Eu sei, eu sei que esta semana mal escrevi, eu sei. Podem começar a fazer a fila para a tareia coletiva, que é o mínimo que eu mereço. Isto porque acredito que um dia sem uma publicação nova é um dia mais triste nas vossas vidas e, portanto, esta semana foi um pequeno inferno para todos vós, meus fofuchos. Mas bom, eu vou justificar-me como posso.

Fiquei atordoada com a vitória gigante do meu clube. Foram festejos e festejos, uma alegria tão grande que me ia sentindo mal. Gosto sempre que o meu Benfica ganhe, mas este ano a vitória teve um gosto especial. Venha a lagartagem dizer que o melhor não ganhou e o caraças, que eu não quero nem saber. Ganhámos e pronto e eu fiquei mesmo, mesmo feliz.

Na quarta-feira foi a festa de final de ciclo dos meus 24 filhos. Para além de ter apanhado uma carga de nervos com os ensaios, adereços e todas as preparações, no dia da festa houve lágrimas às carradas. Chorei, chorei que quase me matei. Sou professora destes miúdos há quatro anos e a ideia de me separar deles parte-me o coração aos bocadinhos. Sou uma piegas do pior, assumo, mas não sei ser diferente.

Nas últimas duas semanas treinei menos porque me magoei. Nada de sério, mas tive algumas tonturas e um mal estar geral que me impediu de treinar tanto como costumo. Esta semana voltei aos treinos a sério e o meu corpinho, que se acostuma logo ao descanso, até guinchou de dores. Chegar a casa, tomar banho, secar-me, vestir o pijama, deitar-me, foram ações feitas com enorme esforço físico. Mesmo.

O pior de tudo nesta semana? É que comi mal para caraças. Hambúrgueres, gelados, bolos e mais uma porradona de coisas. A emoção e a ansiedade ainda me fazem perder o pé facilmente. Porque eu vivo tudo tão intensamente que me sugo a mim própria. Só sei ser assim. Podia acrescentar que para além de ter trabalhado e treinado que nem uma desgraçada, esta foi uma semana de TPM e que isto tudo junto me fez os nervos em fanicos, mas estaria apenas a arranjar mais uma desculpa.

Resumindo, e centrando-me nisto que é uma tentativa de manter um estilo de vida saudável que perdure no tempo: há semanas boas, em que consigo fazer boas escolhas alimentares, que consigo resistir às tentações que pairam à minha volta e que tudo parece correr bem. Há outras, em que tudo se assemelha a um inferno, em que parece que abri uma pastelaria dentro da minha própria existência e que me perco neste meu caminho.

No final? No final fica sempre tudo bem. Porque hoje eu não me culpo por ter comido e não entro numa espiral de devaneio a achar que deitei tudo a perder, comendo sem parar por tempo indeterminado e engordando tudo outra vez. Como fazia antigamente. Hoje eu analiso as minhas atitudes, aceito-as e sigo. Não é numa semana que estrago tudo. Nem estou preocupada com o facto de ter engordado ou não. Esta liberdade de pensamento demorou-me anos a conquistar e eu acredito profundamente que é mais eficaz na perda de peso que qualquer dieta.

4 Comments on Resumindo

  1. Este seu texto encaixa-se totalmente na minha semana, Joana (tirando a parte do benfica: sou vergonha). Para mim tpm não é desculpa, ela deixa-me de rastos, e a salivar por tudo o que é açúcar, isso a juntar a uma semana de muito trabalho atirou-me ao chão. Mesmo assim treinei e tive dias sem pecados. E tal como disse, não é isso que vai estragar tudo. Venha daí esta nova semana

  2. Todos temos semanas boas e más. O importante é saber ultrapassar e aprender com os erros. Estou ultimamente numas semanas más mas sei que tudo vai voltar ao normal. Obrigada pelas suas palavras que são sempre um grande incentivo para mim. O seu blogue foi uma grande descoberta!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *