imageQuem foi o animal que inventou o WhatsApp? Quem foi, que eu quero conversar com ele. É que o WhatsApp veio minar, ainda mais, as relações. Porque quando eu comecei nisto de trocar mensagens com alguém, no meu Nokia 3310, aparecia um relatório a dizer Entregue e pronto. E eu ficava naquela: já viu? Não viu? Está ocupado? Está a cagar-se para mim? Está com a outra? Agora não: agora tenho a certeza que leu e que, por alguma razão, não me respondeu. Mais: a app faz o favor de me mostrar a hora em que esteve online pela última vez, o que me deixa saber, muitas vezes, que lá voltou e mesmo assim não se dignou a responder-me. E esta informação dá cabo de mim. Ver aqueles dois certinhos azuis é o equivalente a ter farpas espetadas no meu pobre coração. Porque acho logo: já foste. Do género: esquece, Joana, a esta hora o teu homem está a rebolar-se com uma morena turbinada e tu estás aqui, obcecada com os dois certinhos azuis. Quem é que inventou esta merda, pá? Quem foi?

[Relembro que nem todos os textos são autobiográficos, ok?]

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