sempre foste capaz de tudo aquilo. Até de um pouco mais. #vainamesma

Coisas que me tiram do sério #8

Unhas fluorescentes. Não aguento. Unhas laranja, rosa choque, amarelo néon. Por amor de Deus. É que parece que têm aqueles coletes dos acidentes de carro nas pontas dos dedos. Qual é a intenção? Parar o trânsito mais facilmente quando se atravessa a estrada? Encontrar o caminho para a casa de banho com o quarto às escuras? Iluminar um jantar a dois, às luz das unhas? Pronto, dá-me nervos. Não há necessidade. Era isto.

É, quem manda nisto sou eu!

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Ahhhhhh, pois, tu é que és a Perna Fina! Mas és tu que escreves os textos? Perguntou-me, ontem, uma colega. O que eu achei mais espetacular foi alguém pensar que, das duas uma: ou eu não tenho capacidade para escrever os textos que aqui se publicam ou sou de tal gabarito que já tenho uma mega acessora, a quem eu debito meia dúzia de ideias, cujo trabalho é escrever, freneticamente, todos os meus devaneios. A pessoa confirmou a segunda opção. Depois dela dizer aquilo, eu mostrei um ar que era um misto entre Por que raio não seria eu a escrever? e um Achas que ia deixar isto em mãos alheias? Eu não sei se isso já passou pela cabeça de mais alguém, mas, de facto, sou eu: Joana Duarte, quase 30 anos, benfiquista ferrenha, professora apaixonada, crossfitter em evolução e mais uma série de coisas boas, que escreve cada palavra que aqui se apresenta. Para o bem e para o mal, sai tudo desta cabecinha iluminada. E mesmo que um dia eu me torne uma estrela planetária, uma coisa eu garanto: na Perna Fina ninguém toca. É, quem manda nisto sou eu.

Ex Gorda

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Como fica o corpo depois de perder 20 quilos? Como fica a barriga? As mamas? Os braços? Acho que fui uma gorda de sorte. Digo isto porque quando alguém me conhece hoje em dia, e eu digo que perdi tanto peso, a pessoa não consegue imaginar. Fico feliz sempre que isto acontece por ser sinal de que as marcas que ficaram no meu corpo não são assim tão relevantes. Mas vamos por partes.

Peles? Foi tudo ao lugar. Não há nenhuma parte do meu corpo que não esteja segura no sítio. Acho que para este facto contribuíram uma série de razões: perdi peso lentamente, fiz sempre muito exercício durante todo o processo e tenho uma pele elástica, que conseguiu voltar ao lugar de onde nunca devia ter saído.

Estrias? Tenho algumas nas coxas. São curtas e brancas. Lembro-me que apareceram quando engordei na adolescência. Parecia que a pele tinha partido, por ter engordado tanto tão depressa. Sempre fui muito pouco cuidadosa com a hidratação da minha pele, deve ter sido isso. Hoje besunto-me de creme todos os dias, não vá o diabo tecê-las.

Mamas? Na mudança da idade o meu peito cresceu muito e partiu-se com o peso. Sempre o odiei e esse era o meu maior complexo. Quando comecei a trabalhar, juntei dinheiro durante um ano para fazer a operação com que tanto sonhava. Aos 23 anos ganhei umas maminhas novas (e lindas!) Não houve, na minha vida, dinheiro tão bem gasto. Estas meninas estão aqui impecáveis, a sobreviver a todas as minhas loucuras.

Cabeça? Esta é a que dá mais trabalho a tonificar. Não há agachamento que lhe valha. São precisas muitas horas de autoanálise, de meditação, de cenas maradas, para que a cabeça se arrume como deve ser arrumada. Eu ainda penso como gorda. Muitas vezes me traio a mim própria por uma ou outra razão. A cabeça é a parte do corpo que mais me preocupa e da que pretendo cuidar mais. Mantê-la sã é meio caminho andado para ter um rabo redondo ou um six pack.

Pelo fim dos complexos

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Encolhe a barriga. Sobe as mamas. Arredonda o rabo. Estreita as pernas. Tonifica os braços. Aumenta as pestanas. Define as sobrancelhas. Branqueia os dentes. Isto, todos os dias, como se o mais importante fosse isto. Claro que isto importa. Importa na medida em que é fundamental nos sentirmos bem connosco. De forma tranquila, comprometida, mas não obsessiva. Os complexos podem mudar a pessoa que somos. Podem impedir-nos de vivermos em pleno. De sermos autênticos.

Quantas vezes deixei de ir à praia por viver cheia de complexos? Quantas vezes? Havia necessidade disso? Ok, não era uma top model, era gorda. E então? Alguém morria com o facto de eu ir à praia? Morria eu, aos poucos, de tristeza, por deixar de viver as coisas próprias daquela idade. Quantas vezes escondi o meu corpo com roupas largas? Quantas vezes? Eu, uma miúda de 16 anos, presa no seu próprio corpo, verdadeiramente desconfortável por viver nele.

Há aspetos da nossa imagem que nunca poderemos mudar. Por muito magra que esteja, não vou conseguir ter o comprimento de pernas da Beyoncé. De que me vale lamentar isso? Temos de ser realistas e jogar com o que temos. Temos de assumir que somos duma maneira ou de outra, aceitando que aquele é o ponto de partida. Expectativas reais são indispensáveis. Estabelecer objetivos atingíveis também.

Depois, se queremos mudar temos mesmo de fazer por isso. Passei anos a lamentar o facto de não me sentir bem de biquíni e a não fazer nada em relação a isso. Mudar dá trabalho, custa tempo e dedicação, mas vale muito a pena. Haverá sempre partes do corpo que não nos agradarão muito. No final das contas, o que mais interessa é mesmo a serenidade de espírito por saber que fazemos o melhor por nós, vivendo livres de complexos que, muitas vezes, só existem na nossa cabeça.

No verão

Quando é que o corpo anda à vista de meio mundo? No verão. Quando é que eu tenho mais apetite? No verão. Estes dois factos são contraditórios, mas muito verdadeiros e em realidade simultânea. Apesar de saber que é no verão que vou pôr a chicha ao léu, é nesta altura que eu mais tenho vontade de comer cenas. Porque com calor tudo é melhor. As esplanadas, os restaurantes, os bares, as tascas cheias de petiscos de fim de dia. É tudo uma loucura, de tão bom que é. Implicitamente, sinto que entro noutro registo, que posso relaxar mais e essa minha descontração vai logo mexer na minha alimentação. O que acontece depois? É óbvio que o meu corpo se ressente. A barriga incha, o que dá imenso jeito para vestir um biquíni, a roupa fica mais justa, enfim. É preciso ter a força de vontade de uma multidão. É mesmo. [Este texto foi escrito enquanto devorei um daqueles iogurtes gelados, com fruta e cenas. Vidas.]

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Vêem? Eu não minto.