Mês: Abril 2016

CrossFit para totós

Não, eu não estou a chamar totó a ninguém, mas acreditem em mim: no primeiro treino de CrossFit vão ver tanta coisa escrita no quadro, que vão ficar meios perdidos. Mas eu, que sou fofinha, fofinha, vou iniciar-vos neste mundo magnífico, cheio de arranhões, nódoas negras e dores musculares da melhor maneira. Não, não me vou pôr aqui com explicações muito técnicas. Vou, antes, dar-vos a conhecer uma série de siglas indispensáveis à pratica do CrossFit. Porque das duas uma: ou percebem o que significam ou, à primeira, vão ficar a apanhar bonés.

WOD – workout of the day – Pois, meus meninos, sem saberem isto nada feito. O WOD é o treino do dia. Aquilo que têm de cumprir, quer gostem, quer não. O WOD é, no fundo, a lista de exercícios do treino. São diferentes todos os dias.

RFT – rounds for time – Sempre que esta sigla estiver no quadro significa que há um número obrigatório de rondas a cumprir, num determinado período do tempo. Do género, fazer 10 agachamentos, 20 flexões e 30 abdominais, 5 vezes, em menos de 10 minutos. As 5 vezes são as 5 RFT.

AMRAP – as many rounds as possible – Neste caso a história é diferente. O número de rondas é determinado pelo vosso esforço e empenho. Ou seja: é-vos dado tempo para fazerem uma série de exercícios tantas vezes quantas conseguirem. Estes WODs (já sabem o que é) dão cabo de mim.

EMOM – every minute on the minute – Destes eu gosto bastante. A contagem é feita minuto a minuto. Vamos imaginar que num minuto têm de conseguir levantar a barra 7 vezes do chão. Demorem o tempo que demorarem, só voltam a repetir o combinado no minuto seguinte.

TC – time cap – Esta sigla indica o tempo disponível para terminar a tarefa.

Pronto, meus Pernas Finas queridos, considerem a primeira lição terminada. Confesso que tenho mais umas quantas siglas para apresentar, mas, para já, se retiverem estas está espetacular. Mesmo. O que eu não quero é que vão ao engano, estão a ver? Do género: RFT – raios, fod*-se, que treino ou AMRAP – a mim raramente me apanham numa próxima . Nada disso, nada disso. O objetivo é incentivar-vos, informando.

#rebenteimetoda

Andamos em época de testes na box. De tempos a tempos testamos alguns movimentos, para aferir se estamos mais rápidos e mais fortes. Eu melhorei em tudo. Estou mais rápida, levanto mais peso e evoluí numa série de progressões, o que significa que estou cada vez mais perto de fazer os exercícios tal como é suposto, sem adaptações. Estou muito contente, sim senhora, qu’isto tem-me saído do pêlo, por isso é bom ver os resultados a aparecer, mas ando toda rebentadinha. O termo não é feliz, mas não há outro que se adeque tão bem ao meu estado. Hoje, então, dei cabo de mim. Quando acabou o tempo do teste eu achei, profundamente, que me ia dar alguma coisa. Mas não deu. [#sambandonacaradasinimigas] Depois de algumas inspirações profundas, dediquei-me a uma série de exercícios para os abdominais, pranchas e quê. Estava que mal respirava, mas o meu pensamento era só um: eu não empenhei as minhas poupanças num biquíni lindo para andar de bóia, não, não. Estou que não posso. #rebenteimetoda

Chega a ti

Passas a vida a querer viajar, a querer conhecer pessoas novas, a querer provar comidas diferentes. Vives os dias a querer chegar aonde não foste, a desejar o que ainda não tiveste, a fantasiar ser quem não és. Quando virá o dia em que te dedicarás a chegar a ti? Em que momento te disponibilizarás a conhecer a tua verdade? A ser e a fazer aquilo que nunca achaste ser possível, quando? Porque, às vezes, chegar ao centro de ti demora mais tempo do que viajar até ao outro lado do mundo. Não há aviões, nem escalas em cidades duvidosas. Não há transfers, nem táxis que te valham. Existes apenas tu e a tua vontade de viajar para dentro de ti, numa caminhada de autoconhecimento, que pode ter tanto de vitória como de frustração. Nem todas as pessoas conseguem chegar ao centro de si. Muitas passam a vida apoiadas em sonhos que nunca chegam a concretizar. A ter vontades que não passam de pequenos impulsos por cumprir. Tu vais ser uma dessas pessoas, vais? Ou vais fazer com que a tua história seja diferente? Quando é que vais começar esta viagem? Hoje, amanhã, nunca? Ou agora? Chega a ti, ao que mais desejas, supera-te e faz por ser, verdadeira e especialmente, feliz.

O mais difícil

É verdade universal: para se perder peso tem de ser comer bem e mexer o rabo. Durante muito tempo eu achei que o mais difícil era empenhar-me a sério no exercício. Sempre me mexi muito pouco. Achei que nunca seria bem sucedida, desportivamente falando.

Quando fazia dietas, e comia muito pouco, continuava a mexer-me muito pouco. Até porque não tinha combustível para grande coisa. Ia perdendo peso, ia ganhando-o de volta. Nada era muito consistente.

Hoje, a minha realidade é muito diferente. O que me custa não é treinar todos os dias. O treino funciona como terapia. Vou lá, rebento-me toda, e saio melhor do que entrei. O treino não me custa, desafia-me. É um bem adquirido. Já faz parte de mim.

O que me custa, mesmo a sério, é comer bem todos os dias. Não me refiro às refeições principais, essas estão sempre asseguradas, refiro-me aos extras. Eu tenho um plano alimentar, que me dá tudo o que preciso, mas, às vezes, a minha gula fala mais alto.

Nos últimos dias a minha gula tem conseguido ser muito, muito persistente e eu tenho-lhe cedido algumas vezes. A minha gula clama, quase sempre, por chocolate. Chocolate de todas as maneiras e feitios, de todos os sabores, a toda a hora.

Na semana passado fui à consulta e conversei sobre isto com a Dr.ª Catarina. O meu problema são os extras. Eu como bem e treino muito, mas se continuar a permitir que estes extras existam não vou conseguir atingir os meus objetivos.

Os meus objetivos passam por me sentir absolutamente bem com o que vejo ao espelho. Já ultrapassei a fixação que tinha pelo número do meu peso. O peso é o que é. Interessa-me mais o que vejo, independentemente de ter mais ou menos dois quilos do que já tive.

Talvez tenha de lidar com esta gula para o resto da vida, até porque gosto demasiado destas comidas do demo para as conseguir banir, eternamente. Vou ter de continuar a trabalhar o autocontrolo e a aceitar os falhanços, tentando que sejam cada vez menos.

Motivação ou devaneio

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Fui comprar um biquíni em março. Fui e assumo este meu devaneio. Não interessa muito dizer que é o biquíni mais lindo que já tive na vida, não interessa nada dizer que veste lindamente, interessa muito menos que esteja um pouco longe a época certa de o poder vestir. Interessa só dizer que olho para ele como um incentivo. É que quero muito estar à altura daquele biquíni. De tal forma, que estou a pensar pendurá-lo numa parede do meu quarto. Por ser tão lindo, serve como peça decorativa, mas serve, sobretudo, para me fazer lembrar que há sentimentos bem melhores do que enfardar um crepe com morangos e nutella (sobre isso escreverei já a seguir).