Mês: outubro 2015

Indispensáveis

Gemüse

Ao longo deste caminho, tenho vindo a aprender que há comportamentos indispensáveis para uma perda de peso bem sucedida. Mais importante do que eu como ou deixo de comer, é a minha atitude perante a minha alimentação e atividade física de todos os dias. Porque todos os dias contam. Mesmo. Há comportamentos que mantenho há uns tempos, que sinto que propiciam o meu bem estar geral e me ajudam a ter tudo mais fino. São eles, sem nenhuma ordem hierárquica:

– Tomar um pequeno-almoço saciante, que inclua uma fonte de proteína;
– Fazer pequenos lanches entre as refeições;
– Comer mais controladamente ao jantar;
– Praticar, no mínimo, 30 minutos de exercício físico, diariamente;
– Beber 1,5 litros de água ao longo do dia;
– Conjugar fruta fresca com alguns frutos secos;
– Saber dizer que não às ofertas menos saudáveis;
– Saber, também, dizer que sim às ofertas menos saudáveis;
– Procurar uma dietista que elabore um plano alimentar equilibrado;
– Perceber que perder peso só depende de mim;
– Evitar as desculpas para quebrar o plano;
– Estabelecer metas reais, a atingir a médio/longo prazo;
– Entender este novo estilo de vida como uma coisa boa e não como um sacrifício;
– Lidar com os deslizes naturalmente;
– Celebrar as vitórias;
– Ser feliz durante a maior parte do tempo.

Duas semanas de contenção

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Estou a levar isto da contenção mesmo a sério. Há duas semanas que não trinco nada fora do plano, bebo bastante água e vou religiosamente aos treinos. Devo dizer que esta barriga nunca teve melhores dias. Está (a ficar) que é um mimo. Também noto diferença nas coxas, que, para além de me parecerem mais estreitas, estão mais lisas. Como a cintura está mais fina, percebi, também, que tenho uns ombros a dar o ar de sua graça, que neste conjunto não ficam nada mal, não senhor. Sobre o peso nada sei, porque só me peso com a dr.ª Catarina. Para a semana saberei, mas, confesso que neste momento o número do peso é o que menos me importa. O que me move é esta minha obstinação. Nunca me achei capaz deste rigor, mas hoje sei que sou capaz de (quase) tudo o que eu quiser. De me pôr em primeiro lugar. De cuidar de mim.

O que aprendi com o CrossFit?

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1. Até uma pessoa naba em exercício físico, como eu, pode evoluir.
2. A expressão Estou muito cansada!, é muitas vezes mal usada.
3. Deixar de respirar, às vezes, não é assim tão problemático.
4. Os burpees foram criados pelo diabo.
5. Afinal tenho força de braços.
6. Sou capaz de fazer mais de duas flexões seguidas.
7. Se estiver a doer, eu deixo que continue a doer.
8. Dez minutos podem ser uma eternidade.
9. As minhas pernas e o meu rabo nunca foram tão felizes.
10. É difícil, mas não é impossível.

A alheira da discórdia

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Recebi mais uma mensagem simpática a dizer que se o meu prato favorito é alheira e não a como tanto quanto gostaria, estou a mentir quando digo que sou feliz. Porque comer é o maior prazer. É, eu assumo: adoro alheira. Se fechar os olhos e me concentrar, quase consigo sentir-lhe o sabor. Porém, não me lembro da última vez que comi uma, assim, com batatas fritas e ovo estrelado. Não lembro mesmo. Se me sinto infeliz por causa disso? Nem um bocadinho. Sou muito mais feliz por estar magra, do que sou a comer alheira. Porque a alheira é uma felicidade momentânea. Depois de comida, é apenas gordura que se acumula nas minhas coxas. E eu já comi tanta alheira na minha vida, que se nunca mais comer não morro de carências. É uma escolha. Um dia destes poderei comer uma alheira e juro que, se o fizer, partilho a foto. Para já, estou focada nos meus objetivos, com a certeza de que o prazer está muito mais no ser e no estar, do que no comer. (Demorei anos a aprender isto, ãh?)

Ser Saudável. Ser melhor. Ser Feliz.

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Sobre o que é o teu blogue? Sempre que me perguntam isto eu engasgo-me. Porque este blogue significa tanto para mim, tem-me ajudado a crescer de tantas formas, que é difícil defini-lo em poucas palavras. No sábado à noite, uma pessoa que eu não conhecia voltou a fazer-me a pergunta, eu voltei a engasgar-me e percebi que me faltava uma resposta pronta. Dizia ele, depois da minha atrapalhada intervenção: Com essa explicação não fiquei nada curioso em ler o teu blogue. Tens de fazer com que as pessoas o comprem de imediato e que sintam vontade de o ler de uma ponta à outra. Pus-me a pensar nisto com afinco, durante o resto do fim de semana.

Sobre o que é que é o meu blogue? O meu blogue é sobre saber ser. Saber ser saudável. Saber ser melhor. Saber ser feliz. E o ser feliz aparece em último lugar, por ser o saber mais difícil de ser. Saber ser feliz dá-me trabalho: depende das escolhas que faço, das situações da minha vida, do meu dia a dia, mas também depende muito do que me esforço para conseguir esse estado. Este blogue traduz o caminho que tenho percorrido até à felicidade. Comigo, com o meu corpo, com os outros. Sinto que hoje sou mais feliz do que alguma vez fui, mas como sou gulosa, e ainda não estou completamente satisfeita, sinto que quero continuar a trabalhar nisto. Como se a felicidade nunca fosse suficiente, mesmo que não seja constante a cada minuto.

É, o meu blogue é sobre saber ser feliz. Eu escrevo sobre este meu estado em atualização, fazendo da escrita um exercício público de autoajuda. E o que eu pretendo é espalhar este meu percurso pelo maior número de pessoas, acreditando que, num cenário fabuloso, as incentivo a pensar sobre como poderão buscar a sua própria felicidade, de todas as formas que a desejarem. Sempre. A cada dia.

Contenção

gelado

Nos últimos fins de semanas estiquei-me. Durante a semana cumpri o plano de forma impecável, mas ao fim e semana foi a loucura. Claro que são sempre cinco dias contra dois, mas os estragos que esses abusos provocam no meu corpo impedem-me de atingir todos os meus objetivos. Por isso, estou em contenção. Contenção à séria. Não há abusos e pronto. Só se houver uma ocasião muito especial, mesmo. Nos próximos tempos, gelados e cenas, só como os da fotografia. Porque até ao Natal a coisa vai dar-se. Vai, vai.