Há umas cinco semanas que ando a fazer este exercício: escrever uma lista de todos os extras que como. Entenda-se por extra tudo o que como fora do meu plano. As facadinhas, as asneiras, as batotas, o diabo-que-me-valha. Porque às vezes não sou capaz de perceber por que é que os meus abs ainda não estão tão definidos como queria ou por que razão nunca mais chego aos 55 quilos de uma vez.

Isto têm-me ajudado, sobretudo, em consulta quando conto à doutora Catarina como foram os meus dias desde a última consulta, alimentarmente falando. Nas últimas consultas a doutora ajudou-me a perceber que os extras tinham sido demais. Um quadrado de chocolate aqui, uma fatia de bolo ali e os objetivos a chegarem a passo de caracol.

Desde a última consulta, há uma semana e meia, comi 4 extras: dois bombons (em momentos diferentes), um almoço de sushi e um pastel de nata. De resto, tenho cumprido o plano exemplarmente. Deixo aqui o desafio: comecem a escrever tudo o que comem, que não esteja incluído nas refeições principais nem nos lanches e, com certeza, ficarão surpreendidos.

Às vezes não perdemos peso e não sabemos porquê, simplesmente porque perdemos noção do que comemos. Cada vez mais acho que para emagrecer, se torna fundamental estarmos atentos a nós, ao que comemos e ao que deixamos de comer. Tenho aprendido que se assim for, a perda de peso passa a ser uma consequência boa das escolhas que fazemos todos os dias e não uma epopeia de mágoa e frustração.

11 Comments on Lista de extras

  1. Emagrecer é um desafio muito duro e longo. Sim, quando se alcança o objetivo, sente-se que, afinal, se conseguiu e que valeu a pena, porém o caminho até lá é tortuoso e desmotivante – por isso é que as dietas que apresentam resultados mais rápidos são interessantes – a curto prazo – uma vez que se emagrece realmente e relativamente rápido. Depois é que vem a prova de fogo – manter o peso. Não consigo, nunca consegui. Mudar os hábitos é urgente, mas o que fazemos àquilo que nos dá prazer ao palato – sejam coisas pecaminosas ou não? Desistimos delas e passamos a comer sementes, claras de ovo, etc, etc? Será que a alimentação que tínhamos dantes fazia tão mal?…ou são as quantidades e o exagero, muitas vezes?

  2. Trincou – apontou!! Ouvi esta frase uma vez e ficou me gravada!!
    Mas é realmente importante apontar tudinho, pois só assim se percebe as ‘asneirinhas’, que se cometem!! Boa continuação!!

  3. Concordo contigo quando dizes que é fundamental estarmos atentos a nós. Mas não me parece que dois quadrados de chocolate travem o aparecimento de resultados, a não ser , de facto, estejas a comer o máximo que podes para continuar em défice calórico (que é o que nos faz emagrecer). Nesse caso, o chocolate pode fazer ultrapassar esse limite é aí não há perda para ninguém.

  4. O que a balança diz pouco importa, já que o músculo pensa mais que a gordura! Há um ano atrás estava C 60,5kg, mas de 24% de massa gorda . Estava uma falsa magra.. Em fevereiro estava C 55 e paniquei, realmente aí espelho estava a ficar demasiado magra!!! Quis subir de peso mas em massa magra! E conseguiiiii, toca a comer mais quantidades de bons nutrientes e não de calorias vazias…e estava a gostar mais do que via no espelho;)
    Esta semana foi a avaliação, e perdi mais 2% de massa gorda e estava C 56,5kg!!!! Agr estou C 14% de massa gorda!!
    Ganhei mais ou menos 2kgs de músculo de fevereiro para agora!
    O que a balança marca… Até podia marcar 70kg XD. Logo K estivesse C o aspecto q estou! Sigo me pelo espelho e nas avaliações tiro As conclusões, que um ano de saga, valeu e continua a valer a pena! Viva à musculação!!:D
    Boa sorte e continua!

  5. Não tenho uma grande luta com a balança. Talvez porque a ruindade deve ser tanta (a minha… não a da balança!) que não costuma mexer muito com o ponteiro! No entanto quero deixar um testemunho sobre algo que parece que descobri recentemente. Gosto muito de chocolate e quase todos os dias comia um pouco, sem exageros, mas comia… até porque não parecia fazer diferença no meu corpo, e um docinho sabia bem, a que horas fosse. Com filhotes em idade de receber alguma educação alimentar, temos estipulado, lá por casa, os dias em que podem comer chocolate (ou crepes ou bolachas..) e, pois que, também comecei a fazê-lo! Tenho reduzido a quantidade de vezes que como o meu chocolate e a verdade é que não tenho sentido a sua falta como sentia quando comia com mais frequência! Acho que os nossos hábitos nos fazem, lá diz o provérbio! E neste caso o vício pode ser controlado se simplesmente nos disciplinarmos e dermos essa informação ao nosso corpo – ele percebe e reage, e nós agradecemos! E ainda sinto que, apesar de não fazer grande diferença na balança, estou mais saudável! Espero que tenha sido um testemunho pelo menos um bocadinho útil 😉

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