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Sempre fui um rapaz que praticou futsal, naqueles intermináveis torneios de bairro com os amigos da rua. Também fui bastante esforçado nas aulas de Educação Física. Sempre fui, por isso, um rapaz ativo, que não gostava de ficar parado.

No entanto a minha rotina alimentar não era das melhores. Apesar de comer saudavelmente em casa, comendo raramente doces, fritos e bebidas gaseificadas, na rua não era bem assim. De tal forma que, aos 14 anos, quando fui alertado para o meu excesso de peso, o médico que me acompanhava exigiu que não ultrapassasse a barreira dos 100 quilos, até completar 18 anos. Consegui à rasquinha e isso fez-me sentir triste.

A entrada na faculdade contribuiu para diminuição da atividade física no dia a dia, ficando-me apenas pelos jogos ao fim de semana. E aquele excesso de peso, que se ia mantendo, em nada contribuía para aumentar a minha autoestima e a minha autoconfiança. Muito pelo contrário: afetava a toda a minha forma de ser e de estar com os outros e comigo.

Felizmente, (o amor tem destas coisas) um desgosto mais forte foi o rastilho para eu querer mudar de vida. O melhor de tudo, é que o desporto se tornou o meu maior gosto pessoal, um escape. Passei a adorar praticar exercício físico, a sentir-me com mais energia, com mais ânimo, com melhor saúde.

As razões que permitiram incendiar a mudança, hoje em dia, não interessam para nada. Porque hoje, eu continuo a cuidar de mim por mim, pelo meu futuro, por um futuro que quero que seja melhor, mais ativo, com mais saúde. São esses os motivos mais acertados para todos os dias procurar o melhor de mim para mim.

Sebastião Monteiro

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