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Quando comecei a mudar de vida eu andava num ginásio. Fazia aulas de grupo, andava na passadeira e fazia algumas máquinas. Eu gostava de dançar, sobretudo. Mas a dança, por ser só cardio, não me trazia as mudanças físicas que eu desejava. Há um ano e tal, vi uns vídeos duma rapariga extraordinária. Ela praticava Crossfit e apresentava uma forma física invejável. Comecei a ver mais vídeos, dela e doutros atletas, e aquilo começou a mexer comigo.

Em setembro do ano passado, tive um terrível acidente de carro. Andei aos trambolhões em plena 2.ª circular e saí ilesa de dentro do meu carro, que foi para a sucata. Lembro-me de estar deitada na maca, imobilizada, com um grupo de médicos à minha volta. Apalpavam-me cada osso da coluna. Faziam-me muitas perguntas. Muitas horas depois, depois de vários exames, saí do hospital pelo meu próprio pé. Desse acidente, contrariando o estado do carro e todo o aparato, herdei apenas algumas nódoas negras e muitas dores de pescoço.

Durante dias eu não estive em mim. Ouvia o som do carro a partir sempre que fechava os olhos. E só dizia, vezes sem conta, obrigada, obrigada, obrigada. Julgo ter sido aí que recuperei a minha fé. Eu tinha sobrevivido àquilo, conseguia andar, mexer-me bem. Eu estava bem. Estava tão grata. Foi aí que tomei a decisão de me inscrever numa box. Juro que foi. Eu tinha de aproveitar o facto de ter um corpo saudável. Como se sentisse que devia isso a mim própria e à oportunidade que me tinha sido dada. Vá-se lá perceber isto.

Esta história do acidente, que a muitos pode parecer de carácacá, foi mesmo um ponto de viragem. Assim que voltei a conduzir, fui direitinha a uma box e comecei os treinos. Até hoje. E, ao contrário do que aconteceu com as idas ao ginásio, do Crossfit eu gosto cada vez mais. Porque me sinto cada vez mais capaz de coisas que achava impossíveis. Não sou, e provavelmente nunca serei, uma praticante exemplar, mas sou milhões de vezes melhor do que já fui um dia. É para isso que trabalho todos os dias: para ser melhor do que alguma vez fui.

O Crossfit mudou o meu corpo de uma forma inexplicável. As pernas, os braços, o rabo, a barriga. Tudo. A condição física também sofreu uma enorme transformação. Apesar de ainda parar durante os treinos, vejo significativas melhorias na minha resistência, na minha capacidade de suportar a dor em posições desconfortáveis e no esforço que dispendo a cada minuto de treino.

Escolhi o Crossfit porque me desafia todos os dias, como atleta e como pessoa. Sou muito mais forte, a todos os níveis, por causa dos treinos que faço. Mudou-me para sempre. Escolhi-o, também, porque é um treino completo, que inclui exercícios de cardio, de força, de ginástica. E eu não quero nem saber das opiniões contrárias a isto. Porque esta é a modalidade que me faz gostar de treinar e que me faz ser uma Perna Fina do caraças.

9 Comments on Por que é que eu escolhi o Crossfit?

  1. Gostava mm de experimentar, mas acho mm que serei sp um zero à esquerda no desporto e acho que nunca conseguirei saltar para cima de uma caixa a pé juntos…eduque tenho medida saltar ao eixo e fazer o pino loool

  2. Eu comecei há algum tempo a frequentar um ginásio (pela primeira vez na vida!) e adoro – e vejo bem as diferenças que já fez no meu corpo 🙂

    Gostava muito de experimentar o crossfit, mas tenho medo. Mesmo muito medo. Nem sei bem de quê: de que as pessoas vejam a péssima forma física em que ainda estou, de ser incapaz de fazer o que quer que seja, de não ser capaz…

    (A caixa é um pânico para mim. Consigo saltar para uma baixa mas tenho tanto medo, e não sou nada rápida!)

  3. Olá perna fina 🙂 tambem há cerca de ano e meio que pratico Crossfit e ja nao imagino a minha vida sem isso !! Ps: tens de criar snapchat para as tuas seguidoras eheh beijinhos e continua com este blog

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