Esta noite, como nunca me tinha acontecido desde que me lembro de ser gente, tive uma insónia. Eu que durmo em discotecas, que me basta encostar um bocadinho e arrocho na hora, não consegui adormecer. Ontem tive um dia do caraças: passei a manhã no Chiado com uma grande amiga, almoçámos juntas por Lisboa, comprámos biquínis e bijuteria. Ao fim da tarde fui treinar e, pela primeira vez, fiz o pino completamente sozinha. Várias vezes. A vida correu-me bem o dia inteiro. Cheguei à cama, a achar que ia ser como sempre, e nada. Sono? Nem vê-lo. Então pus-me a pensar. Deu merda. Pus-me a divagar, a fazer uma introspeção, daquelas mesmo fundas, e senti-me no meio de “fixe, tens conquistado uma série de coisas” e um “fod*-se, como é que é possível?”, sobre um sem número de acontecimentos que tenho vivido. E pensei. Pensei horas. Eu torci-me na cama. Eu calcei e descalcei meias. Estive no facebook e no instagram. Vi as fotos da coleção da Cantê todas de novo. Adormeci perto das 4:00 da manhã. Nem sei se isto se considera uma insónia, por definição, mas foi um horror. O pior de tudo foi que quando finalmente adormeci, comecei a sonhar com um ex-namorado. Graças a Deus nosso Senhor que, até em sonhos, o tipo continuou a ser um valente atrasado mental e eu não tive de acordar com dúvidas em relação ao que quer que fosse. Resumindo: não se avizinha um dia fácil. Desde já peço desculpa a todos os que se cruzarem comigo e para quem eu não for o ser mais agradável. É que correm o risco de eu ser violenta. Não é por mal, a sério que não, mas tenho aquela estranha sensação de que fui enfiada num carrossel, no qual andei à roda a noite inteira. Quase que dói. Quase não. Dói mesmo.

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